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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

11
Set20

Primeiro dia de ginásio

Consegui finalmente marcar lugar numa aula de que gosto e até já tinha feito antes. Éramos 3 na aula, felizmente. Mas acho que por muito em baixo de forma que já tenha estado, nunca me tinha tornado tão sedentária como estes últimos 6 meses. Sempre andei bastante uma vez que não tenho carro e sempre vi nesta situação uma forma de a aproveitar como um pouco de exercício físico. E quem diz andar a pé, diz evitar elevadores, sair à hora de almoço para uma caminhada... Nunca torcei o nariz a andar a pé. Até ir para o ginásio o faço a pé, cerca de 35 minutos, se bem que quero muito arranjar um bicicleta.

Mas não me lembro de estar assim tão mal... Para pôr em perspetiva, estou no limiar de um IMC saudável e quem olha para mim nem o diria. Quando saí da aula parecia que não tinha pulmões e deu-me uma moleza que só me apetecia arrastar até à praia mesmo ali ao lado.

Um pouco assim...

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08
Set20

Um pequeno passo...

... para o meu futuro

Quero acreditar que hoje dou o primeiro passo para o que espero ser um novo capítulo na minha vidinha.

A ideia inicial era voltar à universidade (como tantos outros que tiveram a mesma ideia este ano...) mas decidi-me por um curso de seis meses com estágio obrigatório.

Estou nervosa e entusiasmada pelo novo começo. Aprender algo novo e finalmente cortar o cordão umbilical da hotelaria.

Como dizem os bifes, dedos cruzados!

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01
Set20

Egocentrismo

Há uns anos comecei a trabalhar na mesma equipa de uma amiga. Conhecemo-nos na faculdade mas apenas nos tornámos amigas depois. Fizemos algumas viagens juntas sem qualquer problema e, alguns sucessos na sua vida tornaram-na uma pessoa quase completamente diferente. A pessoa humilde (embora um pouco empertigada) que conhecia tornou-se, num espaço de quase 10 anos, em alguém cuja auto estima roça a arrogância e egocentrismo.

Ao fim de alguns anos sem a ver notei, de imediato e com algum desconforto, nesta nova forma de se expor. Qualquer pergunta que faça a terceiros tem em vista desviar, de alguma forma, o assunto para si própria e para as suas aventuras ou qualquer acontecimento sem importância. Em modo emigrante, "lá fora é que é, em Portugal nada funciona" ou "sempre ganhei imenso e cá não ganho suficiente para sequer poupar". Fala por cima dos outros, sem esperar um melhor momento, para contar mais detalhes maravilhosos da sua iluminada existência. Acha que deveria ganhar mais por falar línguas que mais ninguém fala (quando a empresa não paga A NINGUÉM subsídio de línguas) ou porque está sempre em cima dos outros departamentos e faz mais do que lhe compete ou porque se acha mais inteligente que os outros. Os salários dos outros deveriam ser ajustados em função do seu, vá-se lá compreender porquê... Se o seu salário vai ser aumentado (para números que só sonhando) os salários dos outros terão de ser ajustados. As decisões da diretora também são feitas só para a chatear porque "eu faço-lhe frente" e exige pedincha o que lhe convém.   A minha paciência começou a esgotar-se e comecei a afastar-me. A minha saudinha mental não dava para tanta conversa, tanto estímulo e tanta cagança. Acha que todo o mundo olha, interessa-se e toma nota do que diz e faz. Seja porque come bolo e acha que o mundo critica quando, na realidade, ninguém está nem aí, seja porque a sua cultura (meio estrangeira) é perfeita e tem de passar um almoço inteiro a explicar comidas e bebidas e rituais e vestimentas e festivais e fiz istofiz aquilo... e o raio que a parta que já ninguém está a ouvir. Depois comecei a notar no seu método de conseguir as coisas... flirt: risinhos e voz de bebé. Com todas as pessoas. Homens e mulheres, novos e velhos, desde que lhe seja vantajoso.

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Num belo dia de dezembro reparei que a sua atitude comigo estava muito diferente. Mal olhava para mim e quando falava comigo sentia-lhe um amuo de criança e não percebi porquê. Durou alguns dias. Pouco falávamos e já não combinávamos umas ocasionais bebidas depois do trabalho para fazermos um catch up dado já não trabalharmos na mesma equipa. No final desse mesmo mês soube que foi por causa de um gajo. Um gajo que é como um irmão para mim. A quem nunca sequer demonstrei interesse amoroso e, como sempre, vivendo na minha bolha e nunca me apercebendo do que se passa à minha volta (não obstante os jantares "sobre trabalho" que aconteciam entre os dois), nunca reparei que havia interesse mútuo entre eles, tratando-o como sempre tratei.

Só um mês depois é que me caiu a ficha e senti como tinha sido tratada. Um misto de traição e desconfiança. Julgada por algo que não tinha feito. Numa semana que tive de férias, deixei de comer. Perdi imenso peso. Deixei de dormir. Não me levantava da cama. As lágrimas não paravam de correr. De pessoas conhecidas que tenho, só 3 é que me são próximas e, apesar dos seus defeitos, esta era uma delas.

Escrevo este post porque durante bastante tempo senti-me encurralada nos meus sentimentos. Naquilo que sinto e no que devia sentir por ela. Esta é uma das pessoas que mais paciência tem para me aturar e, apesar das minhas flutuações de humor, afasta-se quando acha que deve mas nunca deixa de me contactar para ver como estou.

Esta estória, como a própria História, tem mais detalhes que fazem a diferença. Mas conto-a não só pelas lições que me ensinou como pela importância que a paciência e compreensão têm nas nossas vidas. Mas para que isso aconteça é mais importante ainda uma boa comunicação baseada em confiança.

23
Ago20

Tensão Pré Menstrual

Ai de alguém que diga que não é real 

Se há altura do mês que me afeta é esta. Pré mentruação. Valha-me Nosso Senhor Depakine...  É quando compreendo a diferença que faz nas minhas alterações de humor.

Curiosamente, ou tenho dores desconfortáveis ou tenho mau humor. Nunca os dois. Mas o mau humor é quase garantido e assim que desaparece, instalam-se contrações. 

Choro a ouvir certas músicas, a ver o "Incrível Dr. Pol" no National Geographic e o meu sarcasmo está ao rubro. Não consigo dormir de barriga para baixo e tirar o soutien torna-se uma experiência dolorosa.

Bolos ao pequeno almoço e jantar, bolachas ao almoço e lanche. Chocolates, muitos, nos entretantos. Não consigo parar de comer e o meu intestino pára de trabalhar uma semana antes para depois se vingar em grande... 

É nestas alturas que também tenho de ter mais cuidado e monitorizar com atenção os meus pensamentos e gerir qualquer possível quebra no meu humor que possa levar a um período de tempo depressivo. Mas aquele momento em que o mundo se cala e quero dormir, lembro-me de todas as situações do passado das quais ainda não me livrei e adormeço de lágrimas nos olhos.

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03
Ago20

Segundas-feiras

Segundas são, de longe, os dias mais stressantes para mim. Foi o dia da semana que decidi dedicar à procura de emprego. Ele é palpitações, mãos suadas e um sem fim de posturas desconfortáveis em frente ao portátil só para justificar o meu subsídio.

Além de não haver muitas vagas, como esperado, as que há recebem centenas de candidaturas pelo que a escolha do/a melhor candidato/a se torna mais morosa para o empregador e se traduz em silêncios para mim.

Há alguns anos que uso o LinkedIn para este efeito mas confesso que esta plataforma me encaganita cada vez mais. Os meus contactos são todos super estrelas, os melhores dos melhores com imensas postas de pescada servidas em folha de ouro para partilhar. São todos supra sumos das suas áreas e têm muito cuidado em alterar os seus status e anunciar aos sete ventos cada vez que decidiram aceitar um novo desafio profissional ou precisam partilhar com o mundo os seus altos níveis éticos e morais.

Mas falava eu das segundas-feiras... Estudei Turismo e Hotelaria e trabalho há mais de 10 anos na área. Foi das indústrias mais afetadas pela pandemia e, apesar de ter sido dispensada por outras razões, o timing foi péssimo mas uma boa oportunidade de mudar de área.

Neste momento, e um pouco por desespero de querer desprender-me da hotelaria, tenho 3 planos que espero me tragam algum benefício a longo prazo.

O dia está a acabar...

13
Jul20

Amizade

Amizade é um conceito que me é bastante estranho. Não sei bem em que consiste. Não sei o que esperar de um amigo nem o que é esperado de mim como amiga.

Este post está aqui estacionado há imenso tempo e a minha laranja está seca. Não há sumo. E, por mero acaso, neste último mês tenho visto imensa coisa sobre amizade que me tem dificultado expressar sobre estas relações.

Enquanto criança, na escola, conseguiria apontá-los sem dificuldade. Saberia dizer quem eram os melhores e o papel que cada rapaz e cada rapariga tinham no meu dia a dia. Sabia com quem podia contar apesar de já, na altura, não me sentir totalmente integrada.

Suponho que a amizade seja uma qualquer relação de confiança e segurança e, por algum motivo, nunca ninguém me fez sentir segura nem à vontade para partilhar nem os meus muitos medos e anseios nem as minhas poucas alegrias.

Pinky Swear Poster | JUNIQE

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07
Jul20

Há dias assim

Há dias normais, há dias maus e há dias muito, mas mesmo muito maus. E agora, enquanto ainda trepo as paredes do poço em que caí, arfando por ar fresco (uma correntezinha de ar seria suficiente, na verdade), estou incapaz de não me preocupar com todas as futuras crises que, como esta, vêm e arrasam como uma guerra.

Parece que cada quebra, cada viagem súbita às profundezas da depressão é pior que a anterior mesmo quando acho que já senti dores que nunca pensei voltar a sentir. Elas voltam mais fortes e enfraquecem-me a mim.

Por algum motivo vejo estas minhas crises como a expressão do desespero de algo com o qual não tenho lidado que é, na realidade, só toda a minha vida!

Basta um segundo e o estímulo mais banal para começarem a cair as lágrimas e a vontade de sorrir desaparece. Por muito que tente, os cantos da boca teimam em não reagir. O telemóvel fica de lado com mensagens e chamadas por atender. Mas ninguém insiste. Ninguém sabe onde estou nem como estou nem do que mais preciso. E a dor persiste. O sono, esse, ora desaparece, ora pesa em demasia, mas o tempo deitada na cama nunca aborrece. A auto-estima é aniquilada e deixo de existir.

Sou um conjunto de causas infelizes. Sou um efeito difícil de emendar. Há dores tão fortes que são impossíveis de explicar. Estão fora da escala. Agonias tão profundas que apertam o peito e colhem o fôlego.

Não sei explicar a ninguém como é que passo de um humor normal para um estado tão sinistro em apenas milissegundos. Costumam ser ocasiões em que me sinto posta de parte, momentos de isolamento e quando sinto um ínfimo indício de humilhação.

É nestes momentos que sei que o apreço por mim própria não existe. Repetem-se, continuamente, na minha cabeça, as vezes que falhei no passado. Essas vezes que, por sua vez, me arrancaram mais a vitalidade e a motivação e a direção.

O que mais me frustra na depressão é que não há uma solução milagrosa. Posso pegar num telefone e desabafar? Posso! Posso falar com a minha psicóloga? Posso! Mas não altera nada. Não previne as crises futuras nem avisa de antemão o grau de intensidade e dor que se vai sentir.

A solidão impõe-se quando me apercebo que por muito que partilhe, por muita terapia e desabafos que faça, sou EU que vou ter de viver assim para o resto da vida. Ninguém tem o poder de ajudar e eu não tenho as forças necessárias para o fazer sozinha.

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poço (?!) pintado por mim