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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

03
Fev21

Viagens

Desde 2017 que ganhei um interesse pela Isle of Skye e está na minha lista mental de sítios a visitar. Edimburgo, com certeza, fará parte do roteiro. A obscuridade e história da cidade atraem-me imenso. Tive imensas oportunidades de visitar mas outros planos foram-se sobrepondo.

Não sei se já, por aqui, vos disse que tenho uma atracção enorme pelo Médio Oriente (o meu nariz não o deixa mentir  Gostava até de fazer daqueles testes de ADN.) e todos os países do Mediterrâneo oriental me seduzem imenso. A cidade de Jerusalém tem também um lugar na minha lista mental. Também há um ou dois anos comecei a planear um viagem à Jordânia que nunca se concretizou e, quem lista Israel/ Palestina e Jordânia, lista também o Líbano e aquela comida maravilhosa. Viajei muito pouco pela Turquia mas sei que é terra de mais de mil encantos. E comida... 

Um bocadinho mais para cima, gostava imenso de conhecer a Arménia e a Geórgia.

Acredito que qualquer pessoa com juízo tem uma vontade enorme de visitar o Egito. O meu percurso pela filosofia, iniciado em 2020 aumentou ainda mais a vontade de lá ir (e não me sentir engolida por turistas). Descer ao Sudão e Etiópia.

Quando ainda trabalhava  acabava de almoçar e se ainda me restasse tempo, abria um mapa do mundo no Google e viajava assim. 

Adorava fazer uma épica jornada de comboio por África. E pelo mundo. Valha-me nosso senhor Euromilhões!

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25
Jan21

Jardinagem - Parte 2

Passado dois meses de ter plantado os meus bolbos de tulipas, estão assim. Tenho para mim que não deviam estar tão "fora da terra". O vaso não tem a profundidade que deveria mas ainda assim experimentei. Coloquei-as a profundidades diferentes para terem um efeito mais interessante quando abrir a flor.

Estava um pouco apreensiva por causa das 2 semanas em que choveu torrencialmente mas acho que por o vaso estar na rua, vai correr bem e vou ter umas tulipas lindas na primavera.

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06
Jan21

compromisso

Esta história da Di sugou-me num buraco negro e regressei a 2014. O primeiro de três anos lancinantes. Um ano em que deixei de, praticamente, existir.

Quando decidi extinguir a minha presença das redes sociais (porque hoje em dia não existimos sem presença virtual - perceba-se!) depois de um jantar onde me senti dispensável (na altura sentia-me dispensável em qualquer sítio, na verdade) a minha depressão instalou-se a sério. A única pessoa que me fazia companhia a sério e com prazer tinha acabado de casar e fui afastando os meus colegas de trabalho. As minhas funções estavam a tornar-se bastante stressantes e não estava a conseguir manter boas relações com a equipa. Quando se está noutro país sem contactos e se trabalha em hotelaria (é a minha experiência), o trabalho é um porto seguro onde se criam laços. Na altura não me sentia confortável no trabalho nem em casa e não tinha ninguém em quem confiar nem em quem confidenciar.

No meio do meu caos, uma pessoa aproximou-se. Um colega de trabalho. O que o aproximou não foi sentimento romântico. Nem eu o via a essa luz. Nunca o vi. Saíamos para café ou chá, cinema. Talvez tenhamos jantado uma ou outra vez até ter compreendido o real motivo deste interesse: amizade colorida, a tal que vem num pacote vendido com benefícios. A conversa mudou totalmente, as chamadas telefónicas mais frequentes, com um intuito apenas.

Conto esta história pela perspetiva que tenho hoje porque na altura não compreendi porque me comportei de certo jeito e martirizei-me por isso.

Da necessidade e desespero de ter alguém ao meu lado, de que forma fosse, perdi o pouco amor próprio e a réstia de respeito que tinha por mim. Um dia, numa estação de metro, enquanto nos despedíamos e ele fazia a pressão que se tornou habitual para ir para casa dele enquanto me explicava detalhadamente os malabarismos que faria comigo, fiz a pergunta: "então e eu?". "Não fui feito para ser namorado de ninguém", responde. Lembro-me de pensar para mim que a pergunta não tinha sido bem feita porque aquela resposta não lhe correspondia. Não a tinha feito nesse sentido. Também não queria um namorado. Não procurava uma relação. Deixei a situação arrastar no tempo. Ia-lhe dando falsas esperanças enquanto mantinha alguém "ao meu lado". Triste mas uma realidade que é bastante comum e acho que, muito por causa desta experiência, hoje gosto muito de franqueza e muito pouco de rodeios.

Um dia lá me decidi a ir com ele e quando o ambiente já estava bem aquecido, pedi-lhe para parar. Ele continuou a tentar e eu pedi para parar. "Estou dececionado", diz-me. Tentei ir para casa mas já não havia transportes pelo que tive de lá dormir. Na manhã seguinte, o processo repete-se e volto a ouvir que o dececionei. Ele foi tomar banho e feita parva ainda fiquei à espera. Fiquei à espera para que saíssemos juntos até à cidade. Cheguei a casa, fechei-me no meu quarto, odiei-me e voltei a cortar-me.

Na altura não saberia explicar mas hoje sei que quando perguntei "então e eu?" referia-me a alguém que se preocupasse realmente comigo e não me quisesse usar. Ainda estou para conhecer alguém com uma auto estima mais baixa que a minha, tenho imensos defeitos e um deles é mesmo não ter um mente aberta para certas coisas e ser inflexível para outras mas, como qualquer pessoa (e não me venham com tretas), todos buscamos validação exterior porque estamos todos bem longe de ser uns Budas iluminados.

desenho de Ferdinand Hodler

05
Jan21

palavras que ferem

Vi esta imagem no meu feed do facebook e correram-me as lágrimas com os comentários que li.

Pessoalmente, não acho que me tenham dito palavras muito duras. Vivi, sim, com atitudes frias, duras e distantes em casa e convivi com miúdos (e graúdos!) pouco empáticos no meu dia a dia escolar.

Escrever ou falar sobre o que nos mói o espírito ou sobre o que nos massacra a mente torna tudo demasiado real. Guardamos sentimentos e não falamos dos assuntos para facilitar a vida e evitamos dar-lhes luz. Mas não crescemos, ficamos presos numa caixinha. E algumas vezes, conseguimos falar sobre os assuntos que nos atormentam mas não os conseguimos compreender e libertar-nos deles.

Existem momentos em que, do nada, acendem-se-me luzinhas e vejo certos assuntos a uma outra luz, com um novo entendimento.

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04
Jan21

prioridades

Quão importante é termos aqueles ténis da Nike ou da Adidas? Ou as últimas botas da moda que marcam uma estação ou mesmo atualizar o nosso telemóvel do ano passado para um que acabou de ser lançado? A mala ou o lenço Louis Vuitton ou Longchamps...?

Por não ter amigos sempre passei muito tempo em casa e acabava por ter de cozinhar (o meu pai trabalhava por turnos e a minha mãe nem horário de trabalho tinha), lavar e passar roupa a ferro, fazer bolos e fazer as tarefas de "mulher". Quer goste (e concorde) ou não foi a minha educação e não, não acredito que só as mulheres sejam responsáveis por estas tarefas. Sempre fui complexada por causa disto. Uma amiga do meu irmão chamou-me "caseira" que, desculpem, é uma palavra que A-BO-MI-NO - ou, pelo menos, abominei naquele momento. De imediato me imaginei com bigode e 7 saias a limpar a casa e a lavar as cuecas ao marido (bastante preconceituoso, bem sei...).

Isto tudo por causa da Uber Eats e da Glovo. Honestamente choca-me que haja gente que não saiba cozinhar e que dependa de restaurantes para comer. Acho tão importante a ligação à terra que a comida ainda nos dá. A compra responsável e a confeção.

Adoro uma pizza a sério, feita em forno de lenha ou um caril feito como deve ser, sushi... Mas... todos os dias? A sério?

daqui

31
Dez20

2020 / 2021

Já sabemos que o ano de "vinte vinte" foi, na sua generalidade, uma agonizante bosta por várias razões, mas não deixa de ser importante apontar algo positivo que nos tenha acontecido  ao longo destes últimos 12 meses.

Espero não trincar a língua por dizer isto mas quero mesmo acreditar que o melhor que me aconteceu este ano foi ser despedida.

Desejo a todos um bom ano novo.

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