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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

04
Fev21

Grande Rota do Vale do Côa

Tenho a sorte de já ter percorrido Portugal e conhecer uma boa parte se bem que ainda há tantas cantinhos (especialmente cantinhos) onde gostaria de ir. Quando estive em Foz Côa em Dezembro vi a placa deste trilho que me deixou logo o bichinho a saltitar. Adoro caminhar e gostava de o fazer com mais regularidade e percursos maiores do que os que faço. Já pensei fazer parte de qualquer caminho de Santiago mas o tempo acaba por passar e os planos desfazem-se.

Também adoro andar de bicicleta e, se pudesse, estas já estavam todos feitas.

daqui

03
Fev21

Viagens

Desde 2017 que ganhei um interesse pela Isle of Skye e está na minha lista mental de sítios a visitar. Edimburgo, com certeza, fará parte do roteiro. A obscuridade e história da cidade atraem-me imenso. Tive imensas oportunidades de visitar mas outros planos foram-se sobrepondo.

Não sei se já, por aqui, vos disse que tenho uma atracção enorme pelo Médio Oriente (o meu nariz não o deixa mentir  Gostava até de fazer daqueles testes de ADN.) e todos os países do Mediterrâneo oriental me seduzem imenso. A cidade de Jerusalém tem também um lugar na minha lista mental. Também há um ou dois anos comecei a planear um viagem à Jordânia que nunca se concretizou e, quem lista Israel/ Palestina e Jordânia, lista também o Líbano e aquela comida maravilhosa. Viajei muito pouco pela Turquia mas sei que é terra de mais de mil encantos. E comida... 

Um bocadinho mais para cima, gostava imenso de conhecer a Arménia e a Geórgia.

Acredito que qualquer pessoa com juízo tem uma vontade enorme de visitar o Egito. O meu percurso pela filosofia, iniciado em 2020 aumentou ainda mais a vontade de lá ir (e não me sentir engolida por turistas). Descer ao Sudão e Etiópia.

Quando ainda trabalhava  acabava de almoçar e se ainda me restasse tempo, abria um mapa do mundo no Google e viajava assim. 

Adorava fazer uma épica jornada de comboio por África. E pelo mundo. Valha-me nosso senhor Euromilhões!

Screenshot 2021-02-02 at 13.33.25.png

27
Nov20

Magia

Há cinco anos comprei-me uma máquina fotográfica. Acontece que não sou grande fotógrafa e de há dois anos para cá deixei de fotografar cada detalhe que achava que valia a pena. As minhas viagens ficaram mais leves e passei a confiar mais na minha memória. O tempo voa e faz agora dois anos que fiz a minha viagem ao Irão.

My Brilliant Image

I wish I could show you

When you are lonely or in the darkness

The Astonishing Light

Of your own Being!

   Hafez                                         

A magia dos momentos está mesmo na forma como os queremos lembrar.

persepolis.jpg

Pôr-do-sol sobre Persépolis

07
Out20

Aurora Dourada

Em maio de 2017, enquanto deambulava na minha última tarde por Atenas, dei de caras com o que percebi ser uma manifestação. Como o meu grego está enferrujado (é inexistente mesmo!) não percebia porque se gritava tanto nem conseguia perceber, sem vento, que bandeiras seguravam os manifestantes. Era um grupo bastante homogéneo na forma de vestir mas muito disperso nas idades.

Depois de um vislumbre da simbologia presente compreendi do que se tratava. Uma manifestação anti-Islão organizada pelo partido Aurora Dourada. Foi um percurso pequeno mas muito barulhento até à praça Sintagma.

Assim me despedi de Atenas.

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26
Jul20

Retiro no Luso

Há uns anos apanhei o comboio regional da Guarda a Coimbra. A passagem pela estação do Luso ficou-me na memória e na lista de sítios a visitar. Já tinha feito uma pequena excursão ao Palácio do Buçaco mas nunca tinha explorado a mata. E foi esse o plano que fiz no início de Junho. A CP estava (e ainda está) com boas promoções em viagens e, por menos de 20 Euros, ida e volta, fui até ao Luso na semana passada. Abusei um bocadinho no número de noites porque pensei que fosse capaz de fazer mais caminhadas mas, tal não aconteceu.

A vila do Luso situa-se a norte na mata do Buçaco e é conhecida pela qualidade da água proveniente de chuva infiltrada na serra, e pela sua utilização termal. Pelas bicas da fonte de S. João passam dezenas ou centenas de pessoas diariamente em busca da melhor água. Nunca gostei muito da Luso engarrafada mas a da bica é muito boa! Fresquinha, era a primeira coisa em que pensava assim que acordava e a última antes de me deitar - encher garrafas.

Apesar de ser uma viagem curta de comboio, sentia-me cansada e a tarde do dia em que cheguei foi para dar uma pequena volta à vila. Ao segundo dia lá me aventurei na mata. Os trilhos estão bem marcados mas há sempre espaço para aventuras... desde que haja tempo até ao pôr do sol no caso de me perder.  A mata faz lembrar muito a serra de Sintra. Densa e mística. Há riachos e cursos de água por todo o lado, muita vegetação e lagos e espaços para convívio além do Palácio (hoje hotel) e do convento de Sta. Cruz do Buçaco.

Consegui ainda uma marcação nas termas que infelizmente estão a menos de meio gás. A vila tem sofrido imenso com a baixa na Turismo. O calor apertou de tal forma que não fui capaz de fazer uma das caminhadas previstas. Tive de me contentar com as piscinas municipais para refrescar a mioleira.

       

13
Jun20

À Noite no Deserto

Se ainda havia, àquela hora da manhã, vestígios de sono nas nossas caras, desapareceram naquele instante.

"Kashaaaaan, Kashan, Kashaaaaaan" gritava, nos últimos minutos, o condutor do autocarro em direção a Kashan. Rimos, por entre olhares, desta forma tão rústica da última chamada ao embarque.

Já tínhamos acordado tarde e achámos que não íamos aproveitar o dia como queríamos, mas arriscámos. Como estava a ser hábito nas viagens de autocarro, adormeci entre Esfahan e Kashan. Quando chegámos tínhamos, como que por magia, um novo amigo que nos ofereceu boleia para o centro histórico da cidade.

Esperámos pela esposa que o vinha buscar. Não só nos levaram ao centro histórico da cidade como nos deixaram à frente de uma loja de recordações cujo dono se gabava do livro de que era coautor e insistiu que lhe devíamos comprar um excursão. Apresentou-nos as opções e, apesar de não sermos adeptos deste tipo de viagem, acordamos em, pelo menos, almoçar sobre o assunto. Após alguma indecisão mas pesando os prós de todos os tours, arriscámos naquele que parecia o mais radical e, por isso, o que mais valia a pena.

Com a roupinha que tínhamos no corpo e completamente desprevenidos, escolhemos uma excursão de 24 horas com pernoita num caravanserai. A experiência foi bastante anormal para os nossos standards ocidentais mas nunca deixei de me sentir segura mesmo sem perceber, a dada altura, onde estava! Depois de alguns problemas de comunicação e de me rir como há muito tempo não me ria e de um jantar iraniano feito na brasa, sem acesso àquilo que normalmente nos mantém acordados em nossas casas (Internet, televisão e afins), voltámos ao nosso "quarto" para nos pormos mais à vontade. Uma câmara com acesso por uma escadinha com 4 degraus. Sapatos à porta. Lá dentro, a cama feita por 3 ou 4 cobertores no chão e 2 ou 3 para nos taparmos. Para alguns seria o fim do mundo, para mim, apenas um teto sob o qual dormir. Há câmaras que podem albergar até 10 e 12 pessoas. Nesta noite, todos os quartos estavam ocupados.

Por volta das 22h00, ouvimos cantares e gritos de alegria. Dezenas de pessoas dançavam à volta de uma fogueira enorme, música que ecoava pelo deserto fora através das colunas. O dia e hora eram sabidos. Juntavam-se cada vez mais pessoas, apenas de passagem. O regime fica esquecido, os lenços caem e vive-se como se quer viver. Fotografias e vídeos proibidos. No Irão as festas são ilegais mas existem, e esta durou algumas horas. Talvez até a fogueira apagar.

06
Jun20

Turistando - Lisboa I

Aproveitando a baixa de turismo que temos vivido, aproveitei para dar um passeio por Lisboa.

Longe das massas a que nos habituámos nos últimos anos, a cidade de Lisboa descansa para deleite de uns e agrura de outros.

Já não apanhava transportes públicos desde Março e é impossível não sentir a claustrofobia que o uso obrigatório de máscara faz sentir. Embacia os olhos e mal consigo mantê-los abertos.

Toda a extensão pedonal do Cais do Sodré ao Terreiro do Paço está praticamente vazia. Não devo ter visto uma centena de pessoas sequer. A própria Praça do Comércio tinha uma mão cheia de turistas a tirar fotografias e outra mão cheia sentada na vastidão de esplanadas com os empregados a ver o tempo passar. A Rua Augusta parecia mais composta mas decidi virar à direita em direcção à Sé. Já tinha passado muitas vezes na Rua da Alfândega mas nunca tinha parado para admirar a fachada da Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Apenas a fachada sobreviveu ao terramoto de 1755 e está a precisar de uma boa esfregadela. Subi a Rua da Madalena e virei à direita, no largo, onde se situa a Igreja de Santa Maria Madalena. Fiz uma breve paragem pela Igreja de Santo António e ainda não foi desta que consegui visitar o claustro da Sé, aberta mas praticamente vazia.

Passando pelo Museu do Aljube - Resistência e Liberdade, antiga prisão desde a ocupação muçulmana e pelo edifício do Centro de Estudos Judiciários, também ele antiga prisão e não só, fiquei na dúvida se desceria para explorar Alfama ou se continuaria em frente. Fui ver as vistas do Miradouro de Santa Luzia. Paisagem limpa, sem cruzeiros, ao som da guitarra de um par de músicos de rua. Passado o Largo das Portas do Sol e admirando a calma e a nova arquitetura da cidade enquanto atravesso a Rua de S. Tomé (com uns minutos para admirar aquela que é a mais velha casa de Lisboa na Rua dos Cegos), chego ao Miradouro da Graça. Daqui é possível ver, encavalitadas, a velha e a nova Lisboa.

Desci pelo caracol da Graça, virei à esquerda na Rua dos Lagares e logo à direita para a calçada de Santo André, continuando pelo Largo do Terreirinho e pela cosmopolita Rua Cavaleiros até ao Martim Moniz.

Já na praça do Rossio, não pude deixar de rir quando vi uma fila de gente para entrar numa loja de roupa interior. "O confinamento foi violento!", pensei. Continuei pelos Restauradores até à Praça da Alegria e daí até ao Príncipe Real. Aproveitei o bom tempo para visitar o Jardim Botânico.

Na pressa de apanhar o comboio, desci pela rua de O Século até à calçada do Combro onde ainda dei um pulinho ao miradouro de Santa Catarina (conhecido também por Adamastor) com o seu cheiro sempre emblemático  e finalmente desci pela rua da Bica até ao Cais do Sodré.

Dos bairros por onde passei, decididamente o da Bica era o mais movimentado com moradores a fazerem as suas vidas normais, na rua, no convívio, de sofás na calçada a fugir ao calor das casas.

Se tiverem a oportunidade, esta é das melhores alturas para visitarmos o que o nosso país tem para oferecer. Aproveitem para visitar aquele sítio que já não vão há imenso tempo ou onde sempre quiseram ir mas nunca conseguiram.

Este foi um passeio que fiz numa tarde e ainda tenho tanto pra ver.

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