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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

19
Out21

Não Falhar

O que faria se soubesse que não poderia falhar mas, que não existia limite de recursos (dinheiro, tempo...)? Falhava na mesma. Simples...

Até há relativamente pouco tempo massacrava-me de cada vez que tinha de lidar com os meus erros. Na verdade ainda me massacro especialmente quando me apercebo que errei com alguma frequência num curto espaço de tempo. E estou  falar em ambiente de trabalho. Já por aqui contei que tenho andado extremamente cansada por causa do meu "novo" emprego e, por causa deste cansaço, tenho feito imensos erros. Este último mês e meio tem sido caótico, com imenso trabalho num ambiente desorganizado onde tem sido quase impossível implementar regras e alguma ordem para as tarefas serem feitas de forma mais consistente. São as dores de crescimento de um novo empreendimento que nasceu em Lisboa no ano passado.

Neste último mês e meio ameacei despedir-me imensas vezes ao sentir, diariamente, a minha frustração e a dos outros. Uma pequena equipa que não cresce, para um negócio em constante expansão. Estamos todos sobrecarregados com tarefas e responsabilidades que não são nossas e isto tem-me assustado quase todos os dias. Falo de tarefas extra com bastante responsabilidade e para os quais não estamos qualificados.

A dada altura apercebi-me de que erros não importarão daqui a um ano e, desde que mostremos abertura para melhorias, são naturais e intrínsecos ao homem.

Se não pudesse errar, dedicaria a vida a alguma tarefa criativa. O erro é inspiração.

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18
Out21

O Que Retiro deste Hábito?

Pergunta original: What am I getting out of my journaling ritual?

Na verdade acho que ainda não se tornou num hábito, esta prática de escrever diariamente, exactamente porque não consigo fazê-lo todos os dias. Gostava de conseguir pegar num caderno e passar as minhas notas para papel todas as manhãs e todos os finais de dia. Sei que é uma questão de gestão de tempo mas não me lembro de me sentir tão cansada como me tenho sentido nestes últimos meses neste novo emprego. Não só pela viagem de casa - trabalho - casa mas pelo tipo de trabalho em si e pelo horário que tanto desejava mas que me obriga a acordar cedo - e cansada - e ainda pelas horas extra que tenho feito...

Copiei esta ideia de um blog que já não existe (ou não consigo encontrar, pelo menos...). Estas questões estão publicadas no livro "The Daily Stoic Journal" de Ryan Holiday e têm sido boas deixas para pensar um bocadinho sobre o que tenho feito da minha vida e na forma como encaro os meus dias. O livro incita-nos à reflexão no início e no final de cada dia sobre a mesma pergunta e tem 366 diferentes, uma para cada dia do ano.

O que retiro deste exercício é mesmo isso: uma maior consciência/ atenção nas minhas acções durante o meu dia a dia.

Só porque escrevi a expressão "maior consciência", permitam-me partilhar algo que aprendi há uns dias. Pelo que eu compreendi a consciência não expande, não aumenta nem abre nem reduz. Tomamos, sim, consciência da própria consciência que somos nós. Cada indivíduo, no processo de autoconhecimento, toma conhecimento de si enquanto consciência.

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31
Ago21

Ups... Aconteceu outra vez!

Após meses de um autocontrolo notável das minhas emoções e, por conseguinte, das minhas acções, cheguei ao meu limite de paciência. O que me faz questionar se estou realmente a saber gerir as emoções ou se me limito, simplesmente, a reprimi-las.

Há imenso tempo que não me apetecia chorar desta forma. Não conseguir erguer a cabeça com medo que vejam os meus olhos sempre líquidos.

Os pensamentos correm a mil à hora, percorrem todas as opções, todas as sugestões que a minha mente mentirosa me vai dando e aceito-as. Aceito-as como verdades. Que sou desagradável, desinteressante, pouco carismática, pouco atraente e, por isso, toda a gente se afasta. Ou sou eu que os afasto? E não me consigo decidir. Ela grita-me uma coisa e tento convencer-me de qualquer outra. A vida é injusta. Só consigo sentir-me injustiçada. Porque não posso sentir o bem estar que os outros sentem? Porque não posso viver o que os outros vivem e experienciar o que os outros experienciam? Porque tenho de me sentir, constantemente, sozinha?

Sinto-me perdida e encurralada, até na minha cabeça, nas opiniões que não consigo expressar, nas emoções que não consigo libertar e até nos assuntos que não consigo confiar a ninguém.

Sabia que, eventualmente, retornando à vida laboral, a probabilidade de isto voltar a acontecer era enorme. Não me poderia refugiar para sempre no conforto de casa e teria de lidar com tudo o que dispara a minha ansiedade. Em casa, entre quatro paredes, isolada do mundo, as minhas dúvidas e as minhas inseguranças não são confrontadas e o bem estar mental é sempre maior.

Foram dias de imensa solidão, de desorientação, de repressão e contracção da alma, do espírito, do corpo... Em momentos destes parece que a minha existência mirra, quase deixa de ser e toda a gente me ignora, não sou parte deste nem de nenhum outro mundo.

Da mesma forma que veio, também foi mas a sombra do medo é constante e paira sempre sobre mim.

Empty Soul de Mawra Tahreem

17
Ago21

Objetivos e Sonhos

Quase toda a minha vida me tenho debatido com este tema, e achar que não tenho nem objetivos nem sonhos. Sei disso pela forma como me sinto. Não sei criar objetivos e acho que nunca tive "espaço" para ter sonhos. O exemplo dos meus pais que só viveram para trabalhar passou-me muito essa mesma ideia.

Nunca quis ser nada quando fosse grande. Quando me perguntavam, respondia que queria ser médica mas apenas para ter uma resposta. Nunca tive o intelecto necessário para este tipo de profissões, nunca tive paixões nem nunca desenvolvi gosto por nada.

Sonhos... sonho muito. Sonho em sentir-me uma pessoa normal. Sonho em sentir-me integrada, algures. Sonho em ter uma vida vulgar, sonho em não me sentir só.

Agora que vou apanhando as ondas e vagas da vida, vou perdendo cada vez mais essa necessidade de criar objectivos. Parece que me vou deixando levar pelo dia a dia e quando dou por mim os dias da semana voam e já passaram meses e anos desde que algo aconteceu.

Estou farta de ouvir que é bom ter sonhos e objectivos - que não têm de ser mirabolantes - mas não sei por onde começar...

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02
Ago21

Livre Arbítrio

Pergunta original: Good or bad, high or low, do I still have choices?

Há uns anos uma amiga minha viu-se confrontada com a aparente incompatibilidade entre karma e o livre arbítrio e na questão de que se tudo nos está, realmente, predestinado, que impacto e diferença terão as escolhas que fazemos na nossa vida. Pois eu na altura estava mais preocupada com outros assuntos e pouca importância e atenção dei à sua divagação.

Hoje, apesar de já lhe ter dado um pouco mais de atenção, ainda é assunto que não me tira o sono nem sei se alguma vez me vai tirar. Acho que a nossa liberdade para fazer escolhas vai estar sempre condicionada pelas nossas crenças e expectativas mas não deixam de ser tomadas em pleno uso de liberdade uma vez que não nos são forçadas por terceiros.

Já o karma é outra história. E, apesar, de ligado à nossa livre escolha, é uma lei universal à qual ninguém escapa e, quando bem compreendida, nos é útil na tomada de escolhas mais conscientes para a nossa evolução. Mas, lá está! Isto é outra história.

É um tema complexo, abordado aqui de forma muito leve. Um click na imagem abaixo e encontrarão um artigo sobre o karma.

daqui

 

 

29
Jun21

Quais os Meus Medos

Aaaaaaaai.... os meus medos! São tantos que nem sei nomeá-los.

Na semana passada fiz um workshop de Inteligência Emocional. Apesar de a matéria não ter sido novidade para mim, foi bom praticar e relembrar técnicas de auto gestão. Isto, para dizer que o medo é uma das emoções base que regem a nossa vida e existe para nos alertar. Medo é, provavelmente, o sentimento mais predominante em mim. Já há algum tempo tomei consciência de que muito do meu discurso começa com "Tenho medo...". É algo bastante automático mas, por isso mesmo, reflecte bem a minha disposição em relação ao mundo e à vida. Sou um saco de medos andante e os que mais me limitam são os psicológicos (provavelmente como a maioria de nós), aqueles que vivem e se alimentam de outros medos e deixam de ter razão de existir.

Um medo que parece que tem vindo a piorar ao longo dos anos foi o medo de água, de mergulhar, de estar debaixo de água. Não sei (nunca aprendi) a suster nem a tamponar a respiração. Não sei mergulhar de forma nenhuma. Nunca aprendi a nadar embora saiba dar aos braços e saiba boiar (de barriga para cima sempre!) mas no momento em que me aperceba de que não tenho pé, entro em pânico. Quando frequentava aulas de hidroginástica ainda cheguei a pedir aulas individuais de natação mas a piscina acabou por fechar e... Covid.

Tenho medo de falhar porque nunca fui elogiada. Fui despedida duas vezes e pressionada a despedir-me uma vez. Não fui boa aluna, não tinha boas notas e os outros eram (e são) sempre melhores que eu. Tenho medo de tomar iniciativa porque não sei por onde começar nem se estou a começar pelo sítio certo. Qualquer crítica que me façam sinto-a sempre como destrutiva. Tenho medo de tomar decisões, de falar e dar opiniões. Tenho medo de conflito. Medo do desconhecido.

Há muitos medos, os mais profundos, que não consigo sequer compreender de onde vêm nem quais são. Tenho medo de nunca ser compreendida nem validada. Tenho medo de nunca sentir vitalidade. Tenho medo de intimidade. Muito medo.

Como posso ultrapassá-los? Não sei mas não será, com certeza, com uma varinha mágica. Este último ano foi imensamente útil para treinar os meus pensamentos e conseguir contestar toda a negatividade que me alimento. Talvez cada medo venha numa altura particular e estratégica da vida e aí teremos de encontrar formas de o enfrentar. Uma coisa que também aprendi é que não devemos fugir do medo. Devemos, sim, senti-lo e observá-lo sem deixar que tome conta de nós.

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28
Jun21

Demissexual

de·mis·se·xu·al |ècs|

(inglês demisexual)

adjetivo de dois géneros e substantivo de dois géneros
Que ou quem apenas sente atracção sexual por alguém com quem estabeleceu uma relação emocional ou afectiva.

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

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Acho que padeço disto. Nunca fui pessoa de me sentir atraída por alguém apenas pelo seu aspecto físico. Homens demasiado bonitos deixam-me insegura e não me interessam mas não deixo de saber apreciar. Só não fico a salivar por um sorriso ou pelo pack de músculos. Na verdade sou mais eu a achar que homens bonitos não se interessariam por mim e, por isso, descarto-os à partida. Quando tinha Tinder, assim que me aparecia um "bonitinho" ou um musculado passava-os logo para a esquerda. Tenho um preconceito gigante com musculados porque os considero superficiais (peço desculpa!). É difícil encontrar alguém tão ou mais estranho que eu. Para piorar o cenário, sou péssima a criar qualquer tipo de ligação emocional.

Perdoem-me a opinião e se a mesma parece ignorante mas hoje em dia procuramos a indiscriminação através da discriminação. A demissexualidade, ou o termo e o conceito, é apenas mais uma caixinha onde alguns se sentem confortáveis e de onde apontam os seus dedos aos outros. E, ao que parece, também existe uma bandeira "oficial".

Tratemo-nos como irmãos de uma vez por todas.

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