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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

10
Mar22

as coisas que não importam

Pergunta original: Am I content to be clueless about the things that don't matter?

Depende do que for. Há assuntos que não me interessam e há outros sobre os quais tenho curiosidade, ou não tivesse eu uma costela de coscuvilheira. Tenho cada vez menos interesse (se algum me resta!) em TV e "personalidades". Não conheço estas novas gerações de conhecidos e as caras são todas iguais... Não vejo novelas nem coisas de realidade, já quase não vejo notícias (refiro-me às de TV) e muito raramente me detenho num canal quando faço zapping.

Não sei a cem porcento o que não importa mas acho que me agrada a minha ignorância, sim.

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ilustração criada em Canva

16
Fev22

Mente Firme

Pergunta original: Am I keeping a sturdy mind on the task at hand?

Diria que 90% das vezes que tenho de me concentrar em algo não tenho muita firmeza. O meu pensamento vagueia e fantasia com muita facilidade. Não raras vezes dou por mim a olhar para algo mas a não prestar atenção e perder a noção do que estou a fazer. Por outro lado, tenho alturas em que não ouço nada nem ninguém à minha volta. Mas é raro. E no meu actual local de trabalho é quase impossível porque tenho de estar atenta a tudo e a todas as interrupções. Duvido imenso das minhas capacidades quando percebo que as tarefas não foram completadas e não me lembro porquê. Mais tarde apercebo-me que é por ser constantemente interrompida e nunca conseguir completar tarefas simples e fáceis. Quanto mais simples as responsabilidade de alguém, mais lhes são dadas.

As minhas viagens para o trabalho de manhã costumam ser dedicadas à leitura. À tarde, porém, o cansaço adensa-se, os olhos pesam e apenas me apetece fechá-los e "voar" para bem fora de mim, da minha vida. É a minha droga, a fantasia.

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ilustração em Canva

17
Jan22

Comparações

Pergunta original: What ruler do I measure myself against?

Sei que nos comparamos sempre com os outros. Na minha idade, e no meu caso, torna-se difícil não me comparar com outras mulheres da mesma faixa etária ou até mais novas, especialmente em assuntos do coração.

Primeiro, não me considero mulher. Não me perguntem porquê mas simplesmente não me sinto mulher. Sinto-me uma criança inocente e ingénua. Falta-me experiência no campo do amor romântico e grande parte das conversas por esse mundo fora são sobre relações e não me consigo sentir envolvida nem fazer parte do mundo por não conseguir falar nem ter sobre que falar sobre este tema.

Aproximo-me perigosamente dos 35 anos e é, efectivamente, dificil não me comparar com mulheres desta idade ou mais novas que têm vidas preenchidas, um lar delas próprias ou partilhado com parceiros e filhos. Aquilo que me unia aos outros dissipa-se e separamo-nos por falta de assunto em comum. Por estarmos em fases diferentes da vida, pela minha falta de objectivos e pela inveja que sinto de quem os tem ou de quem, simplesmente, vive conforme o que a vida lhe vai presenteando. Sim... a inveja é um sentimento feio mas toda a gente a sente e eu exponho a minha por aqui.

Há cerca de um mês escrevi uma carta de cerca de 4 páginas para enviar a duas pessoas com quem deixei de falar quando estava em baixo. Um dos objectivos da carta era dar a conhecer aquilo que considero ser o meu eu real. Porque todos nos conhecemos do que queremos mostrar em sociedade e em convívio mas nunca mostramos as nossas sombras. E foi isso que tentei fazer. Com outras pessoas à minha volta sou bem disposta, ligeira e faço piadas, quando na realidade, no meu íntimo, sei que não estou a ser real. Quero estar mais calma e parada, mais séria e desfazer o sorriso gelado. Nesta carta explico a minha necessidade de tempo a sós para me recompor e encontrar. No barulho dos outros não me consigo encontrar e, aos 35, só me conheço por comparação com os outros. Sei o que sou e o que não sou e o que quero ser e não ser apenas por comparação com os outros. Preciso de silêncio para compreender as minhas emoções e sentimentos, atitudes e acções e perceber como me afectam a mim. Não aos outros. Felizmente tenho um compasso moral bem calibrado e sei o que é certo e errado mesmo quando ajo no calor da emoção e o desabafo sabe bem.

Hoje costuma-se ouvir que nos devemos sempre comparar à pessoa que fomos ontem.

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ilustração criada em Canva

07
Jan22

Estudo, Pratico, Treino

Pergunta original: What am I studying, practicing, and training?

faz um ano este mês que me juntei à nova acrópole. quero muito que se torne algo a longo termo. é tudo o que eu sempre quis saber, estudar e compreender. um curso de filosofia prática não serve de nada se não existir a prática. não posso dizer que pratico a matéria e valores ensinados todos os dias e a toda a hora mas, lá está!, faço um esforço consciente para ser uma pessoa melhor (uma vez que mais facilmente identifico os meus defeitos). não apenas uma pessoa melhor para os outros mas uma pessoa mais calma, controlada e firme. real, alinhada com os valores que realmente interessam. viver em sociedade torna-se desafiante por esta razão. esquecemo-nos de quem somos e colocamos de lado a nossa essência para respondermos de forma egoísta às provocações dos outros.

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ilustração criada em Canva

09
Dez21

Em suspenso

Estou a colocar alguma parte da minha vida em espera?

Estou, sim... Praticamente a minha vida toda. E podia escrever aqui, e repetir pela milésima vez a mim mesma as razões, que nada iria mudar. Estas últimas semanas, todos os dias, sem excepção, perco noção do tempo e espaço enquanto faço o caminho estação de comboio - casa de tão absorvida que vou nos meus pensamentos.

São praticamente 20 anos de depressão, quase 20 anos de oscilações entre tristeza profunda, muito rancor (que é um sentimento que me assusta muito), indiferença e injustiça. E a única coisa que alterou ao longo destes anos foi a minha atitude perante estas emoções. Não percebo se as aceitei ou se aprendi a contorná-las, ou a não senti-las, ou a ignorá-las porque tudo continua na mesma. Continuo a sentir-me vazia, sem rumo e insatisfeita sem saber como fazer alterações.

Portanto, sim... Tenho a vida em suspenso. Parece que estou a definhar, à espera da morte. Vou fingindo que está tudo ok. Vou rindo e fazendo rir sem ninguém saber como realmente me sinto. E sinto-me francamente melhor. Muito melhor. Mas sinto-me melhor por me ter afastado de tudo e todos.

Só o meu emprego me estimula e, por vezes, não o faz da melhor forma. Continuo a contornar regras que não me fazem sentido, e a ser pouco rigorosa e séria com assuntos que me são indiferentes. Já percebi que sou ambiciosa profissionalmente mas sem orientação nem planos concretos e sem saber realmente o que quero fazer da vida, frustro-me facilmente. Ainda assim, não me posso queixar da equipa mas continuo a sentir-me à parte.

Estou carente, preciso de falar, de desabafar, sem ser julgada nem aconselhada nem comparada. Fazia-me bem um abraço sincero.

daqui

30
Nov21

Concentração

Pergunta Original: Am I doing deep work?

Fui à procura do que significa deep work e engane-se quem ache que a expressão se refira a trabalho com algum tipo de significado profundo. Se analisarmos bem a expressão talvez nos possa levar a essa conclusão mas a expressão deep work refere-se mesmo à nossa capacidade de concentração nas nossas tarefas. Em qualquer tarefa. Desenvolver trabalho livre de distracções e que melhore as nossas aptidões. Este tipo de trabalho requer concentração durante certos períodos de tempo.

Contudo, hoje em dia, a nossa atenção dispersa-se com facilidade. Seja porque perdemos muito tempo com as redes sociais que se tornaram vícios seja por preocupações do dia a dia moderno ou mesmo por falta de concentração natural da pessoa, que nunca, sequer, a treinou. Trabalho superficial é o trabalho automático que não requer raciocínio nem é cognitivamente desafiante.

Bem... Eu insiro-me na segunda categoria e sempre inseri e, honestamente, é um motivo de vergonha para mim. Porque sou pouco analítica, reajo mais rapidamente do que penso porque também nunca fui desafiada nesse sentido. Sempre fiz trabalho logístico, operacional que requer pouco pensar. Limito-me a seguir regras que outros já criaram por mim. Dou a cara e o corpo às regras e condições dos outros mesmo quando não concordo com elas. Sou uma peça da engrenagem e sou dispensável. Rapidamente dispensável. E digo que me envergonha porque gostava de ser menos reactiva e mais ponderada. No meu trabalho actual é impossível fazer uma tarefa de cada vez e sem distracção. Há momentos em que começo uma tarefa porque até está calminho e bora lá concentrar-me e, de repente o telefone toca e tenho 3 chamadas ao mesmo tempo, no mesmo momento aparece uma pessoa à minha frente à espera que lhe dê atenção e o carteiro decide aparecer com 3 ou 4 pacotes de 20 quilos cada. O meu trabalho é composto por muitas tarefas, simples, mas que são impossíveis de ter a minha atenção isolada. Posso, ainda assim, decidir trabalhá-la e fazer um esforço para terminar as minhas tarefas sem me dispersar por conversas ou trivialidades do dia a dia. Confesso que o meu telemóvel é objecto que não me distrai e só olho para ele durante a minha hora de almoço.

Ainda assim, tento fazer um exercício de atenção quando leio. Romances são fáceis de nos envolver porque nos puxam emocionalmente. Ultimamente tenho-me dedicado a outro tipo de literatura que se pode tornar maçadora especialmente quando vou no comboio das 6h40 da manhã ou no comboio ao fim do dia quando o aquecimento está ligado e vou bem embalada em direcção a casa.

daqui

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