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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

22
Jan21

perdida

Às vezes deambulo pelos blogs e pergunto-me o que faço por aqui?

Há tanta gente com tanto por dizer e tanto para contar e desabafar. Uns mais sérios e outros com imenso humor. Outros de uma originalidade que nem sabia existir e facilidade em exprimir-se. Muitos com um dom para se servirem da língua Portuguesa e se expressarem de forma cuidada.

Eu continuo sem saber desenrolar as minhas emoções e não lhes sei dar palavra. Não sei pegar num ação mundana e dar-lhe uma história com valor. Todos os dias tenho bloqueios enormes de memória e falham-me palavras básicas. Tenho de saltitar de dicionário em dicionário, muitas vezes de outras línguas, para conseguir chegar à minha própria língua.

Nos últimos dias tenho-me arrastado da cama para o sofá com passagens pela cozinha para comer um pãozinho e fazer um chá. Sou capaz de estar dias sem almoçar nem jantar. Deixei de assistir às minhas aulas ao vivo. Estou bastante desmotivada, demoro dias a fazer exercícios básicos de pesquisa...

Após vários meses de desconexão com amigos, decidi enviar um email a uma pessoa a explicar o porquê de me ter afastado. Mal consigo dormir porque a compreensão dos outros é tão importante para mim (especialmente desta pessoa por termos formas iguais de pensar e conversar) e, apesar de não aguardar uma resposta, vou verificando a minha caixa de entrada até perder realmente a esperança.

Será possível a desmaterialização de uma pessoa que está isolada?

daqui

18
Jan21

O que me chateia?

Pergunta original: What jerks me around?

Vi-me grega para arranjar uma definição de jerk around... Mas acho que o termo inclui transtorno, perda de tempo, irritação, ilusão e engano.

Acho que todos nós temos um rol de coisas que nos tiram do sério. Que nos deixam tristes e dececionados.

Marco Aurélio dizia que quando nos deparamos com a falta de vergonha dos outros, devemos perguntar-nos se será possível um mundo onde não exista falta de vergonha? A resposta é clara. Não! Quando tinha de lidar com uma pessoa menos aprazível, repetia para ele próprio que tinha de haver pessoas idiotas no mundo e que aquela pessoa era uma delas.

Daqui

Com certeza já todos nós lidámos com alguém que, pela nossa perspetiva, era um(a) total idiota. Eu, por exemplo, considero-me uma pessoa calma. Odeio conflito. E acho que, por viver tão fechada na minha bolha, seja um alvo fácil para a maldade dos outros. Já ouvi comentários extremamente maldosos mas a história do Marco Aurélio lembra-me de uma pessoa com quem trabalhei que, acredito, seja boa pessoa mas era muito desagradável e preconceituosa. Tecia comentários maliciosos e desnecessários em relação a tudo. Tinha opinião para tudo com base em fundamentos tendenciosos e deixava-me super desconfortável ao ponto de não conseguir ter conversa nem olhar-lhe nos olhos enquanto subíamos, sozinhas, no elevador do piso -3 ao piso 9.

Há uns anos atrás trabalhei com uma pessoa que dizia o que, simplesmente, lhe apetecia. Um dia chateei-me e disse-lhe umas tantas verdades e deixou de me falar. Evitava-me até em situações profissionais onde tínhamos de interagir. Até um dia (aleluia!) me cheguei ao pé dele e lhe disse "então achas que me podes dizer o que quiseres e não aceitas o que tenho para te dizer?!" e a nossa relação melhorou. E já tive pessoas a dizerem-me que sou má pessoa e que ninguém gosta de mim.

Numa altura em que estava sob muita pressão e comecei a descobrir algumas histórias íntimas entre membros da minha equipa e em como estas relações eram usadas para benefícios em ambiente laboral, passei-me e contei a várias pessoas sobre uma história em particular. Lancei um boato e deixei o rastilho arder.

Existem boas e más pessoas por todo o lado. E faz bem recordar que, todos nós, a dada altura da nossa vida, já fomos os dois.

 Daqui

daqui

18
Jan21

auto-mutilação

Quando me comecei a cortar - e já nem sei quando foi - já estava bem adulta. Não conhecendo ninguém a passar pelas mesmas dificuldades que eu, procurei fóruns online para ler testemunhos de pessoas como eu. Descobri que a auto-mutilação pode ser mais comum na adolescência mas há muitos adultos (com 50 e mais anos) que nunca deixaram de o fazer porque nunca encontraram outra forma de lidar com a sua dor psicológica.

O termo inglês self harm é mais inclusivo e o artigo acima menciona a expressão auto-lesões para incluir outras formas de auto tortura.

daqui

15
Jan21

sintra - take 2

Embora o tempo gélido não seja convidativo, aventurei-me numa caminhada em Sintra que, por entre atalhos, trilhos, estrada e muita terra batida, ficou em pouco mais de 23 km. Ia com uma ideia bem definida de ver o pôr do sol no Cabo da Roca mas como qualquer plano mal pensado, não deu certo.

O percurso pedestre da Vila Sassetti leva-nos até ao Castelo dos Mouros. Já fiz este percurso várias vezes e, para quem está em baixo de forma pode ser violento pelas subidas íngremes e degraus que dão cabo dos joelhos 

Das muralhas do castelo segui pela estrada da Pena até ao Convento dos Capuchos com uma paradinha para farnel e para uma pequena aventura pelo terreno de uma quinta. O tempo ajudou imenso. Estava um sol que, apesar de fraquinho, tornou a caminhada suportável mas percebi que os meus planos já não se concretizariam. Visitei o Convento dos Capuchos que, vergonhosamente, ainda não conhecia pessoalmente. Era a única pessoa o que tornou a experiência mais mística e assustadora até. Não sabia que o convento era "tão" grande e labiríntico mas muito aconchegante.

Rumei à Capela de Nossa Senhora da Peninha, cansada de mais uma subida e dececionada por perder o pôr do sol por causa das nuvens no horizonte. O frio e vento fizeram com que, finalmente, me agasalhasse e ainda admirei o jogo de luzes da civilização, lá em baixo.

Tenho um pavor do escuro. Pelo que não consigo ver mas, pior, pelo que imagino que possa estar lá. O único trilho que conhecia fora dali sabia que seria muito escuro por entre o bosque denso e decidi-me pelo caminho mais rápido até à terra mais próxima. Voltada para Cascais, desci pela esquerda até à Malveira da Serra, em plena escuridão (ok, tinha a lanterna do telemóvel) na companhia das corujas.

O dia a seguir apenas confirmou que estou mesmo muito em baixo de forma.

 

 

14
Jan21

partilha

Partilho com vocês os meus mais recentes trabalhos desta arte que é tecer mandalas. 

Durante a pausa para festividades no Natal do longínquo ano de 2020, fui ter com os meus pais à terra da minha mãe, como já contei por aqui, uma aldeola a caminho do Douro vinhateiro. Apesar de levar comigo algumas obrigações relacionadas com o curso que frequento, fui armada até aos dentes com palitos de churrasco e lãs para continuar a tecer e aperfeiçoar os pontos básicos.

Sou muito mimimi com regras e não me faz sentido querer avançar para pontos mais avançados se não dominar, na medida do possível, os pontos mais básicos. Além disso, tenho dado prioridade aos trabalhos de avaliação que tenho de entregar nos prazos estipulados e, muito sinceramente, permito-me fazer as coisas com calma e paciência.

Em 2020 (desculpem lá estar a falar DO ano) virei-me um pouco para as artes. Fui desenhando consoante as minhas habilidades e com os materiais que tenho por aqui, fui colorindo uma tela por números (e que desilusão!! mas depois conto e mostro) e, pela paixão que tenho por bijuteria e trabalhos manuais, inscrevi-me em mais alguns cursos.

Qualquer atividade de cariz criativo remete-me à infância quando não tínhamos bloqueios e não nos regíamos por estereótipos (num ambiente saudável). E acredito que traga benefícios para o nosso dia a dia. Cada indivíduo tem as suas inspirações e nenhuma peça será igual se feita com originalidade. Algumas estão geometricamente mais perfeitas mas também depende muito da linha e lã que utilizo.

 

 

14
Jan21

sinais de introversão

Opá... não consigo fazer ninguém imaginar o quanto isto é verdade. Não só para INFP's mas para qualquer introvertido, acho eu.

Lembro-me das minhas pausas de almoço no meu último emprego. São as memórias mais recentes que tenho onde tudo isto acontecia: ignorada, interrompida, eliminada... Mesmo naqueles segundos mudos em que ninguém dizia nada e o silêncio pesava, eu decidia partilhar ou comentar algo e milissegundos depois toda a gente lembrava-se de falar sobre coisas diferentes... É uma das razões para me fechar e abster do meio que me rodeia.

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