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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

03
Ago22

Pensar e Agir

Pergunta Original: Am I Thinking Before I Act?

Resposta curta e grossa: sim! Se há coisa que faço demais é mesmo pensar antes de agir - fazer ou dizer. Às vezes contenho-me até demais. Permito que me pisem por acharem que não me imponho nem me defendo. Mas honestamente, há guerras que já não me faz sentido ter. Há conversas que não quero nem energia tenho para manter. Não deixo de achar que deveria fazer-me ouvir mais. Que perco por não o fazer. Mas não tenho a confiança necessária para elevar o tom da minha voz sem gaguejar, sem me atropelar nem ter discurso e pensamento desfasados um do outro. O que noto acontecer cada vez mais é que, quanto menos falo, menos sou capaz de o fazer. Não me lembro das palavras e perco-me em busca delas.

05
Jul22

Quem me controla?

Pergunta original: Am I in control or is my anxiety?

Não sei. Estou em piloto automático a maior parte do tempo. Tenho momentos em que me sinto relaxada mas acabo por me aperceber que afinal não é bem assim. Noto pela forma como me alimento, na rapidez, na compulsividade e sofreguidão com que levo comida à boca. Pela falta de controlo na gula.

Antes roía as unhas e arrancava peles, batia a perna. Hoje pareço calma. O olho de um furacão mas o coração palpita rápido, a mente irrequieta não consegue focar-se, coço a mão, coço o pescoço e não consigo chegar ao núcleo da questão. Ou consigo e apenas não quero ter de agarrar a ansiedade pelos cornos.

Não vale a pena enganar-me...

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ilustração criada em Canva

14
Jun22

A Invencibilidade do meu Poder de Escolha

Pergunta Original: Am I cultivating the invincibility of my power to choose?

invencível
in.ven.cí.vel
adjetivo de 2 géneros
que não pode ser vencido; insuperável; irresistível

Ter a certeza de que as escolhas que fazemos são as melhores.

Funciono muito à base da intuição e do instinto no momento de fazer escolhas. Principalmente aquelas que urgem respostas imediatas.

Quando tenho tempo para pensar, até recorro à minha psicóloga para uma maior lucidez. Mas tenho aprendido a viver com as escolhas erradas. Foram as que tomei com as informações e aquilo que sabia na altura de as fazer.

Tem-me acontecido, no futuro, arrepender de algumas escolhas feitas. Por saber que foram pensadas e tomadas contra o meu instinto inicial.

Mais importante que ter a certeza de que fazemos as escolhas certas é conseguir viver bem com as que foram mal feitas.

10
Mar22

as coisas que não importam

Pergunta original: Am I content to be clueless about the things that don't matter?

Depende do que for. Há assuntos que não me interessam e há outros sobre os quais tenho curiosidade, ou não tivesse eu uma costela de coscuvilheira. Tenho cada vez menos interesse (se algum me resta!) em TV e "personalidades". Não conheço estas novas gerações de conhecidos e as caras são todas iguais... Não vejo novelas nem coisas de realidade, já quase não vejo notícias (refiro-me às de TV) e muito raramente me detenho num canal quando faço zapping.

Não sei a cem porcento o que não importa mas acho que me agrada a minha ignorância, sim.

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ilustração criada em Canva

16
Fev22

Mente Firme

Pergunta original: Am I keeping a sturdy mind on the task at hand?

Diria que 90% das vezes que tenho de me concentrar em algo não tenho muita firmeza. O meu pensamento vagueia e fantasia com muita facilidade. Não raras vezes dou por mim a olhar para algo mas a não prestar atenção e perder a noção do que estou a fazer. Por outro lado, tenho alturas em que não ouço nada nem ninguém à minha volta. Mas é raro. E no meu actual local de trabalho é quase impossível porque tenho de estar atenta a tudo e a todas as interrupções. Duvido imenso das minhas capacidades quando percebo que as tarefas não foram completadas e não me lembro porquê. Mais tarde apercebo-me que é por ser constantemente interrompida e nunca conseguir completar tarefas simples e fáceis. Quanto mais simples as responsabilidade de alguém, mais lhes são dadas.

As minhas viagens para o trabalho de manhã costumam ser dedicadas à leitura. À tarde, porém, o cansaço adensa-se, os olhos pesam e apenas me apetece fechá-los e "voar" para bem fora de mim, da minha vida. É a minha droga, a fantasia.

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ilustração em Canva

17
Jan22

Comparações

Pergunta original: What ruler do I measure myself against?

Sei que nos comparamos sempre com os outros. Na minha idade, e no meu caso, torna-se difícil não me comparar com outras mulheres da mesma faixa etária ou até mais novas, especialmente em assuntos do coração.

Primeiro, não me considero mulher. Não me perguntem porquê mas simplesmente não me sinto mulher. Sinto-me uma criança inocente e ingénua. Falta-me experiência no campo do amor romântico e grande parte das conversas por esse mundo fora são sobre relações e não me consigo sentir envolvida nem fazer parte do mundo por não conseguir falar nem ter sobre que falar sobre este tema.

Aproximo-me perigosamente dos 35 anos e é, efectivamente, dificil não me comparar com mulheres desta idade ou mais novas que têm vidas preenchidas, um lar delas próprias ou partilhado com parceiros e filhos. Aquilo que me unia aos outros dissipa-se e separamo-nos por falta de assunto em comum. Por estarmos em fases diferentes da vida, pela minha falta de objectivos e pela inveja que sinto de quem os tem ou de quem, simplesmente, vive conforme o que a vida lhe vai presenteando. Sim... a inveja é um sentimento feio mas toda a gente a sente e eu exponho a minha por aqui.

Há cerca de um mês escrevi uma carta de cerca de 4 páginas para enviar a duas pessoas com quem deixei de falar quando estava em baixo. Um dos objectivos da carta era dar a conhecer aquilo que considero ser o meu eu real. Porque todos nos conhecemos do que queremos mostrar em sociedade e em convívio mas nunca mostramos as nossas sombras. E foi isso que tentei fazer. Com outras pessoas à minha volta sou bem disposta, ligeira e faço piadas, quando na realidade, no meu íntimo, sei que não estou a ser real. Quero estar mais calma e parada, mais séria e desfazer o sorriso gelado. Nesta carta explico a minha necessidade de tempo a sós para me recompor e encontrar. No barulho dos outros não me consigo encontrar e, aos 35, só me conheço por comparação com os outros. Sei o que sou e o que não sou e o que quero ser e não ser apenas por comparação com os outros. Preciso de silêncio para compreender as minhas emoções e sentimentos, atitudes e acções e perceber como me afectam a mim. Não aos outros. Felizmente tenho um compasso moral bem calibrado e sei o que é certo e errado mesmo quando ajo no calor da emoção e o desabafo sabe bem.

Hoje costuma-se ouvir que nos devemos sempre comparar à pessoa que fomos ontem.

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ilustração criada em Canva

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