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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

15
Jan21

sintra - take 2

Embora o tempo gélido não seja convidativo, aventurei-me numa caminhada em Sintra que, por entre atalhos, trilhos, estrada e muita terra batida, ficou em pouco mais de 23 km. Ia com uma ideia bem definida de ver o pôr do sol no Cabo da Roca mas como qualquer plano mal pensado, não deu certo.

O percurso pedestre da Vila Sassetti leva-nos até ao Castelo dos Mouros. Já fiz este percurso várias vezes e, para quem está em baixo de forma pode ser violento pelas subidas íngremes e degraus que dão cabo dos joelhos 

Das muralhas do castelo segui pela estrada da Pena até ao Convento dos Capuchos com uma paradinha para farnel e para uma pequena aventura pelo terreno de uma quinta. O tempo ajudou imenso. Estava um sol que, apesar de fraquinho, tornou a caminhada suportável mas percebi que os meus planos já não se concretizariam. Visitei o Convento dos Capuchos que, vergonhosamente, ainda não conhecia pessoalmente. Era a única pessoa o que tornou a experiência mais mística e assustadora até. Não sabia que o convento era "tão" grande e labiríntico mas muito aconchegante.

Rumei à Capela de Nossa Senhora da Peninha, cansada de mais uma subida e dececionada por perder o pôr do sol por causa das nuvens no horizonte. O frio e vento fizeram com que, finalmente, me agasalhasse e ainda admirei o jogo de luzes da civilização, lá em baixo.

Tenho um pavor do escuro. Pelo que não consigo ver mas, pior, pelo que imagino que possa estar lá. O único trilho que conhecia fora dali sabia que seria muito escuro por entre o bosque denso e decidi-me pelo caminho mais rápido até à terra mais próxima. Voltada para Cascais, desci pela esquerda até à Malveira da Serra, em plena escuridão (ok, tinha a lanterna do telemóvel) na companhia das corujas.

O dia a seguir apenas confirmou que estou mesmo muito em baixo de forma.

 

 

08
Jun20

Turistando - Sintra I

Ainda na maré de visitar o país nesta altura, passei mais uma tarde a turistar, desta vez em Sintra. E, se Lisboa estava vazia três dias antes, Sintra está praticamente encerrada. A maior parte dos estabelecimentos estão fechados e um ou outro café está aberto. A Periquita apenas com take away. Não há autocarros, não há caos, não há tuk tuks.

Entrei no Palácio da Vila e não vi ninguém lá dentro. Creio que estavam menos de 10 pessoas a visitar o palácio e pela primeira vez consegui olhar para detalhes e apreciar as salas com tempo e paciência sem os encontrões habituais de quem quer sacar a melhor foto. Prefiro o Palácio da Vila ao Palácio da Pena. A Pena é um edifício muito bonito por fora mas por dentro acho-o demasiado apertado e congestionado. Tive de estudar com algum detalhe tanto um como o outro mas guardo um espacinho no coração só para o Palácio da Vila. A sua construção teve início do século XV e foi utilizado até ao final da monarquia Portuguesa. Cada sala, cada quarto, cada compartimento tem uma história e a sua decoração apresenta as épocas por que passou e as influências decorativas que sofreu.

Já visitei a Pena diversas vezes mas, pessoalmente, prefiro explorar o parque da Pena. Não o faço há imenso tempo e também lhe devo uma visita muito proximamente.

Depois de comprar umas queijadas (uma grande perdição minha desde pequena) rumei à Quinta da Regaleira.

A Quinta estava mais composta. Os seus jardins justificam as visitas mas, por ainda estarmos em Estado de Calamidade, os espaços que mais suscitam curiosidade estavam fechados ou com acesso limitado, incluindo o poço iniciático, algumas torres e todos os subterrâneos. Com alguma calma visitei os jardins em 2 horas.

Já tinha visitado estas duas atracções antes mas nunca com a calma que o fiz neste dia. Adoro Sintra mas não suporto multidões e vou, por isso e com toda a certeza, aproveitar esta altura para visitar o que nunca visitei e fazer os trilhos que existem na serra. Há imenso por explorar naquela zona e por vezes parece que nem estamos em Portugal. Sei que somos um país de costa mas há mais para além do mar e da praia e gosto muito das minhas caminhadas de serra. São revigorantes.

 

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