Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

12
Ago21

Bom Dia

Aprendi, com a minha amiga crónica, a largar o mau feitio à porta do trabalho e fazer um esforço por criar harmonia e bom ambiente nos locais onde trabalho. Obviamente isso nem sempre é possível porque... sou humana. Há dias que dou por mim totalmente esgotada por mostrar tanta energia física que não existe emocionalmente.

Só para que conste, nunca alguém me disse que sou incrível mas sei que muita gente tem uma ideia errada de mim.

IMG_20210701_214823.jpg

 

05
Abr21

Auto-Sabotagem

A meio de Fevereiro, quando o meu curso estava a terminar, comecei a perder energia. Fiquei sem interesse nas aulas e na possível entrada numa nova realidade laboral e num novo começo. Depositei imensa esperança na oportunidade que tive de estudar. Houve momentos em que me senti extremamente confiante e as expetativas estavam altíssimas e houve outros tantos momentos em que me senti muito insegura e incapaz, especialmente durante trabalhos de grupo.

Chegou um momento, em todo o processo, em que deixei de me ver seguir a profissão (Técnica de Segurança do Trabalho), a minha procura por um estágio diminuiu (também pelo facto de quase nenhuma empresa estar a aceitar estagiários por causa do confinamento) e decidi-me acabar o curso porque sim. Porque quando começo algo não gosto de desistir. A matéria foi óptima, adorei o curso e será, com certeza, útil de alguma forma. Mostrou-me a complexidade e variedade que há no mundo e nas pessoas. Há tanto para aprender e pouco tempo para conseguir assimilar tudo.

Medo é uma das emoções que mais intensamente reside em mim e é, no entanto, muito tímida e reservada. Diria, até, que é a grande regente do meu dia a dia pois muitas das minhas (in)acções não deixam esconder o meu medo de quase tudo. O medo revela-se em inquietude, nervosismo, ansiedade e, de forma mais extrema, em pânico e terror. Durante muito tempo tive medo de sair de casa ou de ir a certos sítios, tenho medo de grupos grandes de pessoas, tenho medo de falar de mim, medo de falhar...

Quando comecei a pesquisar mais sobre a profissão, compreendi que teria de ultrapassar muitos dos meus medos, teria de me modificar e moldar diariamente para poder praticar a profissão e, cedo ou tarde, teria de me colocar atrás de um volante de carro. Lembro-me de pensar no assunto e achar que seria de mais... Não seria capaz de lidar com tanta coisa. Além disso, todos os meus colegas já tinham estágio garantido e estavam mais empenhados em percorrer a última fase do curso.

Neste caso a sabotagem teve início de forma inconsciente mas tornou-se bastante consciente principalmente agora que sei que não quero ser certificada. Talvez um dia... Noutros casos, tantos outros, só muito mais tarde me apercebi de que fui eu que dei início ao meu próprio declínio.

daqui

23
Nov20

Meh...

Mesmo que não me peçam, descrevo as duas ou três últimas semanas com a palavra BOSTA.

Tento usar estas temporadas menos boas para catalogar emoções e sentimentos e fazer um apanhado da minha história e o que provoca as minhas flutuações de humor, mas... só dá mesmo para afundar ainda mais. Pedem-nos para identificar as emoções mas há momentos tão avassaladores que se torna impossível fazer este exercício. Não é só o presente que dói. Não é o que se passa agora nem o que se passou há um segundo atrás que me faz sentir dor, fúria, frustração, abandono, culpa, humilhação, rejeição, insegurança, ansiedade. Medo! Um medo tremendo de nada em concreto. É um baralho de emoções colecionadas ao longo de 18 anos. E falar sobre elas e o que as criou não as fazem desaparecer nem me sentir melhor.

Tenho um hábito de me desconectar de tudo e todos. Por um lado, o isolamento faz-me sentir melhor, por outro é humilhante. Em isolamento não tenho ninguém com quem me comparar nem analisar a minha vida em detalhe nem sentir pena de mim (embora o faça de qualquer forma... que posso fazer?!). A humilhação vem a dobrar. Sinto-me humilhada pelo que sinto, por não conseguir fazer melhor, por me tratar mal, por tratar mal os outros. Mas porra!... só precisava de um bocadinho de compreensão dos outros. Alguém que se preocupasse e interessasse a sério. Que não notasse a minha ausência apenas quando a forço.

Não sou capaz de estar na presença de pessoas felizes. Não suporto ouvir pessoas que falam sobre si sem parar, no que fazem, no que têm, nos planos que vão fazendo, nas memórias que criaram, por muito que tudo seja insignificante e sirva apenas de uma desculpa para falarem sobre si mesmas. As minhas memórias e o meu presente são tristes. Mal consigo uma rotina saudável quanto mais fazer planos para o futuro... Não sou boa companhia porque não tenho motivos para falar e porque finjo que estou bem. Fingir é exaustivo. Passa uma mensagem errada do meu estado mental real quando na verdade eu nunca estou bem.

Há uma frase que repito constatemente na minha cabeça: Não sou boa pessoa. Se fosse, não me sentiria assim.

Mais sobre mim

Setembro do Auto Cuidado

A Ler

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D