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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

05
Nov20

Para quem procura emprego...

... especialmente neste altura.

Nas minhas visitas diárias ao LinkedIn tenho visto por várias vezes comentários de pessoas que enviam currículos a empresas de trabalho temporário e nunca recebem resposta ou recebem respostas automáticas.

Deixei, se alguma vez me senti, de me sentir chateada por não obter resposta. Especialmente quando se trata de empresas de trabalho temporário.

Estamos numa época bastante complicada. Centenas de milhares de pessoas ficaram sem emprego. Não é complicado fazer um exercício mental e perceber que essas empresas de trabalho temporário estão a receber mais candidaturas do que o normal não lhes sendo possível redigir um email bonito, bordado a ouro para rejeitar todas as centenas de candidatos que enviam currículo.

Por isso, e como dizem os bifes, tirem a cabeça do vosso c*zinho porque o mundo não gira à vossa volta. P'ra frente!!! Não vale a pena ficar a lamber as feridas do ego porque essas empresas e as empresas que representam não querem saber.

daqui

03
Nov20

Desculpem lá mas...

Compreendo a importância e influência que uma super potência que são os EUA tem no mundo mas justifica o tempo de antena que os canais dão às eleições de lá? E, diga-se de passagem, muito pouco imparciais (mas isso, com certeza, é outra história). Cheguei a ouvir o comentário de uma repórter de que "será uma noite longa em Portugal". Terei ouvido bem?

Tudo o que é demais enjoa e vejo pessoas que provavelmente não darão importância às nossas próprias eleições como estão a dar às desta noite.

Alguém que seja mais entendido me explique pf.

Agradecida.

03
Out20

Há dias difíceis

Há dias em que a minha cabeça decide brincar e coloca-me à frente dos olhos tudo o que está errado comigo. Questiono-me do porquê de ter vindo a esta vida? É porque ainda não consegui compreender!

A dor e a dormência são, de longe, sempre maiores e mais duradouros que os momentos bons. Não me consigo encaixar nesta vida. Não há espaço para mim. Não consigo vingar a nada. Sinto-me derrotada a cada passo que dou. O medo consome-me a cada ideia que tenho e a cada plano que faço. É um labirinto de desespero, a minha vida. Odeio a vitimização mas é uma armadilha muito difícil de escapar e a razão de não ser capaz de desabafar com alguém. É curioso como os nossos problemas podem ser tão complexos e duradouros que nem sabemos por onde começar a analisar. Como posso alterar as minhas crenças quando tenho de o fazer sozinha? Como é possível sequer isto acontecer?

Não é justo! Não é! Não é justo uns poderem sentir felicidade e outros, como eu, terem de estar nesta angústia toda a vida.

18
Set20

Atenção ao Cliente

Qualquer emprego que tenha como função principal o atendimento ao público é visto um pouco como o parente pobre das profissões. Tarefas que não necessitam especialização são executadas por pessoas com poucas habilitações e, por algum motivo, há quem ache que estas pessoas se encontram na base de uma qualquer pirâmide que mede a dignidade humana e o seu direito ao respeito alheio.

Há umas semanas atrás enquanto revistava as novidades do LinkedIn (que, honestamente, me dá uma vontade de apagar mas acredito que poderá ainda vir a ser útil) li uma pequena publicação de um senhor sobre as pessoas que lhe servem um café todas as manhãs antes de ir para o trabalho. Muito sucintamente, comparou tirar um café da sua máquina Nespresso aos grunhidos que recebe de quem, do outro lado do balcão, não serve com excelência. O mesmo senhor não era fiel a um estabelecimento em particular, parando onde mais lhe desse jeito a caminho do trabalho. E de 5 estabelecimentos, consegue obter um "bom dia", dois ou três grunhidos e dos restantes, silêncios. E deixava uma pergunta qualquer no ar dando a entender que para ser atendido por máquinas, mais vale tirar o seu próprio café da sua própria máquina. E os moralistas desta vida aplaudiam e comentavam que, sim senhor, realmente, estamos muito mal servidos, as pessoas não têm brio no que fazem. Não me lembro da última vez que fiquei tão quente e alterada ao ler algo na internet. Nem mesmo quando me aventuro e arrisco ler comentários por essa web fora. E por esse motivo, contive-me e não respondi.

Durante vários meses fui cliente assídua de um estabelecimento perto do meu trabalho. Por vezes passava lá de manhã, outras vezes depois do almoço, noutros dias até duas vezes ao longo do dia. Quem entrasse e fosse atendido pela rapariga que lá estava praticamente todos os dias e a apanhasse num dia mais cinzento, diria que era muito mal educada. Mas não era. Era super animada, falava pelos cotovelos e sabia muito bem fazer o seu trabalho.

Quem não trabalha atrás de um balcão ou do outro lado de um telefone não tem noção do tipo de pessoas com que lidamos diariamente. Também recebemos grunhidos e silêncios, faltas de respeito galore porque fazemos um trabalho menos digno. Estamos ali para servir. Quem nunca fez este tipo de trabalho não percebe que somos apenas empregados, não fazemos as regras, cumprimos ordens.

Se há qualidade que prezo é empatia. Antes de trabalhadores, somos pessoas. Somos humanos. Temos problemas pessoais muitas vezes impossíveis de esconder e esquecer e que acabam por atrapalhar o nosso trabalho. Quem nunca? Não sabemos se a pessoa que nos serve um café é especializada em qualquer área que não lhe proporciona um emprego apropriado e nos tira café para pagar as contas porque não tem outra hipótese e sente-se frustrada. Quem nunca? Não conhecemos o ambiente de trabalho daquele estabelecimento e se os trabalhadores se sentem satisfeitos (que se traduz num bom serviço). Trabalhar atrás de um balcão é extremamente esgotante pelo trabalho físico (muitas horas em pé ou em passo rápido) e mental (lidar com pessoas, queixas, atrito) e ainda assim ter de manter a postura porque, literalmente, lidamos com quem nos paga o salário.

Portanto, não... não somos máquinas... E parece ser mesmo isso que este senhor e tantos outros procuram.

daqui

11
Set20

Primeiro dia de ginásio

Consegui finalmente marcar lugar numa aula de que gosto e até já tinha feito antes. Éramos 3 na aula, felizmente. Mas acho que por muito em baixo de forma que já tenha estado, nunca me tinha tornado tão sedentária como estes últimos 6 meses. Sempre andei bastante uma vez que não tenho carro e sempre vi nesta situação uma forma de a aproveitar como um pouco de exercício físico. E quem diz andar a pé, diz evitar elevadores, sair à hora de almoço para uma caminhada... Nunca torcei o nariz a andar a pé. Até ir para o ginásio o faço a pé, cerca de 35 minutos, se bem que quero muito arranjar um bicicleta.

Mas não me lembro de estar assim tão mal... Para pôr em perspetiva, estou no limiar de um IMC saudável e quem olha para mim nem o diria. Quando saí da aula parecia que não tinha pulmões e deu-me uma moleza que só me apetecia arrastar até à praia mesmo ali ao lado.

Um pouco assim...

daqui

08
Set20

Um pequeno passo...

... para o meu futuro

Quero acreditar que hoje dou o primeiro passo para o que espero ser um novo capítulo na minha vidinha.

A ideia inicial era voltar à universidade (como tantos outros que tiveram a mesma ideia este ano...) mas decidi-me por um curso de seis meses com estágio obrigatório.

Estou nervosa e entusiasmada pelo novo começo. Aprender algo novo e finalmente cortar o cordão umbilical da hotelaria.

Como dizem os bifes, dedos cruzados!

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