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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

27
Abr21

Nova Produção

Fiquei bastante nervosa com o início do meu curso e achei que tinha de me dedicar ao estudo e menos ao lazer e, por isso, pus de parte a minha alma mandaleira.

Como contei por aqui, as coisas não correram bem. Não acho que não seria capaz mas simplesmente o formato não era o melhor para mim. Agradeço as palavras de todos os que me incentivaram mas quando, por frustração, se chora dias a fio, estando sozinha em casa sem ninguém com quem falar nem discutir nem desabafar as coisas são bem mais difíceis.

Voltei à mandalas para relaxar um bocadinho. Não estão nada bonitas porque tenho usado lãs feias e não tenho prestado atenção à conjugação de cores porque também já não tenho muitas lãs mas esta produção saiu-me apenas para ir praticando. Com excepção da mandala de 12 pontas com rebordo branco que é, neste momento, a minha menina dos olhos 

 

 

14
Abr21

Síndrome do Impostor

É isto.

Não sei como aterrei aqui mas sinto que não mereço. Não costumo desistir mas parece-me que é a única coisa que me resta agora. E voltar ao zero. Outra vez. Mas dói muito sentir que desiludi outra vez. Que continuo perdida neste mundo.

Para vos contextualizar, fui selecionada para um curso após quase dois meses de recrutamento em quatro fases. Fui fazendo os testes com alguma leveza, por gozo e sem os levar a sério. Sem expetativas. E acabei por conseguir uma vaga numa espécie de bolsa de estudo para fazer algo que nunca pensei sequer fazer e cuja matéria não compreendo. De todo! E estou a dar por mim numa turma constituída por pessoas que têm bases nesta matéria e que fazem exercícios em 10 minutos quando eu nem sequer sei para o que estou a olhar...

Hoje chorei como há muito não chorava... Com imensa desilusão. Não creio ter a capacidade para estar num curso destes nem numa turma como esta.

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07
Abr21

Voltas Solares

33. As voltas ao sol completadas ontem.

Hoje acordo no início do meu 34º ano de vida e, apesar dos meus muitos grisalhos, continuo com um ar de miúda não fosse a minha pele oleosa! Estarei por casa, sozinha, em modo estudo. Ou limpeza... Ainda não decidi.

Gostava de achar que este ano novo vai ser diferente mas sei que não. Aliás! Diferente será na medida em que novos projetos e desafios vêm a caminho mas não será algo que me excite a nível criativo. Vou estimular muito o meu lado lógico e menos emotivo e tenho receio de não conseguir (por falta de tempo e energia) equilibrar estas atividades com outras mais lúdicas. Mas... Tudo a seu tempo, um dia de cada vez.

Já há algum tempo que deixei de dar importância aos meus anos. Em toda a minha vida acho que só tive duas ou três festas na escola primária. Só podia fazer festas aos domingos mas quase ninguém estava disponível ao dia santo. Há dois anos atrás decidi fugir por uns dias e ser uma verdadeira turista anónima em Marrocos. Mas esta curta viagem fica um outro postal. 

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05
Abr21

Auto-Sabotagem

A meio de Fevereiro, quando o meu curso estava a terminar, comecei a perder energia. Fiquei sem interesse nas aulas e na possível entrada numa nova realidade laboral e num novo começo. Depositei imensa esperança na oportunidade que tive de estudar. Houve momentos em que me senti extremamente confiante e as expetativas estavam altíssimas e houve outros tantos momentos em que me senti muito insegura e incapaz, especialmente durante trabalhos de grupo.

Chegou um momento, em todo o processo, em que deixei de me ver seguir a profissão (Técnica de Segurança do Trabalho), a minha procura por um estágio diminuiu (também pelo facto de quase nenhuma empresa estar a aceitar estagiários por causa do confinamento) e decidi-me acabar o curso porque sim. Porque quando começo algo não gosto de desistir. A matéria foi óptima, adorei o curso e será, com certeza, útil de alguma forma. Mostrou-me a complexidade e variedade que há no mundo e nas pessoas. Há tanto para aprender e pouco tempo para conseguir assimilar tudo.

Medo é uma das emoções que mais intensamente reside em mim e é, no entanto, muito tímida e reservada. Diria, até, que é a grande regente do meu dia a dia pois muitas das minhas (in)acções não deixam esconder o meu medo de quase tudo. O medo revela-se em inquietude, nervosismo, ansiedade e, de forma mais extrema, em pânico e terror. Durante muito tempo tive medo de sair de casa ou de ir a certos sítios, tenho medo de grupos grandes de pessoas, tenho medo de falar de mim, medo de falhar...

Quando comecei a pesquisar mais sobre a profissão, compreendi que teria de ultrapassar muitos dos meus medos, teria de me modificar e moldar diariamente para poder praticar a profissão e, cedo ou tarde, teria de me colocar atrás de um volante de carro. Lembro-me de pensar no assunto e achar que seria de mais... Não seria capaz de lidar com tanta coisa. Além disso, todos os meus colegas já tinham estágio garantido e estavam mais empenhados em percorrer a última fase do curso.

Neste caso a sabotagem teve início de forma inconsciente mas tornou-se bastante consciente principalmente agora que sei que não quero ser certificada. Talvez um dia... Noutros casos, tantos outros, só muito mais tarde me apercebi de que fui eu que dei início ao meu próprio declínio.

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13
Mar21

Uma verdadeira sexta-feira, 13

13 de Março de 2020 foi uma verdadeira sexta-feira, 13 para mim. Como muitos de vós, foi o último dia de trabalho normal.

Para mim, além de último dia de trabalho, foi o dia em que ouvi as palavras mágicas "não te querem renovar contrato". Sei que já falei disto por aqui e, se calhar, não faz muito bem coçar a ferida mas, dado que nunca sofri por amor, é esta dor que me faz escrever canções .

Sabem sempre a palavras secas, sem sabor, são de lenta digestão. Pior que ser dispensada por telefone, é ser dispensada por post it.

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10
Mar21

Os shows da realidade

No ano passado caí nas teias dos reality shows...

Decidi dar uma oportunidade ao programa Casados à Primeira Vista, versão australiana. Claramente as pessoas alistam-se nestes programas pela oportunidade de uma pseudo-fama instantânea e fugaz. Honestamente, choca-me a normalização da cirurgia plástica excessiva nas mulheres. Senti vergonha alheia, muita!, por muitos dos comportamentos infantis daquele grupo de pessoas. A facilidade com que se critica os outros, a rapidez com que se criam boatos e se chegam a conclusões que não são verdadeiras. O abuso pelo espaço pessoal e intimidade dos outros. Acredito na existência de um guião geral com o intuito de criar conflito e drama para as audiências mas o que se diz e como se diz e como as pessoas agem são genuínas e não fiquei indiferente ao egoísmo e falta de sensibilidade. Não me envolvi emocionalmente na série, tive apenas curiosidade porque nunca tinha visto e não deixa de ser uma forma de nos podermos avaliar a nós mesmos.

Não sei se podemos considerar o Masterchef um reality show mas confesso que estive de olhos fixos no ecrã a ver a época 12 australiana. Muita comida boa se passeou naquele estúdio e, todas as noites, quase me afogava na minha própria baba. Tanta comida e tanto ingrediente que desconheço e gostava de provar, caramba! Uns anos antes de nascer os meus pais estiveram para emigrar para a Austrália pelo que tenho um bichinho por este país. Podia ter nascido lá!

Comecei este post por causa do programa Say Yes To The Dress - versões inglesas porque os americanos têm vestidos super pindéricos! Não tenho namorado, não me pareça que vá ter tão cedo dado o meu isolamento extremo. Posto isto, não devo casar tão cedo mas A-DO-RO este programa ao ponto de abrir sites de vestidos de noiva e começar a escolher e procurar preços!

Serei normal?

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15
Fev21

Reta Final

Estou na reta final do meu curso. Não acredito que 5 meses se passaram em 5 minutos. E se no início achei que, provavelmente, não me levaria a lado nenhum, hoje já começo a ver alguma luz ao fundo do túnel e a minha tão aguardada rescisão com o mundo da hotelaria.

Ainda falta uma etapa muito importante e, sem dúvida, A MAIS importante. E é, precisamente, nesta altura que me estou a desmotivar e todas as minhas dúvidas e descrenças se destacam como azeite da água. Será que vou passar com distinção? Será que vou conseguir uma oportunidade para, sequer, terminar a última etapa. Será que vou conseguir fazer este tipo de trabalho? Acima de tudo, será que eu aguento tanta emoção e tanta mudança. Não tenho problemas com, nem aversão à mudança. Sei que é uma constante e que nada podemos fazer em relação a isso. Mas venho tão traumatizada de uma indústria que me tratou tão mal que estou convencida de que não haja muita coisa que saiba fazer.

Sinto, muitas vezes, que vivo na sombra da minha depressão e que quase nunca tenho a energia suficiente para superar desafios do dia a dia. Pergunto-me se, por causa disto, estou sujeita a não assentar profissionalmente nem conseguir alguma estabilidade. Se estou sujeita a acomodar-me a um emprego que não me estimule nem me encoraje a ser melhor, que pague mal, que não me permita conseguir comprar uma casa...

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