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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

09
Ago21

Mil Novecentos e Oitenta e Quatro

George Orwell

Apesar da curiosidade para o ler, esta leitura aconteceu por acaso. O livro veio parar-me à mão de forma emprestada e assim mergulhei na tão famosa distopia orwelliana.

Apesar de ser uma obra de ficção, a experiência do autor como combatente na revolução espanhola contribuiu para a execução não só desta obra, como de outras, e da formação das suas opiniões políticas.

Não há muito para dizer sobre um livro já muito comentado, só fiquei a matutar nos subtis paralelismos que podemos encontrar entre a ficção e a vida real.

SINOPSE

Winston Smith é um membro do Partido.
Trabalha no Ministério da Verdade, onde passa os dias mecanicamente a reescrever a história, de modo a ajustá-la às necessidades do governo. A cada dia que passa, a cada nova mentira, cresce nele uma revolta surda.
Num mundo em guerra constante, sob a vigilância omnipresente das câmaras e dos Polícias do Pensamento, Winston é um homem profundamente só, preso a uma organização burocrática infernal. Até ao dia em que a quase desconhecida Julia lhe passa sorrateiramente um bilhete para a mão. E nesse dia a ideia de rebelião contra o sistema começa a ganhar forma.
1984 é talvez a mais arrepiante e realista visão que a ficção nos deu acerca dos regimes totalitários. Obra especulativa, projeta no futuro uma sociedade distópica e disfuncional, onde impera o Grande Irmão (ele próprio uma ficção dentro da ficção). A hipervigilância a que são submetidas as personagens, o sentimento prevalecente de paranoia e a autocensura servem aqui para profetizar a ditadura perfeita, onde nem a liberdade de pensamento sobrevive.
Clássico absoluto, que o tempo tem vindo a refinar, ganha ano após ano uma nova atualidade - porque as formas de totalitarismo evoluem, mas o seu objetivo último não: a abolição da memória e do julgamento crítico.

19
Jul21

O Nome da Rosa

Umberto Eco

Tinha este livro na prateleira há vários anos. Comprei-o numa daquelas livrarias "tenda" por, muito provavelmente, cinco euros. Quando o abri para ler pela primeira vez não fui capaz de continuar e estacionei-o para voltar a tentar mais tarde.

O mais tarde foi agora. Umberto Eco soube-me envolver através das descrições detalhadas daquele contraste entre a fervorosidade religiosa vivida em plena época medieval e uma nova linha de pensamento mais científica e, diria até, mística, retratada por Guilherme de Baskerville, ex inquisidor. É uma narrativa com várias camadas onde, enquanto se vivem acontecimentos misteriosos, têm lugar discussões complexas de cariz filosófico e teológico. A abadia é um microcosmo, um reflexo da vida, dos prazeres, das dúvidas e crises comuns ao Homem.

Achei-o rico em termos de vocabulário (eu, pelo menos, tive de recorrer diversas vezes ao dicionário) o que me obrigou a reler imensas passagens e a mergulhar um pouco mais nelas. Já tinha visto passagens do filme de 1987 mas nunca tinha terminado. Isto ajudou-me também a melhor absorver a estética e o ambiente austero da história. (O filme é apenas baseado no livro, segue uma linha cronológica diferente e tem um fim totalmente diferente.)

SINOPSE

Um estudioso descobre casualmente a tradução francesa de um manuscrito do século XIV: o autor é um monge beneditino alemão, Adso de Melk, que narra, já em idade avançada, uma perturbante aventura da sua adolescência, vivida ao lado de um franciscano inglês, Guilherme de Baskerville.
Estamos em 1327. Numa abadia beneditina reúnem-se os teólogos de João XXII e os do Imperador. O objecto da discussão é a pregação dos Franciscanos, que chamam a igreja à pobreza evangélica e, implicitamente, à renúncia ao poder temporal.
Guilherme de Baskerville, tendo chegado com Adso pouco antes das duas delegações, encontra-se subitamente envolvido numa verdadeira história policial. Um monge morreu misteriosamente, mas este é apenas o primeiro dos sete cadáveres que irão transtornar a comunidade durante sete dias. Guilherme recebe o encargo de investigar esses prováveis crimes. O encontro entre os teólogos fracassa, mas não a investigação do nosso Sherlock Holmes da Idade Média, atento decifrador de sinais, que através de uma série de descobertas extraordinárias, conseguira no final encontrar o culpado nos labirintos da Biblioteca.

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Num belo e ocioso sábado li um pouco deste livro ao som do Requiem de Mozart e a minha vida nunca mais foi a mesma 😎

 

10
Mai21

O Cabalista

de Geert Kimpen

Não me lembro quando comprei este livro mas deve ter sido logo depois da faculdade porque esta edição é de 2008. Sei que comecei a lê-lo mas não terminei e, tenho de dizer isto... Nunca pensei ler um livro com tantas gralhas! Palavras omitidas, duplicadas, verbos mal conjugados... Enfim!

Não me lembro do motivo por que o comprei nem me lembro de o comprar mas não pensei que se tornasse uma extensão dos livros esotéricos que li antes deste. Para mim, foi mais que um romance. Baseado em personagens reais, figuras importantes na história judaica, sinto que "O Cabalista" foi uma oportunidade do autor "vender" a Cabala como O caminho espiritual. Já estava com a ideia de estudá-la e a curiosidade ficou mais aguçada.

Muito resumidamente, "O Cabalista" conta a história de um jovem judeu, estudante da Cabala, com um propósito de vida importante. Contudo, durante o seu percurso, debate-se com a necessidade de manter uma alma virtuosa enquanto é confrontado com os vícios do ego.

SINOPSE

A história de Chaim Vidal: um obscuro rabi do séc. XVI que registou por escrito as ideias de Itzak Luria, o fundador de uma escola da Kabbalah que ainda hoje existe. Chaim é um jovem extremamente ambicioso que sonha com um futuro brilhante, mas depara-se com muitos obstáculos pelo caminho. Quando o grande mestre da Kabbalah Cordovero morre, Chaim espera ser o seu sucessor, mas, ao invés, é obrigado a ir aprender com Luria. A relação entre os dois homens é turbulenta desde o início, mas piora quando Chaim se apaixona pela sensual mas trágica Francesca, a filha do mestre, e este o proíbe de a amar. Um romance acerca da ambição e do egoísmo, pleno de ensinamentos valiosos e de erotismo.

20
Abr21

Os Grandes Mistérios da Iniciação

A História Secreta da Imortalidade - Freddy Silva

À semelhança da História Secreta do Mundo, este livro foi comprado na Alma dos Livros, como usado, a metade do preço normal.

A minha curiosidade e desejo de me absorver neste mundo místico e esotérico está cada vez mais intensa e ler este livro ajudou a compreender muitas passagens d'A História Secreta do Mundo. Se tivesse de o sumarizar, citaria o seguinte parágrafo:

"A metamorfose da alma é alegoricamente celebrada nas histórias de Cupido, o deus do amor, e no seu eventual casamento com a deusa da alma, Psique. É essencialmente um recontar do caminho seguido tanto por Buda como por Osíris. Estas personagens parecem cair na Terra pelo impulso da curiosidade em relação ao mundo mortal; passam por penas e tribulações, mas eventualmente recuperam a bem-aventurança ligando-se de novo ao Outro Mundo enquanto vivos e descobrindo a sabedoria inerente à busca do divino feminino."

SINOPSE

Mais de dois mil anos antes da ressurreição de Jesus, já os iniciados de tradições espirituais de todo o mundo praticavam um ritual místico secreto no qual morriam metaforicamente e renasciam para um estado espiritual mais elevado. Durante esta ressurreição em vida, sofriam um despertar espiritual transformador que revelava a natureza da realidade e o propósito da alma, descrito como um «levantar dos mortos». Este livro revela como estas práticas não só eram comuns no mundo antigo, como também partilhavam facetas similares em cada tradição.
Explorando os mistérios da iniciação a prática da ressurreição em vida nas antigas tradições egípcia, fenícia, grega, persa, indiana, japonesa, chinesa, celta e nativo-americana, Freddy Silva explica como a ressurreição nunca foi destinada aos mortos, mas aos vivos, e mostra como esta experiência pessoal do Divino abria o caminho para o fortalecimento e uma consciência mais elevada, levando iniciados como Platão a vê-la como o pináculo do desenvolvimento espiritual.
Em Os Grandes Mistérios da Iniciação vai conhecer algumas das câmaras secretas espalhadas pelo mundo, que incluíam instruções detalhadas para os vivos sobre como entrarem no Outro Mundo e regressarem. Revela o porquê de os grupos esotéricos e gnósticos afirmarem que a ressurreição literal de Jesus promovida pela Igreja era um engano e como a Igreja classificou as práticas de ressurreição em vida como heresia, perseguindo implacavelmente quem a praticava para suprimir o conhecimento desta experiência fortalecedora.
«Aqueles que dizem que morrem primeiro e depois ressuscitam estão enganados.» afirma o proscrito Evangelho de Filipe. Durante séculos, cada grupo esotérico e gnóstico esteve sempre consciente de que a interpretação literal da ressurreição de Cristo promovida pela igreja era uma fraude. E com razão: milhares de anos antes de Jesus, iniciados do Egito e da China, Celtas da Grã-Bretanha e nativos da América do Norte, entre outros, praticavam um ritual místico, um despertar da morte em vida, que lhes trazia novas revelações sobre a natureza da realidade e do eu. Mas o mais importante de tudo, como se encontra esboçado nas paredes de uma câmara secreta numa pirâmide egípcia, a experiência da ressurreição não era significativa para os mortos, mas para os vivos. Os iniciados eram referidos como «aqueles que ressuscitaram dos mortos».
Misturando antigas tradições, ciência e investigação em primeira mão, este livro oferece uma visão única sobre a ressurreição em vida; o propósito da iniciação; as culturas e as sociedades que a praticavam; a revelação de Jesus com um paralelo notável com a ressurreição de Osíris; Os motivos pelos quais os iniciados protegeram seus segredos com as próprias vidas; e por que a Igreja decidiu ocultar todas estas informações.

16
Mar21

História Secreta do Mundo

de Jonathan Black

Terminei, finalmente, de ler este livro. Uma pequena maratona de pouco mais de dois meses.

Para alguém que se interessa a sério pelo esoterismo e história oculta este é um livro a ler. Considero-me uma pessoa de mente aberta, choco-me com pouca coisa e acho que consigo manter as expectativas em níveis saudáveis e há algumas passagens na História Secreta do Mundo que me fizeram torcer o nariz e o meu cepticismo venceu. A leitura deste livro apenas aumentou ainda mais a minha curiosidade sobre o assunto.

É o resultado de 20 anos de estudo do autor do livro que o divide em 28 capítulos e que nos levam à criação do Universo e à criação do Homem, salienta a importância de personagens importantes da História mundial, deuses e semideuses, ritos de iniciação, ressalva a influência dos ensinamentos iniciáticos nos artistas e nas suas obras e o contributo destas para a sociedade, e a influência das religiões para aquilo que será um dia, o retornar à nossa consciência espiritual como já foi tão natural como o ar que respiramos.

Não posso deixar de levar o livro a sério pois revi muito do que li nas aulas de filosofia prática a que assisto desde Janeiro. Existe uma clara convergência na mensagem passada mas ainda não consigo decidir de que lado da cerca estou.

SINOPSE

E SE AQUILO QUE NOS CONTARAM FOR APENAS UMA PARTE DA HISTÓRIA?

Diz-se que a História é escrita pelos vencedores, mas… e se a História - ou o que conhecemos dela - tiver sido escrita pelas mãos erradas? E se aquilo que nos contaram for apenas uma parte, a versão dominante após séculos de disputa entre visões opostas do mundo?
História Secreta do Mundo, de Jonathan Black, resulta de mais de vinte anos de pesquisa e dá-nos um guia completo e definitivo da História do mundo e da Humanidade. Partindo dos ensinamentos das antigas escolas de mistérios e sociedades secretas - preservados ao longo dos séculos por algumas (poucas) pessoas e grupos como os Templários, os Maçons, os Rosacruzes ou os Illuminati -, recupera as origens do pensamento filosófico e esotérico, e reconta a História da Terra e das civilizações a partir de uma visão alternativa dos acontecimentos.
Ao ler este livro, ficará a saber que as sociedades antigas eram profundíssimas conhecedoras da astrologia e da matemática, investigavam a origem do Universo e do planeta Terra e tinham plena noção da teoria da evolução, séculos antes de Darwin. Perceberá também que o conhecimento de fórmulas químicas e matemáticas secretas influenciou a ciência, a arte e a arquitetura, e ficará a conhecer as leis misteriosas que sustentam a História, desenvolvidas e guardadas secretamente ao longo dos séculos.

DESCUBRA OS GRANDES MISTÉRIOS DESCONHECIDOS DO MUNDO

Apoiando-se em numerosas fontes e documentos históricos, História Secreta do Mundo leva-nos numa incrível viagem pelos grandes mistérios, por ensinamentos que cativaram personalidades como Leonardo da Vinci, Isaac Newton ou William Shakespeare, e relata a completa e verdadeira gesta da Humanidade desde o início dos tempos até aos dias de hoje.

18
Dez20

Momento Marcelo Rebelo de Sousa V

Tudo o Que Não Vemos

O quinto e último livro que li na totalidade este ano foi este. "Tudo o Que Não Vemos" de Ziya Tong. Confesso que o comprei quase apenas pelo aspeto. Vi-o, senti-o, li alguns comentários e decidi levá-lo. O livro está impresso totalmente em papel de cana de açúcar reciclado e o principal intuito da autora é alertar o público para os ângulos mortos da raça humana e rebentar a bolha em que flutuamos. A autora é uma apresentadora de televisão de programas relacionados com ciência no Canadá e é vice-presidente da World Wildlife Fund Canada. Esta posição de constante aprendizagem científica deu-lhe confiança para escrever este livro que, honestamente, quase o senti como uma forma de forçar o seu estilo de vida mas depois acalmei as minhas hormonas e deixei de pensar assim e permiti-me assimilar a informação que me foi passada. Se choca? Talvez a alguns mas a mim não. Apenas confirma o que, no fundo, sabemos que o ser humano pode fazer por lucro. Algumas das frases chave são:

"70 porcento do salmão disponível no mercado global é de aquacultura e todo ele é artificialmente colorido com cantaxantina e astaxantina, que são carotenóides sintéticos produzidos a partir de petroquímicos."

"Oito horas de trabalho manual humano é o equivalente à energia existente em três colheres de sopa de petróleo."

"Em outubro de 2016, as documentaristas Deia Schlosberg e Lindsey Grayzel foram presas por filmarem protestos contra oleodutos."

"Investigadores descobriram um verdadeiro zoológico de bactérias - 2368 espécie diferentes - quando analisaram amostras tiradas dos umbigos de 60 pessoas."

"Hoje temos câmaras em toda a parte exceto nos lugares de onde vem a nossa comida, a nossa energia e para onde vai o nosso lixo."

SINOPSE

Fomos educados para acreditar que tudo aquilo que vemos é real. Ziya Tong, o rosto dos mais importantes programas científicos do Canadá, começa este livro a falar sobre os limites físicos da visão, para nos provar que apenas vemos uma parcela ínfima da realidade. E a partir daí, desvenda-nos os ângulos mortos, sociais e culturais, que nos impedem de ver o mundo como ele é. Desde logo, a comida. Afastámo-nos de tal modo da origem dos alimentos que já não sabemos o que comemos. Olhamos para uma posta de salmão de aquacultura sem imaginar que aquela bonita cor é dada por um corante feito à base de petroquímicos.
Numa viagem guiada pelo tempo e espaço, a autora mostra-nos muito daquilo que os média ignoram: desde a origem da energia que nos move e aquece, ao destino que damos ao lixo (custa a acreditar que há cem anos não havia plástico; e que daqui a 30 haverá mais plástico do que peixes no oceano). Tudo o que fazemos, desde os nossos hábitos de sono às férias que gozamos, é determinado pela evolução de conceitos abstratos, que já nada têm a ver com a nossa natureza.
Tudo o Que Não Vemos é um exercício de divulgação científica de um extraordinário alcance - tão depressa estamos a revisitar a pré-história do petróleo como a descobrir um gigantesco observatório de neutrinos enterrado numa montanha do Japão. E ao longo desta viagem começamos a perceber até que ponto andamos às cegas - e como este livro nos abre os olhos.

17
Dez20

Momento Marcelo Rebelo de Sousa IV

Populismo: Uma Brevíssima Introdução

Já por aqui disse que pouco ou nada percebo de política. Faço parte da maioria apática e desinteressada mas que, de repente, acordou porque hoje em dia tudo se politiza e tudo nos divide. Por esse motivo, quando comecei a ouvir vezes sem conta a palavra "populismo" aplicada ao nosso panorama político, simplesmente analisei a palavra e não consegui perceber o porquê de acusarmos apenas a direita de populismo. Como já pouco acredito no que vou lendo pelas internets porque factos não são opiniões e os sites enciclopédicos mais conhecidos não me convencem, decidi procurar uma alternativa e comprei o livro "Populismo - Uma Brevíssima Introdução". Os seus autores são politólogos, especialistas em populismo pelo que me pareceu um bom começo.

Sendo uma breve introdução, o livro é bastante simples, claro e explica como este "movimento" tem sido utilizado por vários tipos de regimes e em diversos países por esse mundo fora desde a sua origem nos Estados Unidos. Como suspeitava, o populismo não é só utilizado pela direita. E suspeito também que, por ser uma palavra da moda, há muita gente que a usa sem saber o que realmente sustenta.

Com textos exclusivos para a edição portuguesa sobre as eleições nos EUA. Publicado em Portugal em simultâneo com a edição internacional. Um livro tão acessível quanto imprescindível para estar bem informado.

Nos debates, nos meios de comunicação social, nas conversas de café, fala-se de populismo. Mas saberá a maioria das pessoas do que se trata? Sociólogos e jornalistas usam o termo por vezes a propósito de fenómenos diversos, o que ajuda pouco a um conhecimento real e abrangente.

O presente livro visa explicar o conceito e analisar as causas e consequências do populismo, visto estar a ressurgir em força no século XXI, constituindo um perigo para as democracias ocidentais.

Quem foram e quem são os líderes populistas? O que têm em comum Hugo Chávez, Marine Le Pen e Donald Trump? Neste livro sério e de leitura acessível, escrito pelos dois maiores especialistas mundiais no assunto, encontrará as respostas.

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