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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

02
Set20

Propósito de Vida

Uma noite destas fiz uma pesquisa rápida no Google sobre propósito de vida porque não faço a mínima ideia do que escrever sobre o assunto. A verdade é que sonhei com isto de uma forma bastante filosófica e quando acordei surpreendi-me a mim própria por ter chegado a tais conclusões durante o meu sono.

Mas, como acontece com tantos sonhos, esqueci-me de tudo 

Vou escrever algo estranho mas que me faz sentido e que, infelizmente, não tenho capacidade de aprofundar. Há cerca de 10 anos li um livro (Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian Weiss) que me despertou para este assunto e tenho lido muita informação que converge nas mesmas conclusões. Acho que todos nós temos um propósito de vida kármico. A decisão de voltar a viver após a morte, é nossa. E a decisão da vida que escolhemos antes de voltar também é nossa. Por uma questão de pura evolução espiritual. A alma não é ego e não escolhe a vida em função de riqueza nem bens físicos.

Daquilo que compreendo, o propósito de vida de cada pessoa (alma) poderá passar pela ajuda e auxílio a terceiros (contratos kármicos) e não necessariamente de forma física, como poderá ser a superação de problemas e conflitos pessoais internos mas, tendo sempre em vista a nossa evolução espiritual.

Não me alongo mais porque não sou mesmo a melhor pessoa para desenvolver o assunto. É um tema que me apaixona mas é de muito difícil compreensão para mim (para a cultura ocidental no geral).

Deixo só este link sobre um exemplo de Thukdam (observado quando um corpo é declarado clinicamente morto mas não demonstra qualquer tipo de decomposição).

28
Ago20

Como vemos o mundo. Como agimos.

Vejo o mundo de forma clara? Ajo de forma generosa? Sou capaz de aceitar o que não posso mudar?

Pergunta original: "Am I seeing clearly? Acting generously? Accepting what I can't change?"

daqui

Será que há alguém que veja o mundo de forma clara? O que é ver de forma clara? Há pessoas que acham que compreendem tudo e poderão ter razão ou não. E o oposto, com certeza, também acontecerá. Não terá, cada indivíduo, um conceito diferente de clareza?

Se vejo as coisas com clareza? Talvez algumas. Outras nem tanto. Para mim clareza está ligada à empatia, compaixão e compreensão (e às vezes à sua falta!) e nem todos nós, nem em todos os momentos, temos essa capacidade.

Não posso dizer que ando por aí armada em Madre Teresa de Calcutá a dar a minha vida e tempo de forma generosa mas tento não fugir aos meus valores no meu dia a dia. Isto passa por, simplesmente, mostrar respeito aos outros. De vez em quando lá ofereço ajuda para carregar sacos ou carrinhos para uma ou outra senhora subir ou descer escadas, embora nem sempre aceitem. Já dei dinheiro a quem me apanhou em alturas mais sensíveis mesmo que o dinheiro não tenha sido utilizado da melhor forma (fico, ao menos, de consciência tranquila), já dediquei algum tempo em trabalho voluntário para o Centro Comunitário aqui da terra e espero poder voltar a fazer uns turnos num festival que se aproxima. Se isso acontecer, aviso. 

Acho que cada vez mais aceito aquilo que não posso mudar. Acontecimentos do dia a dia... Como já referi, o atrasar do comboio ou o ter de esperar pelo próximo metro. Greves. Mas um pequenina parte de mim ainda me custa aceitar que, para aceitar o que não posso mudar, tenha de fazer parte de um sistema com o qual não me identifico e não quero alimentar. Tenho andado entretida com um livro sobre geopolítica. É um assunto que me despertou interesse há uns anos atrás e embora me perturbe tudo o que esteja a ler, sei que não podemos combater os podres da elite política (e não só) e como as suas decisões apenas reforçam a ideia de que somos tratados como gado insignificante. É uma forma muito negra de ver as coisas mas, ao mesmo tempo, libertadora. Remete-me mesmo à minha insignificância e impotência para alterar o que não posso!

10
Ago20

Para que aprendo ou estudo?

(Pergunta original: what are you learning and studying for?)

Suponho que a pergunta não se limita às aprendizagens somente académicas mas àquelas a que nos sujeitamos diariamente, consciente e inconscientemente 

Acho que toda a gente procura ser a sua melhor versão e que trabalha para isso todos os dias da melhor forma que sabe. Cada pessoa tem a sua ideia individual de sucesso e procura-o de formas diferentes com os recursos que tem.

Focamo-nos em demasia nas aprendizagens académicas descurando as pequenas lições do dia a dia e a importância que estas têm no nosso desenvolvimento. As relações com os outros, no bom e no menos bom, são ótimas ferramentas para o auto conhecimento.

No meu caso, tenho uma grande vontade de aprender sobre quase tudo. Acho que esta vontade tem muito a ver com a minha baixa auto estima. Sou muito calada e em conversas gostava de ser mais participativa e assertiva. Fico sempre com a sensação de que me coloco de parte porque não percebo de nada. Sendo calada, absorvo muito as opiniões e os pontos de vista de todos à minha volta mas, como boa diplomata, não me coloco em discussões e sou capaz de compreender a posição de (quase) toda a gente.

Quanto às micro lições diárias, precisamos de muito mais tempo do que um par de anos para nos compreendermos. A nós e ao mundo. Até porque tudo está em constante mudança.

daqui

06
Ago20

O que está, realmente, sob meu controlo?

De alguém que vive com ansiedade desde que é gente, ter as coisas sob controlo é muito importante e houve uma altura em que, não sabendo, sofri imenso a tentar controlar tudo e todos. O mais difícil de admitir e aceitar foi a necessidade exagerada de controlar o que os outros pensam de mim. E, se hoje ainda o tento fazer, estou cada vez mais desapegada dessa necessidade.

O que podemos controlar não é novidade para ninguém. O maior desafio é mesmo aplicar a teoria no dia a dia. Não despender energia a controlar quem quero ser para que os outros gostem de mim, não entrar em pânico porque o comboio está atrasado e chego ao trabalho fora de horas, evitar confrontos e debates para não ouvir o que não quero e ver a minha auto estima afetada, os devias ter feito ou devias ter dito.

Tenho controlo sob as minhas reacções às minhas emoções e às emoções e comportamentos dos outros.

Tenho poder sobre o meu pensamento.

daqui

31
Jul20

O S e W do SWOT

Uma ex chefe minha, confrontada com a minha auto estima rastejante, pediu-me para fazer uma análise SWOT de mim. Identificar os meus pontos fortes, os meus pontos fracos, oportunidades e ameaças que constituo a mim própria. O exercício não correu bem mas desta vez estou mais confiante 

Quais os teus pontos fortes e pontos fracos? Mesmo sabendo que esta é a pergunta típica, quem nunca revirou os olhos e arquejou quando ouviu esta pergunta numa entrevista de trabalho? É uma questão bastante simples mas sempre tão torturante de responder.

daqui

Se há coisa que detesto que me façam é esperar. Acho falta de respeito. Dependo de transportes públicos e faço sempre contas para chegar a algum lado um pouco antes do tempo e, quando não me é possível, em cima da hora marcada (obviamente que isto também depende ao que vou e com quem vou ter). Pontualidade é uma característica minha da qual me orgulho. Apesar de não lidar muito bem com críticas e de me sentir abatida e desmotivada com facilidade, sou bastante resiliente. Há uns anos estava encarregue da formação de novos membros da nossa equipa e percebi que tinha jeito para a coisa. E gosto.

Tenho-me apercebido (da pior forma) de que me concentro mais na big picture e descuido detalhes o que pode ser uma fraqueza em certas situações. Por outro lado, essa negligência traduz-se num interesse por tudo. Tenho sempre uma vontade de perceber e aprender muitas coisas e por vezes sobrecarrego-me. Mesmo agora, em confinamento que para mim tem sido apenas tempo de desemprego, tenho feito cursinhos online dos mais variados temas que depois acabo por não terminar.

Tenho um sentido de humor sarcástico e negro (talvez um pouco desajeitado) que nem toda a gente compreende mas que me tem sido muito benéfico a lidar com público, no trabalho. No meu dia a dia não sou tanto assim.

Empatia é sempre a minha última cartada. E acho que quanto mais consciente estou desta minha capacidade, menos a jogo.

Já misturei uns senãos meus ali para cima, mas a minha maior fraqueza é a dificuldade de comunicação. Baixa auto estima é outro ponto fraco que é a base para tantos outros. Sou muito mazinha comigo e odeio fazer erros. Não os aceito bem e odeio que mos apontem. Tenho a mania que sou um espírito livre e também não lido bem com ordens. Gosto de começar coisas mas é muito difícil terminá-las. Exemplo disso são livros e telas por pintar por números (tenho uma a meio). Sou individualista e custa-me ouvir opiniões dos outros especialmente quando dirigidos a algo que diz respeito à minha vida ou às minhas tarefas no trabalho. E, muitas vezes por isto, falo sem qualquer filtro e passo por mal educada.

Ao escrever este post percebi que, dependendo das circunstâncias, há qualidades que podem ser defeitos e defeitos que passam a qualidades.

30
Jul20

Qualidade do que é grato

Gratidão deverá ser votada a palavra do século. E ainda agora começámos a década de 20. Já tentei fazer inúmeros exercícios de gratidão com milhentas aplicações mas torna-se demasiado automático e pouco sentido. O propósito do exercício perde-se e não me parece que cheguemos a esse estado tão zen de uma forma tão forçada.

Mas é em momentos de muita introspeção que me apercebo de que seria nada sem a minha família. Não só pela educação que me deram como o apoio forçado que me dão ao me aturarem em casa agora por tempo indeterminado.

Tenho tudo o que preciso para me sentir segura e as minhas necessidades básicas estão praticamente satisfeitas e estou grata por isso.

29
Jul20

Memórias Felizes

Uma curiosidade sobre mim é não ter memórias felizes. Algum curto circuito a dada altura fez com que se apagassem todas. Lembro-me de épocas em que me senti bem, mas não um acontecimento em específico. Este desafio quer que identifique apenas um dia ou o momento mais feliz e isto não é justo  e nada fácil.

Ainda assim vou nomear a que considero das mais felizes porque está mais "fresca". Há 3 anos tive a oportunidade de ver ao vivo, gratuitamente, uma das minhas bandas preferidas da adolescência. Só me faltou uma boa moshada mas bilhetes gratuitos remetem-nos para os confins das bancadas e um par de binóculos.

A música tem mesmo poderes curativos e foi uma noite inesquecível.

 

Se um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável.

Séneca