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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

15
Fev21

Reta Final

Estou na reta final do meu curso. Não acredito que 5 meses se passaram em 5 minutos. E se no início achei que, provavelmente, não me levaria a lado nenhum, hoje já começo a ver alguma luz ao fundo do túnel e a minha tão aguardada rescisão com o mundo da hotelaria.

Ainda falta uma etapa muito importante e, sem dúvida, A MAIS importante. E é, precisamente, nesta altura que me estou a desmotivar e todas as minhas dúvidas e descrenças se destacam como azeite da água. Será que vou passar com distinção? Será que vou conseguir uma oportunidade para, sequer, terminar a última etapa. Será que vou conseguir fazer este tipo de trabalho? Acima de tudo, será que eu aguento tanta emoção e tanta mudança. Não tenho problemas com, nem aversão à mudança. Sei que é uma constante e que nada podemos fazer em relação a isso. Mas venho tão traumatizada de uma indústria que me tratou tão mal que estou convencida de que não haja muita coisa que saiba fazer.

Sinto, muitas vezes, que vivo na sombra da minha depressão e que quase nunca tenho a energia suficiente para superar desafios do dia a dia. Pergunto-me se, por causa disto, estou sujeita a não assentar profissionalmente nem conseguir alguma estabilidade. Se estou sujeita a acomodar-me a um emprego que não me estimule nem me encoraje a ser melhor, que pague mal, que não me permita conseguir comprar uma casa...

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23
Nov20

Meh...

Mesmo que não me peçam, descrevo as duas ou três últimas semanas com a palavra BOSTA.

Tento usar estas temporadas menos boas para catalogar emoções e sentimentos e fazer um apanhado da minha história e o que provoca as minhas flutuações de humor, mas... só dá mesmo para afundar ainda mais. Pedem-nos para identificar as emoções mas há momentos tão avassaladores que se torna impossível fazer este exercício. Não é só o presente que dói. Não é o que se passa agora nem o que se passou há um segundo atrás que me faz sentir dor, fúria, frustração, abandono, culpa, humilhação, rejeição, insegurança, ansiedade. Medo! Um medo tremendo de nada em concreto. É um baralho de emoções colecionadas ao longo de 18 anos. E falar sobre elas e o que as criou não as fazem desaparecer nem me sentir melhor.

Tenho um hábito de me desconectar de tudo e todos. Por um lado, o isolamento faz-me sentir melhor, por outro é humilhante. Em isolamento não tenho ninguém com quem me comparar nem analisar a minha vida em detalhe nem sentir pena de mim (embora o faça de qualquer forma... que posso fazer?!). A humilhação vem a dobrar. Sinto-me humilhada pelo que sinto, por não conseguir fazer melhor, por me tratar mal, por tratar mal os outros. Mas porra!... só precisava de um bocadinho de compreensão dos outros. Alguém que se preocupasse e interessasse a sério. Que não notasse a minha ausência apenas quando a forço.

Não sou capaz de estar na presença de pessoas felizes. Não suporto ouvir pessoas que falam sobre si sem parar, no que fazem, no que têm, nos planos que vão fazendo, nas memórias que criaram, por muito que tudo seja insignificante e sirva apenas de uma desculpa para falarem sobre si mesmas. As minhas memórias e o meu presente são tristes. Mal consigo uma rotina saudável quanto mais fazer planos para o futuro... Não sou boa companhia porque não tenho motivos para falar e porque finjo que estou bem. Fingir é exaustivo. Passa uma mensagem errada do meu estado mental real quando na verdade eu nunca estou bem.

Há uma frase que repito constatemente na minha cabeça: Não sou boa pessoa. Se fosse, não me sentiria assim.

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