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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

26
Jan21

nova produção

Tenho gostado muito de fazer estes trabalhos mas não consigo relaxar totalmente. No sábado fiz 3 (não parece muito mas isto ainda dá trabalho) e ao final do dia estava tão tensa como no final de um dia de trabalho stressante.

Ao mesmo tempo fui ouvindo e vendo o documentário Human. Já tinha visto uns excertos na RTP2 e aconselho a quem queira derramar uma lágrima ou outra, seja pelo sofrimento dos outro seja pelo desconforto e vergonha que sentimos (eu senti, pelo menos) dos nossos problemas quando colocados numa outra perspetiva.

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14
Jan21

partilha

Partilho com vocês os meus mais recentes trabalhos desta arte que é tecer mandalas. 

Durante a pausa para festividades no Natal do longínquo ano de 2020, fui ter com os meus pais à terra da minha mãe, como já contei por aqui, uma aldeola a caminho do Douro vinhateiro. Apesar de levar comigo algumas obrigações relacionadas com o curso que frequento, fui armada até aos dentes com palitos de churrasco e lãs para continuar a tecer e aperfeiçoar os pontos básicos.

Sou muito mimimi com regras e não me faz sentido querer avançar para pontos mais avançados se não dominar, na medida do possível, os pontos mais básicos. Além disso, tenho dado prioridade aos trabalhos de avaliação que tenho de entregar nos prazos estipulados e, muito sinceramente, permito-me fazer as coisas com calma e paciência.

Em 2020 (desculpem lá estar a falar DO ano) virei-me um pouco para as artes. Fui desenhando consoante as minhas habilidades e com os materiais que tenho por aqui, fui colorindo uma tela por números (e que desilusão!! mas depois conto e mostro) e, pela paixão que tenho por bijuteria e trabalhos manuais, inscrevi-me em mais alguns cursos.

Qualquer atividade de cariz criativo remete-me à infância quando não tínhamos bloqueios e não nos regíamos por estereótipos (num ambiente saudável). E acredito que traga benefícios para o nosso dia a dia. Cada indivíduo tem as suas inspirações e nenhuma peça será igual se feita com originalidade. Algumas estão geometricamente mais perfeitas mas também depende muito da linha e lã que utilizo.

 

 

07
Jun20

Caça-Sonhos

Depois de terminar a minha licenciatura houve um período de incerteza. A maior sendo se teria sido o melhor curso a fazer e se ía sequer conseguir um emprego que me satisfizesse. Consegui, ainda nesse verão, um emprego temporário (por sinal bem pago) que se tornou um bebé de 9 meses. Andava bastante perdida e tentei complementar o meu curso com outra licenciatura através de equivalências e ainda cheguei a frequentar algumas aulas. Era suposto fazê-lo com uma amiga da licenciatura mas esta abandonou-me. Deixou totalmente de ir às aulas sem me dizer e senti-me abandonada. Apesar de não ser muito mais velha que os miúdos do 1º ano, não estava preparada para passar por aquilo outra vez.

Voltando um bocadinho o tempo atrás, detestei os meus anos de faculdade, passaram-me todos ao lado, por cima, em todas as direcções menos na minha e arrependo-me IMENSO de não ter mudado de curso. A verdade é que na altura não saberia o que fazer como alternativa e a minha condição mental estava muito enfraquecida e limitei-me a ver passar o tempo.

Decidi, então, fazer uma pós graduação que correu bem. Pessoas adultas, profissionais que estavam ali pelo gosto e não pela pressão e necessidade de ter boas notas. O próprio programa da pós graduação foi feita nesse sentido. Tinha disciplinas bastante específicas e outras feitas para nos divertirmos. Uma delas era inteligência emocional. Um assunto que sempre me interessou e tenha, talvez, sido das poucas coisas que trouxe comigo dessa altura e nem por isso, de fácil aplicação: ver sempre o lado leve das coisas. Ganhar a capacidade de ver humor na tragédia. Não levar a sério tudo o que nos acontece.

Sabemos, por experiência, que por muito que estejamos em baixo e nos sintamos impotentes, tudo passa e quando analisamos o passado relativizamos e minimizamos a dor que sentimos na altura.

Numa dessas aulas, a um belo sábado à tarde, estava a turma sentada em círculo, preparada para responder a uma simples questão: quais os teus sonhos? Todos tinham algo que queriam fazer e objectivos a atingir, menos eu. No final da ronda, esquecendo-se que alguém tinha dito que não tinha sonhos, o professor diz: "não ter sonhos é das coisas mais tristes da vida".

E aí, sim, senti-me bastante triste. Não apenas por não ter sonhos mas por se terem esquecido que alguém, ali, não tinha sonhos.

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23
Mai20

Na Linha

Se pudesse, agora, estaria sentada no banco de um qualquer comboio com destino incerto. Sabia-me bem sair daqui e fugir à responsabilidade. A minha alma implora por aventura. Preciso da liberdade. De me libertar da rotina que se impôs, livrar-me do desespero entranhado.

Se pudesse, agora, via a paisagem passar de trás para a frente, pela janela de um qualquer comboio com destino incerto. A paisagem seca, amarela e azul, vazia de gente, sem sentido. Quero perder noção do tempo, não saber quem sou nem olhar-me ao espelho.

Se pudesse, agora, seria invisível.

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16
Mai20

Primeiro Olhar

A conversa foi íntima, pouco casual e foi fácil.

Foi fácil olhá-lo nos olhos e abrir o coração. Falar de medos e desejos e quase segredos. Nunca, num primeiro contacto, me tinha sentido tão bem com alguém.

Dez minutos passaram a correr. Era todo o tempo que tínhamos mas foram proveitosos.

A química estava lá. No primeiro olhar, no primeiro toque e no primeiro beijo.

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13
Mai20

Pausa

Está uma tarde caótica! Telefones não param, não consigo fazer o meu trabalho, está tudo atrasado e ainda tenho de fazer uma visita a um cliente. Estou ao telefone há 20 minutos e há, pelo menos, 10 deixei de ouvir as queixas de quem, do outro lado, acha que sou saco de porrada. Estou farta, pensei. Descansei a caneta, reclinei-me para trás e inspirei bem fundo. Peguei no telemóvel. "Café?" dizia a mensagem. Sorri e respondi que sim. Despachei a chamada, peguei na minha tralha e avisei a equipa que tinha uma visita.

Nervosa, ainda esperei um pouco por ele. Nunca nos tínhamos conhecido mas sabia que não era difícil identificá-lo. Já falávamos há um mês mas nunca tínhamos conseguido conciliar horários. A conversa sempre fluiu, sempre foi boa mas e se não houvesse química?

Adiantei-me e pedi 2 cafés esperando que ele não se ofendesse e no mesmo momento em que foram servidos, ele chegou. Sentámo-nos. Nenhum dos dois tinha muito tempo e sabíamos que íamos atar pontas soltas das conversas escritas que tivemos.

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08
Mai20

Em Pontas

Desde a escola primária que a Mariana tem aulas de ballet. Não se lembra de um dia da sua vida que não tivesse calçado um par destes sapatos e já perdeu a conta em quantos dançou. Nunca soube descrever o que sentia quando subia ao palco e atuava mas, por muitos pares que tenha gasto, nunca se esquecerá da prova para o primeiro par de sapatilhas em ponta. A verdadeira passagem, o ritual máximo na transformação de menina a uma bailarina a sério. Orgulhosamente, fez questão de ser ela a cozer as fitas ponto a ponto enquanto a mãe observava. Ninguém sabe mas essas fitas estão com ela todos os dias e sempre que prepara um novo par, volta a ter 11 anos outra vez.

Vi tantos vídeos sobre provas de sapatilhas de ponta e como calçá-los que neste momento sei a teoria toda de como prepará-los para dançar.

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