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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

05
Fev21

Caminhada Semanal

Ontem saí de casa pela primeira vez em uma semana. Saio uma vez por semana porque a comida acaba.

Aproveitei e fui andar um bocadinho porque sentia o corpo pesar. Pisei a gravilha que me levava ao mar e não me lembro como lá cheguei. Dez minutos perdidos no Cosmos. Quando dei por mim, quando voltei ao presente, já caminhava ao longo da extensão da praia. Senti uma lágrima no canto de cada olho mas deixei-as estar. Não sei porque caíram mas o vento secou-as.

Fui ao supermercado, cheguei a casa e olho-me ao espelho... As lágrimas esborrataram-me o rímel e andei 3 horas com dois borrões de 1 cm em cada canto do olho.

Tive uma vídeo entrevista e achei por bem abonecar-me um bocadinho para disfarçar as minhas olheiras. Felizmente olhei-me ao espelho antes da entrevista 

daqui

04
Fev21

Grande Rota do Vale do Côa

Tenho a sorte de já ter percorrido Portugal e conhecer uma boa parte se bem que ainda há tantas cantinhos (especialmente cantinhos) onde gostaria de ir. Quando estive em Foz Côa em Dezembro vi a placa deste trilho que me deixou logo o bichinho a saltitar. Adoro caminhar e gostava de o fazer com mais regularidade e percursos maiores do que os que faço. Já pensei fazer parte de qualquer caminho de Santiago mas o tempo acaba por passar e os planos desfazem-se.

Também adoro andar de bicicleta e, se pudesse, estas já estavam todos feitas.

daqui

15
Jan21

sintra - take 2

Embora o tempo gélido não seja convidativo, aventurei-me numa caminhada em Sintra que, por entre atalhos, trilhos, estrada e muita terra batida, ficou em pouco mais de 23 km. Ia com uma ideia bem definida de ver o pôr do sol no Cabo da Roca mas como qualquer plano mal pensado, não deu certo.

O percurso pedestre da Vila Sassetti leva-nos até ao Castelo dos Mouros. Já fiz este percurso várias vezes e, para quem está em baixo de forma pode ser violento pelas subidas íngremes e degraus que dão cabo dos joelhos 

Das muralhas do castelo segui pela estrada da Pena até ao Convento dos Capuchos com uma paradinha para farnel e para uma pequena aventura pelo terreno de uma quinta. O tempo ajudou imenso. Estava um sol que, apesar de fraquinho, tornou a caminhada suportável mas percebi que os meus planos já não se concretizariam. Visitei o Convento dos Capuchos que, vergonhosamente, ainda não conhecia pessoalmente. Era a única pessoa o que tornou a experiência mais mística e assustadora até. Não sabia que o convento era "tão" grande e labiríntico mas muito aconchegante.

Rumei à Capela de Nossa Senhora da Peninha, cansada de mais uma subida e dececionada por perder o pôr do sol por causa das nuvens no horizonte. O frio e vento fizeram com que, finalmente, me agasalhasse e ainda admirei o jogo de luzes da civilização, lá em baixo.

Tenho um pavor do escuro. Pelo que não consigo ver mas, pior, pelo que imagino que possa estar lá. O único trilho que conhecia fora dali sabia que seria muito escuro por entre o bosque denso e decidi-me pelo caminho mais rápido até à terra mais próxima. Voltada para Cascais, desci pela esquerda até à Malveira da Serra, em plena escuridão (ok, tinha a lanterna do telemóvel) na companhia das corujas.

O dia a seguir apenas confirmou que estou mesmo muito em baixo de forma.

 

 

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