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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

04
Out21

Maus hábitos

Pergunta original: What bad habit did I curb today?

Que mau hábito contive hoje?

Atrevo-me a dizer que não foi só hoje. Quero acreditar que um dos meus maiores maus hábitos tem sido, cada vez mais, contido como resultado do trabalho interior que tenho feito nos últimos anos: pensamentos destrutivos. Ainda os tenho, em abundância, mas já consigo criar um diálogo interno onde uma das vozes refuta o que a outra quase impõe. Tenho-me apercebido da má preparação que tenho para a vida, em geral, e de como me apetece, cada vez mais, sentir segura no meu canto, sem grandes complicações nem aventuras emocionais. Precisamente pela desordem que é a minha psique por si só. Considero-me uma pessoa controlada (ou simplesmente reservada ou, até mesmo, reprimida) até me ver confrontada com as emoções não controladas dos outros. Sei que não sou uma pessoa fácil e carrego um semblante por vezes pesado, negativo e introspectivo por me virar tanto para dentro e não me dar a conhecer e, creio que por esse motivo, as pessoas não compreendem a minha forma de desabafo. Acabo por me sentir mal e responsável por um ambiente pesado mesmo sabendo que existe tolerância para as "explosões" dos outros, fico, ainda assim, com a percepção de que as minhas são inaceitáveis.

Tenho o mau hábito do isolamento e deste é, igualmente, difícil de me esquivar principalmente quando traz calma e conforto. Sei que a médio e longo prazo é um hábito que mata mas é o meu prazer imediato. Isso e bolachas.

daqui

14
Set21

Saber Viver

Pergunta original: Como posso reacender os meus princípios e começar a viver o presente?

Primeiro que tudo deixem-me que diga que tenho andado exausta... Muito trabalho, muito caos, pouco sono e pouca energia mental e psíquica. Diria que a minha energia vibra a uma frequência muita, bastante, baixa. E isto não é viver.

O que me leva, directamente, a este tema. Quando li esta pergunta tentei fazer, imediatamente, uma lista mental dos princípios que mais prezo. Deixei esta ideia a marinar, achei que a resposta iria por este caminho mas depois surgiu uma dúvida... E digam-me se isto acontece ou não convosco. Os meus princípios, vejo-os projectados nos outros, ou seja, quando penso no que me é mais importante e nas regras que regem (ou que deveriam reger) a minha vida, penso que os outros deveriam ser assim. Parto do princípio de que eu já me comporto dessa maneira e que coloco em acção tudo o que para mim é importante. Só que não... E é aqui que compreendo a importância e a pertinência da questão.

Porque só quando agimos de forma consciente, alinhados com os nossos princípios, é que conseguimos viver no presente. E, tirando um psicopata ou outro, todo o ser humano estima os mesmo princípios básicos que deveriam conduzir a sociedade à harmonia. E lá vou começar com a minha lenga-lenga de a Humanidade ser uma só e é muito mais aquilo que nos aproxima do que aquilo que nos separa. Isto a um nível espiritual e não material. As nossas preocupações e batalhas pessoais são as mesmas, só em fases diferentes da vida e se calhar, até, em intensidades desiguais.

Gosto muito que as pessoas sejam transparentes e que a comunicação flua. Mas sabemos que isso não é possível. Muita coisa é deixada por dizer por medo de ferir sentimentos de alguém que se encafua no quentinho do seu próprio ego e não é capaz de compreender que o mundo não gira à sua volta.

Sei que não vivo de acordo com alguns dos meus princípios. Limito-me a seguir as normas da sociedade e a fazer o que é suposto. Que vivo existo de forma pouco consciente já eu sabia, mas foi uma novidade perceber que parte do problema foi exactamente o abandono dos meus princípios.

daqui

24
Set20

Quem Sou Eu?

Quem sou e o que represento?

Pergunta Original: "Who am I and what do I stand for?"

Podia achar que a resposta à pergunta sobre quem sou seria fácil mas pode ser mesmo a mais difícil.

daqui

Definimo-nos através das nossas profissões, da nossa idade, de onde somos e pelo que temos. Mas somos mais do que isso. Nos últimos anos tenho-me definido pelo que sinto ser. É a forma como me vejo. Sou um sentir humano, mais do que ser humano. Passo muito do meu tempo a desenrolar emoções e sentimentos. O que sinto em relação a mim, em relação a quem me é próximo e menos próximo e em relação ao mundo. Tenho uma identidade mas não a sei descrever. Ou teria falar de mim e da perceção das minhas memórias durante muito tempo.

Há quem defenda que a depressão seja uma perda ou falta de identidade. Em parte acredito que sim pois foi assim que sempre me senti. Não faço parte do grupo dos que acreditam que a depressão poderá ser causada (entre outras coisas) por um desequilíbrio químico do cérebro. Acredito que o contrário aconteça. A depressão causa desequilíbrio ou o desequilíbrio tem causas mais profundas. Mas a depressão aparece sempre por um motivo nem sempre óbvio e esse motivo não tem de ser catastrófico. Basta algum acontecimento colocar em causa a nossa forma de ser e o que defendemos e com o que nos identificamos num momento em que estejamos mais sensíveis, ou algum padrão de acontecimentos que se estendam no tempo que nos afecte a longo prazo.

Sei que a depressão é uma condição bastante complexa e que envolve muito mais variáveis mas também acho que a complicamos demais.

Saber identificar aquilo que represento pode ajudar a responder à pergunta quem sou. Como ser individual não me consigo desligar da ideia de que faço parte de toda uma raça e que estou ligada de alguma forma a todos os seres humanos. Aquilo que defendo é a sobrevivência da comunidade humana e uma vivência pacífica, simples, consciente e sustentável.

O universo é complexo e há um universo em cada um de nós. Todos somos infinitamente complexos.

02
Set20

Propósito de Vida

Uma noite destas fiz uma pesquisa rápida no Google sobre propósito de vida porque não faço a mínima ideia do que escrever sobre o assunto. A verdade é que sonhei com isto de uma forma bastante filosófica e quando acordei surpreendi-me a mim própria por ter chegado a tais conclusões durante o meu sono.

Mas, como acontece com tantos sonhos, esqueci-me de tudo 

Vou escrever algo estranho mas que me faz sentido e que, infelizmente, não tenho capacidade de aprofundar. Há cerca de 10 anos li um livro (Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian Weiss) que me despertou para este assunto e tenho lido muita informação que converge nas mesmas conclusões. Acho que todos nós temos um propósito de vida kármico. A decisão de voltar a viver após a morte, é nossa. E a decisão da vida que escolhemos antes de voltar também é nossa. Por uma questão de pura evolução espiritual. A alma não é ego e não escolhe a vida em função de riqueza nem bens físicos.

Daquilo que compreendo, o propósito de vida de cada pessoa (alma) poderá passar pela ajuda e auxílio a terceiros (contratos kármicos) e não necessariamente de forma física, como poderá ser a superação de problemas e conflitos pessoais internos mas, tendo sempre em vista a nossa evolução espiritual.

Não me alongo mais porque não sou mesmo a melhor pessoa para desenvolver o assunto. É um tema que me apaixona mas é de muito difícil compreensão para mim (para a cultura ocidental no geral).

Deixo só este link sobre um exemplo de Thukdam (observado quando um corpo é declarado clinicamente morto mas não demonstra qualquer tipo de decomposição).

28
Ago20

Como vemos o mundo. Como agimos.

Vejo o mundo de forma clara? Ajo de forma generosa? Sou capaz de aceitar o que não posso mudar?

Pergunta original: "Am I seeing clearly? Acting generously? Accepting what I can't change?"

daqui

Será que há alguém que veja o mundo de forma clara? O que é ver de forma clara? Há pessoas que acham que compreendem tudo e poderão ter razão ou não. E o oposto, com certeza, também acontecerá. Não terá, cada indivíduo, um conceito diferente de clareza?

Se vejo as coisas com clareza? Talvez algumas. Outras nem tanto. Para mim clareza está ligada à empatia, compaixão e compreensão (e às vezes à sua falta!) e nem todos nós, nem em todos os momentos, temos essa capacidade.

Não posso dizer que ando por aí armada em Madre Teresa de Calcutá a dar a minha vida e tempo de forma generosa mas tento não fugir aos meus valores no meu dia a dia. Isto passa por, simplesmente, mostrar respeito aos outros. De vez em quando lá ofereço ajuda para carregar sacos ou carrinhos para uma ou outra senhora subir ou descer escadas, embora nem sempre aceitem. Já dei dinheiro a quem me apanhou em alturas mais sensíveis mesmo que o dinheiro não tenha sido utilizado da melhor forma (fico, ao menos, de consciência tranquila), já dediquei algum tempo em trabalho voluntário para o Centro Comunitário aqui da terra e espero poder voltar a fazer uns turnos num festival que se aproxima. Se isso acontecer, aviso. 

Acho que cada vez mais aceito aquilo que não posso mudar. Acontecimentos do dia a dia... Como já referi, o atrasar do comboio ou o ter de esperar pelo próximo metro. Greves. Mas um pequenina parte de mim ainda me custa aceitar que, para aceitar o que não posso mudar, tenha de fazer parte de um sistema com o qual não me identifico e não quero alimentar. Tenho andado entretida com um livro sobre geopolítica. É um assunto que me despertou interesse há uns anos atrás e embora me perturbe tudo o que esteja a ler, sei que não podemos combater os podres da elite política (e não só) e como as suas decisões apenas reforçam a ideia de que somos tratados como gado insignificante. É uma forma muito negra de ver as coisas mas, ao mesmo tempo, libertadora. Remete-me mesmo à minha insignificância e impotência para alterar o que não posso!

24
Ago20

A que posso dizer "não" para que possa dizer "sim" ao que realmente importa?

Não posso afirmar que parei este desafio para fazer algo melhor, sou sincera... 

Vale a pena dizer não a tudo o que não me beneficia e me impede de fazer o que é melhor para mim.

Sabemos que aquelas horas extra no trabalho nos causarão mais stress e que poderíamos utilizar esse tempo de uma melhor forma. Nem sempre é possível, compreendo.

Vale a pena dizer não a tudo o que me deixa desconfortável e sei que não me trará nada de positivo. Refiro-me maioritariamente às vezes que digo sim porque sou uma people pleaser e, ao que parece, esta é a forma de esconder as minhas inseguranças e baixa auto-estima. Não quero ser vista como uma pessoa egoísta que só se preocupa com os seus interesses. Tenho uma tendência enorme a dizer sim sem pensar, principalmente a pessoas que considero superiores a mim.

Com certeza não serei a única mas, digo mais facilmente sim a desconhecidos do que às pessoas mais próximas de mim quando deveria arriscar mais com quem me conhece melhor ou com quem mostra real interesse na minha pessoa.

No fundo, a pessoa mais importante sou eu e as minhas decisões deverão ser feitas conforme os meus interesses e o meu bem estar. Felizmente, e olhando para o passado, vejo que tenho aprendido e já tenho dito não em diversas circunstâncias e quase sempre de forma cínica cordial.

daqui

10
Ago20

Para que aprendo ou estudo?

(Pergunta original: what are you learning and studying for?)

Suponho que a pergunta não se limita às aprendizagens somente académicas mas àquelas a que nos sujeitamos diariamente, consciente e inconscientemente 

Acho que toda a gente procura ser a sua melhor versão e que trabalha para isso todos os dias da melhor forma que sabe. Cada pessoa tem a sua ideia individual de sucesso e procura-o de formas diferentes com os recursos que tem.

Focamo-nos em demasia nas aprendizagens académicas descurando as pequenas lições do dia a dia e a importância que estas têm no nosso desenvolvimento. As relações com os outros, no bom e no menos bom, são ótimas ferramentas para o auto conhecimento.

No meu caso, tenho uma grande vontade de aprender sobre quase tudo. Acho que esta vontade tem muito a ver com a minha baixa auto estima. Sou muito calada e em conversas gostava de ser mais participativa e assertiva. Fico sempre com a sensação de que me coloco de parte porque não percebo de nada. Sendo calada, absorvo muito as opiniões e os pontos de vista de todos à minha volta mas, como boa diplomata, não me coloco em discussões e sou capaz de compreender a posição de (quase) toda a gente.

Quanto às micro lições diárias, precisamos de muito mais tempo do que um par de anos para nos compreendermos. A nós e ao mundo. Até porque tudo está em constante mudança.

daqui

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