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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

21
Out20

Se não controlo o que me acontece, o que me resta?

Pergunta original: If I don't control what happens to me, what is left?

Considero-me uma control freak, mas com depressão. Uma mistura de vontade de querer controlar e fazer tudo com o desleixo e o deixa andar a que a depressão me obriga.

daqui

Já fiz esta reflexão antes. Sobre o que posso e não posso controlar. Tenho uma noção muito recente desta minha necessidade de controlo e da forma rígida com que me faz ver e viver a vida. Tive muito pouco controlo sobre a minha vida enquanto cresci. Foi-me dada responsabilidade sobre mim mesma desde muito cedo mas a liberdade não veio no mesmo pacote. E a liberdade a que me refiro não é, necessariamente, a física. Foi, acima de tudo, a liberdade para ser eu que me foi barrada. Fui reprimida por grande parte das pessoas à minha volta. Tanto na escola como em casa. Em casa reprimia os meus sentimentos e a minha extroversão, na escola era chamada à atenção e era gozada por ser emotiva e impulsiva. Devagarinho fui mirrando e hoje em dia aquilo que mais domino é não ser eu, apesar de esta tendência estar a diminuir.

Não será surpreendente perceber que a necessidade que temos de controlo está muito ligada a ansiedade, a este estado constante de alerta.

Mas o que nos resta, então, se sabemos que não podemos controlar tudo o que nos acontece?

Conheci uma pessoa em particular cuja vida invejo. Mas a inveja boa que eu cá não sou pessoa de destilar veneno. Quando o conheci e nos fomos conhecendo mais a fundo, fiquei fascinada como vive a vida dele para cada minuto presente. Faz mil e uma atividades, nunca está parado e tenta sempre superar-se a cada coisa que faz. Cheguei a projetar a minha inveja nele e achar que me estava a apaixonar. Mas quando escavei um bocadinho mais e comecei a ver a pedra em bruto que estava debaixo de tantas camadas de areia, percebi as verdadeiras razões que nos levam a comportar como comportamos. Esse comportamento vai depender da educação e dos valores que recebemos e que trazemos connosco. Este amigo temporário que tive sempre esteve rodeado de amigos e tem uma família numerosa muito unida. Sofreu um desgosto amoroso que o fez sentir solidão pela primeira vez e, apesar da vida calma e relaxada que tem, é incapaz de adormecer no silêncio total.

N"o que me resta?" é que está a parte mais difícil. Resta-me relaxar e ir com a brisa. A questão é que a minha brisa está deprimida e, não só não vai a lado nenhum, como não me deixa fazer nada.

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