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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

29
Jun21

Quais os Meus Medos

Aaaaaaaai.... os meus medos! São tantos que nem sei nomeá-los.

Na semana passada fiz um workshop de Inteligência Emocional. Apesar de a matéria não ter sido novidade para mim, foi bom praticar e relembrar técnicas de auto gestão. Isto, para dizer que o medo é uma das emoções base que regem a nossa vida e existe para nos alertar. Medo é, provavelmente, o sentimento mais predominante em mim. Já há algum tempo tomei consciência de que muito do meu discurso começa com "Tenho medo...". É algo bastante automático mas, por isso mesmo, reflecte bem a minha disposição em relação ao mundo e à vida. Sou um saco de medos andante e os que mais me limitam são os psicológicos (provavelmente como a maioria de nós), aqueles que vivem e se alimentam de outros medos e deixam de ter razão de existir.

Um medo que parece que tem vindo a piorar ao longo dos anos foi o medo de água, de mergulhar, de estar debaixo de água. Não sei (nunca aprendi) a suster nem a tamponar a respiração. Não sei mergulhar de forma nenhuma. Nunca aprendi a nadar embora saiba dar aos braços e saiba boiar (de barriga para cima sempre!) mas no momento em que me aperceba de que não tenho pé, entro em pânico. Quando frequentava aulas de hidroginástica ainda cheguei a pedir aulas individuais de natação mas a piscina acabou por fechar e... Covid.

Tenho medo de falhar porque nunca fui elogiada. Fui despedida duas vezes e pressionada a despedir-me uma vez. Não fui boa aluna, não tinha boas notas e os outros eram (e são) sempre melhores que eu. Tenho medo de tomar iniciativa porque não sei por onde começar nem se estou a começar pelo sítio certo. Qualquer crítica que me façam sinto-a sempre como destrutiva. Tenho medo de tomar decisões, de falar e dar opiniões. Tenho medo de conflito. Medo do desconhecido.

Há muitos medos, os mais profundos, que não consigo sequer compreender de onde vêm nem quais são. Tenho medo de nunca ser compreendida nem validada. Tenho medo de nunca sentir vitalidade. Tenho medo de intimidade. Muito medo.

Como posso ultrapassá-los? Não sei mas não será, com certeza, com uma varinha mágica. Este último ano foi imensamente útil para treinar os meus pensamentos e conseguir contestar toda a negatividade que me alimento. Talvez cada medo venha numa altura particular e estratégica da vida e aí teremos de encontrar formas de o enfrentar. Uma coisa que também aprendi é que não devemos fugir do medo. Devemos, sim, senti-lo e observá-lo sem deixar que tome conta de nós.

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