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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

03
Jul20

Porque estar doente é supé glamouroso

Ao que parece a revista Vogue Portugal está sob os radares por causa da sua última capa. Que, aliás, são 4, alusivas à saúde mental. Não leio nem vou ler mas sei que esta edição fornece artigos sobre a história de instituições e como o assunto tem vindo a ser tratado, e entrevistas com especialistas no assunto. 

Considero-me uma pessoa com muito bom humor, acho que devemos gozar com TUDO. A capa não me ofende, de todo (sendo eu uma pessoa que vive com depressão), mas é exatamente este tipo de representação antiquada que previne uma melhor compreensão das doenças do foro psicológico.

Pior. Impede aqueles que sofrem em silêncio de procurar ajuda por medo de chacota. Os mais jovens já se sentem mais à vontade e falam sobre o assunto. Contudo, os mais velhos (não tão velhos assim) têm mais dificuldade em abrir-se. Pessoas com 30 anos ou mais ainda estiveram expostos a esta representação da saúde mental através dos media (manicómios e asilos, lobotomias, terapia de choque, amarras).

Somos o país da Europa com mais casos de depressão. Todas as doenças que se inserem neste espectro vão muito além da doença física e os media entram num campo perigosíssimo quando se romantizam estas doenças e o próprio suicídio.

Porque uma imagem vale mais que mil palavras e nem toda a gente paga 10€ para ler a Vogue.

Gosto de achar que não me insiro nesta geração de gente que se ofende com tudo (e repito, não me sinto ofendida com a capa), mas a imagem aliada ao tema estão, na minha opinião, um pouco desencontrados.

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