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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

22
Abr20

Opiniões

Valem o que valem.

Ao ler este artigo (para ser sincera li-o na diagonal que de números e estatísticas estou eu farta! Já sabemos que o mundo vai bater no fundo) fui de imediato transportada à capital grega onde estive há 3 anos.

O estado da cidade (e de outras zonas) deixou-me francamente chocada e revi Lisboa na mesma situação num futuro não muito longínquo.

Qualquer cidade tem a sua beleza, nem que seja a que foi em tempos e de que guardamos na memória.

Sou profissional de Turismo mas não consigo aceitar a forma como a indústria se tem desenvolvido. Não apenas em Portugal como no Mundo. Acredito que a maior parte das pessoas não gosta de viajar. Fá-lo porque é socialmente aceitável ou pelo sucesso que as fotografias terão nas redes sociais e o prestígio que isso trará. O nosso status já não é definido apenas pelas roupas que vestimos ou pelas nossas posses, é definido também pelo número de países visitados. E quantos mais em menor tempo, melhor. Vejo nesta correria, uma fuga aos problemas do dia a dia com os quais não sabemos lidar. De repente viajar tornou-se sinónimo de crescimento pessoal e espiritual e todos queremos ser iluminados da noite para o dia.

Não quero que se deixe de viajar. A interculturalidade é, definitivamente, uma experiência riquíssima que dissolve fronteiras e preconceitos (contraditório a movimentos xenófobos e racistas cada vez mais presentes). Gostava apenas que o Turismo fosse feito de uma forma mais consciente, desde as companhias aéreas que escolhemos, ao alojamento e às atividades no destino. Deem preferência a empresas que se preocupam com os seus empregados e os tratem com respeito, reservem aquele alojamento familiar. Utilizem motores de busca para decidirem a vossa escolha mas tentem sempre reservar diretamente com o alojamento. Esses motores de busca cobram uma comissão e nem sempre os donos do alojamento ajustam os preços adequadamente. Se tiverem preocupações ambientais, é mais provável que pequenos negócios tenham esse cuidado em contraste com grandes cadeias hoteleiras (que tendem também a pagar salários mais baixos). Consumam o que seja local: tours de pequenas empresas poderão ter menos pessoas e proporcionar experiências menos convencionais e que fogem às massas.

Caso prefiram pacotes de meia ou pensão completas, utilizem agências de viagem das vossas localidades. São efetuados por operadores e agências, compostos através de trabalho árduo, procurando os melhores preços e negociando alojamento, transporte e guias intérpretes oficiais. Tem igualmente a vatagem do fator humano. Recorrer a um agente com quem possam falar cara a cara em caso de dúvidas, não correndo o risco de ficarem de mãos a abanar com agências online internacionais porque não leram as letras miúdas. E digo isto pelo contacto diário que tenho com viajantes que ainda não compreendem o que são termos e condições.

 

É a minha opinião. Vale o que vale.

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