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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

24
Dez20

Não sei que nome dar a este post

Tenho andado há semanas a adiar confrontar-me a mim e a forma como me tenho comportado nos últimos meses. E por entre trabalhos do curso e cursos de artes manuais em que me tenho inscrito, fui arranjando desculpas para não lidar com isto. Nem sei por onde começar...

Sou uma pessoa extremamente sensível. Há muitos comentários que parecem inofensivos mas que me destroem em milissegundos e que me fazem retrair preferindo ficar sozinha e não interagir com outras pessoas. Gosto muito de fazer piadas e de manter ambientes descontraídos e informais mas nunca o faço às custas de outra pessoa. Exatamente por ter esta minha sensibilidade.

Já por aqui comentei que os últimos meses (desde outubro para ser mais precisa) têm sido de muita introspeção e auto reflexão (e isto nem sempre é positivo) e acabei por perder contacto com as pessoas. Deixei de, simplesmente, responder a mensagens e atender telefonemas. Por vezes, na troca de mensagens dos grupos de Whatsapp, há palavras ou expressões ou atitudes que me fazem, de imediato, sentir uma depressão intensa. Muito frequentemente (a maior parte do tempo para ser sincera) sinto-me relegada para um plano inferior em conversações e interações com outras pessoas. E aqui encaixa na perfeição a expressão "não estamos ao mesmo nível", ie, não me identifico com estas pessoas. E já o sinto há algum tempo. Falo em particular de duas amigas e, por extensão, respetivos apêndices. Estão, a meu ver, avançad@s em relação a mim nos seus vínculos afetivos (entre eles), nos seus desejos e planos futuros de tal forma que só me dá para ficar calada quando estamos juntos.

Aquilo que me fez escrever tudo isto não está apenas relacionado com eles. Está relacionado com uma mão cheia de pessoas que apenas se lembra de mim quando eu deixo de estar presente. E faço-o porque estou em baixo. Estou muito habituada a estar sozinha e a ultrapassar os meus obstáculos sozinha. Para ser honesta até, gostava de ter mais atenção. Gostava de me sentir menos só. Gostava que me fizessem perguntas sobre o meu estado de saúde em vez de varrerem o assunto para debaixo do tapete e fingir que está tudo bem. E quando estamos juntos há um momento de bem estar mas quando chego a casa percebo que afinal não está. Imediatamente após qualquer socialização, comparo-me de uma forma quase obsessiva aos meus pares e sinto-me totalmente perdida. Gostava de ter alguém que me tocasse e sentisse o que sinto e compreendesse as minhas preocupações sem as desvalorizar, sem me passar a mão pelas costas porque a pena pela minha dor não a ajuda a sarar.

As pessoas têm as suas próprias vidas, os seus próprios problemas e sei, no meu caso, que estou por mim mesma mas já a ficar sem forças.

Não quero, em noite de Natal, que este seja um post negativo. Apenas consegui algum tempo e inspiração para conseguir escrever um pouco sobre o turbilhão de ideias e sentimentos que me têm comprometido nos últimos meses. Sinto imensa vergonha da pessoa que tenho sido ultimamente mas não acho justo martirizar-me nem tomar total responsabilidade pelos meus atos. Sou eu que sofro, sim. Mas sofreria de qualquer forma.

Neste momento quero tornar-me melhor pessoa mas tenho medo de não ser compreendida.

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