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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

18
Dez20

Momento Marcelo Rebelo de Sousa V

Tudo o Que Não Vemos

O quinto e último livro que li na totalidade este ano foi este. "Tudo o Que Não Vemos" de Ziya Tong. Confesso que o comprei quase apenas pelo aspeto. Vi-o, senti-o, li alguns comentários e decidi levá-lo. O livro está impresso totalmente em papel de cana de açúcar reciclado e o principal intuito da autora é alertar o público para os ângulos mortos da raça humana e rebentar a bolha em que flutuamos. A autora é uma apresentadora de televisão de programas relacionados com ciência no Canadá e é vice-presidente da World Wildlife Fund Canada. Esta posição de constante aprendizagem científica deu-lhe confiança para escrever este livro que, honestamente, quase o senti como uma forma de forçar o seu estilo de vida mas depois acalmei as minhas hormonas e deixei de pensar assim e permiti-me assimilar a informação que me foi passada. Se choca? Talvez a alguns mas a mim não. Apenas confirma o que, no fundo, sabemos que o ser humano pode fazer por lucro. Algumas das frases chave são:

"70 porcento do salmão disponível no mercado global é de aquacultura e todo ele é artificialmente colorido com cantaxantina e astaxantina, que são carotenóides sintéticos produzidos a partir de petroquímicos."

"Oito horas de trabalho manual humano é o equivalente à energia existente em três colheres de sopa de petróleo."

"Em outubro de 2016, as documentaristas Deia Schlosberg e Lindsey Grayzel foram presas por filmarem protestos contra oleodutos."

"Investigadores descobriram um verdadeiro zoológico de bactérias - 2368 espécie diferentes - quando analisaram amostras tiradas dos umbigos de 60 pessoas."

"Hoje temos câmaras em toda a parte exceto nos lugares de onde vem a nossa comida, a nossa energia e para onde vai o nosso lixo."

SINOPSE

Fomos educados para acreditar que tudo aquilo que vemos é real. Ziya Tong, o rosto dos mais importantes programas científicos do Canadá, começa este livro a falar sobre os limites físicos da visão, para nos provar que apenas vemos uma parcela ínfima da realidade. E a partir daí, desvenda-nos os ângulos mortos, sociais e culturais, que nos impedem de ver o mundo como ele é. Desde logo, a comida. Afastámo-nos de tal modo da origem dos alimentos que já não sabemos o que comemos. Olhamos para uma posta de salmão de aquacultura sem imaginar que aquela bonita cor é dada por um corante feito à base de petroquímicos.
Numa viagem guiada pelo tempo e espaço, a autora mostra-nos muito daquilo que os média ignoram: desde a origem da energia que nos move e aquece, ao destino que damos ao lixo (custa a acreditar que há cem anos não havia plástico; e que daqui a 30 haverá mais plástico do que peixes no oceano). Tudo o que fazemos, desde os nossos hábitos de sono às férias que gozamos, é determinado pela evolução de conceitos abstratos, que já nada têm a ver com a nossa natureza.
Tudo o Que Não Vemos é um exercício de divulgação científica de um extraordinário alcance - tão depressa estamos a revisitar a pré-história do petróleo como a descobrir um gigantesco observatório de neutrinos enterrado numa montanha do Japão. E ao longo desta viagem começamos a perceber até que ponto andamos às cegas - e como este livro nos abre os olhos.

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