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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

07
Out20

Estoicismo

Dado estar nesta jornada estóica, acho que me competia ler e compreender um bocadinho mais sobre o Estoicismo. Há uns meses atrás, enquanto lia o "Caibalion" (que, não vou mentir, não estou na altura certa para o compreender e há-de merecer re-leituras), ouvia palestras da professora e filósofa brasileira Lúcia Helena Galvão que gravou um vídeo por cada capítulo do livro. Tem uma forma muito simples de explicar filosofia e as palestras voam. Por causa destes vídeos o Youtube começou a sugerir-me outros vídeos relacionados com filosofia e muito em particular sobre o Estoicismo.

Segundo os seus seguidores, "para viver uma boa vida, era preciso entender as regras da ordem natural, uma vez que ensinavam que tudo estava enraizado na natureza". Mais tarde "enfatizaram que, porque "a virtude é suficiente para a felicidade", um sábio era imune ao infortúnio". "O estoicismo ensina o desenvolvimento do autocontrole e da firmeza como um meio de superar emoções destrutivas. Defende que tornar-se um pensador claro e imparcial permite compreender a razão universal (logos)."

"De acordo com os estoicos, os sentidos recebem constantemente sensações: pulsações que passam dos objetos através dos sentidos em direção à mente onde deixam uma impressão na imaginação (phantasia). Uma impressão originária da mente era designada de phantasma."

Revejo muito nesta forma de pensar a filosofia oriental que tanto reverenciamos hoje em dia. A ideia de que a felicidade reside em nós próprios e não a alcançamos nem a experienciamos através de estímulos exteriores; o conceito de ego e como este se interpõe como elemento discordante nesse caminho de felicidade.

O autocontrole e firmeza para superar emoções destrutivas mais não é que a capacidade que podemos desenvolver para pura e simplesmente conseguirmos desligar e não alimentar as chamadas emoções negativas. Quem tem poder sobre as suas emoções, tem poder sobre o rumo que dá à sua vida, sobre a qualidade da sua vida e sobre a sua felicidade.

Esta corrente filosófica teve em Marco Aurélio um dos seus mais reconhecidos seguidores. Às vezes penso que vivemos uma espécie de neo-medievalidade. Fico curiosa por saber que nome daremos daqui a 500 anos a este início de milénio. Hoje em dia falamos muito em pensar por nós próprios e não dar ouvidos a todo o ruído que nos envolve. Ao mesmo tempo não somos encorajados a fazê-lo. E acho que não o fazemos por medo. De sermos mal vistos, de não pensarmos da forma certa ou de não pensarmos como é suposto ou porque nos consideramos ignorantes e não nos compete pensar sobre determinados temas. Sou das primeiras a assegurar que não existem perguntas parvas mas também sou a primeira a calar-me quando quero e preciso fazê-las.

Produz para ti próprio uma definição ou descrição da coisa que te é apresentada, de modo a veres de maneira distintiva que tipo de coisa é na sua substância, na sua nudez, na sua completa totalidade, e diz a ti próprio se é seu nome apropriado, e os nomes das coisas de que foi composta, e nas quais irá resultar. Pois nada é mais produtivo para a elevação da alma, como ser-se capaz de examinar metódica e verdadeiramente cada objeto que te é apresentado na tua vida, e sempre observar as coisas de modo a ver ao mesmo tempo que universo é este, e que tipo de uso tudo nele realiza, e que valor todas as coisas têm em relação com o todo.

Marco Aurélio

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