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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

15
Dez20

Momento Marcelo Rebelo de Sousa II

A Insanidade das Massas

Não me lembro que pesquisa fiz no site da FNAC em Março mas acabei por encomendar este e outro livro do qual falarei amanhã. Comprei-os apenas pelo título e pela pequena descrição que o acompanha. Não sabia nada dos autores. Só quando chegaram a casa é que fiz essa pesquisa. A primeira frase que li sobre o Douglas Murray foi "... autor e comentador político conservador britânico..." e imediatamente a minha mente idiota que nada percebe de política começou a arrepender-se de ter comprado o livro pensando que ia entrar num mundo de endoutrinação. Faço parte daquilo que acho ser uma grande maioria do povo que se sente bastante dividido entre os extremos que vivemos hoje em dia e este "moço" fala disso mesmo. Dos extremos. Da politização de tudo e de como esta politização aumenta o fosso entre as chamadas esquerda e direita.

A leitura começou um pouco lenta, sou sincera. Talvez pela minha reticência em lê-lo e medo de ler coisas que não quereria ler (estupidez, bem sei!) e o primeiro capítulo arrastou-se. Mas as poucas tardes passadas deitada na praia durante o verão fizeram-me querer ler mais e mais e li-o relativamente rápido, com muitas dobras nas pontas das folhas a assinalar aquilo que mais me marcou. Há factos dos quais não tinha a mais pequena ideia e sobre os quais não ouvimos falar nas nossas notícias mas que afetam o nosso dia a dia. O livro fala sobre sexualidade, género, tecnologia e raça.

A mensagem que retiro do livro é uma de tolerância. Tão simples quanto isto. Que é exatamente o que não temos visto entre a nossa raça.

SINOPSE

Neste seu novo livro, Douglas Murray analisa os assuntos mais fraturantes do século XXI, revelando as novas guerra culturais que acontecem nas empresas, nas universidades, nas escolas e dentro das nossas casas, em nome da justiça social e das políticas de identidade. Vivemos numa era em que as noções de religião e ideologia política colapsaram. No seu lugar emergiu um desejo cego de corrigir o que está errado e uma militância de identidade, ambos potenciados pelas redes sociais.
A agenda acabou dominada por um conjunto restrito de interesses enquanto a sociedade se torna cada vez mais tribal - e, como o autor mostra, as baixas estão a aumentar. Nenhum leitor, de qualquer quadrante político, pode ignorar este livro provocativo que procura dar sentido à discussão sobre os temas mais complicados do momento. A Insanidade das Massas termina com um impressionante apelo à liberdade de expressão, aos valores comuns e à sanidade numa era de histeria.

14
Dez20

Momento Marcelo Rebelo de Sousa I

O Caibalion

Este ano foi estranho. Passou a correr e sinto que pouco fiz. Mas consegui terminar de ler 5 livros. Para os mais ávidos leitores pode não parecer muito mas a minha história é diferente...

O feito começou logo em Março. Este livro andava pelas prateleiras cá de casa. Olhei para ele, fininho... "Começo com este", pensei. O livro é do meu irmão. Aconselhou-me a ler o livro devagar, capítulo a capítulo (são pequenos) e, depois, ver as palestras da Prof.ª Lúcia Helena Galvão através do canal de Youtube Nova Acrópole Brasil. Ajudou imenso a compreender o livro. Ela exprime-se de uma forma simples e coloquial, acessível a qualquer pessoa.

Ainda assim, a minha cabecita não está preparada para receber este tipo de informação. Acabei o livro mas, com toda a certeza, voltará às minhas mãos.

RESUMO

UM DOS MAIORES CLÁSSICOS DO ESOTERISMO OCIDENTAL ENSINAMENTOS DA FILOSOFIA HERMÉTICA PARA APLICAR NO DIA A DIA

Os preceitos da filosofia hermética permaneceram em segredo por mais de dois mil anos, graças a uma linguagem obscura e a densas alegorias.

Este guia conciso oferece uma interpretação moderna da doutrina, destilando os seus ensinamentos com sete princípios que podem ser aplicados ao auto desenvolvimento na vida diária.

Escrita e publicada no início do séc. XX por estudantes anónimos do hermetismo, esta obra introdutória traz preceitos e axiomas do antigo hermetismo, comentados e explicados para uma nova era e um novo público. Publicado originalmente em inglês, nos Estados Unidos, este Caibalion é mesmo um fruto de nosso tempo, porém refere-se a outro Caibalion, bastante mais antigo e oculto, que se perdeu nos anais da história, mas que se encontra preservado nas mentes e nas almas de todos aqueles que não deixaram morrer a chama.

Acaso deseje tornar-se um jogador no tabuleiro do xadrez da vida, e não uma mera peça a ser movida pelas circunstâncias e influências externas, este pequeno livro cheio de luz pode ser o seu guia nas noites mais escuras.

Os lábios da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento

07
Dez20

Artes Manuais

Em Março vim para casa e desde então que procuro formas de me entreter. Além do hábito de leitura que consegui ganhar, logo no início do confinamento encomendei duas telas para pintar por números. Já tinha uma que foi terminada entretanto, a segunda está quase a ser terminada e a terceira, e mais difícil, terá a sua vez.

Os últimos dois meses foram um bocadinho mais severos e obrigaram-me a mais introspeção. Para fugir à ruminação, achei que seria boa ideia envolver-me em projetos mais artísticos. Não com o objetivo de criação de um potencial negócio (para o qual não existe sequer mercado suficiente em Portugal e creio já estar sobrelotado) mas com o intuito de recreação, reinvenção e, acho que acima de tudo, pelo reencontro comigo mesma.

Qualquer arte manual é vista e tida como uma certa forma de terapia nos dias de hoje e foi com isso em mente que comecei a "fazer a minha cama" para o ano novo. Com tanta incerteza em relação ao futuro, decidi inscrever-me em quatro cursos que, creio, se complementam: joalharia em macramé, macramé: técnica emballage, joalharia têxtil e um género de tecelagem sobre o qual já falo um pouco mais. Confesso que quando leio a palavra macramé os meus olhos já reviram porque modas e modinhas dão-me urticária mas bora lá ver a magia da coisa. Vou publicando por aqui os meus projetos até porque tenho acesso ilimitado e vitalício aos cursos.

Há umas semanas atrás enquanto vagueava pelo Facebook (NOTA: deixei de colocar likes em páginas para que o FB não me sugira 500 mil mais páginas sobre coisas que não me assistem) encontrei um anúncio a um workshop sobre tecelagem de mandalas. A palavra mandala também me dá urticária mas gostei do trabalho da moça e inscrevi-me no cursinho gratuito que ela ia abrir. Duas aulas práticas, técnica super fácil e realmente dei por mim a querer usar todas as lãs que andam por esta casa. Os resultados são estas "mandalinhas", tecidas em paus de churrasco. Nas fotografias não se nota mas estão super imperfeitas e nada simétricas o que me faz querer aperfeiçoar a técnica. Inscrevi-me no curso a sério e vou partilhando por aqui os projetos que vou acabando.

Espero que gostem e que vos inspire  A verdinha foi a primeira mas a lã estava tão gasta que quase se desfez com a tensão que criei. A roxa foi a segunda, mais freestyle para ver se conseguia fazer os passos todos sozinha. A terceira foi a rosa com uma nova técnica aplicada e que faz um efeito muito giro. A azul foi também ideia minha de juntar 2 linhas de cores diferentes com um efeito estrela.

 

02
Out20

Natal Vinte Vinte

O Natal não me excita.

Nunca ninguém foi capaz de me passar esse espírito que, lá está, não sei o que é.

Muito raramente juntávamos a família e quando o fazíamos havia a pressão para dar presentes a toda a gente. Sentia-se pouco a excitação e felicidade de estarmos juntos. Era só mais um almoço ou mais um jantar. Alguns membros da família (principalmente as que se juntaram por casamento) pareciam aves de rapina de olhos críticos nos presentes que se distribuíam. Como qualquer criança também queria brinquedos mas perdi, bastante cedo, o interesse em os receber. Brinquedos deram lugar a envelopes e cartões com dinheiro e, já como trabalhadora, a nada ou quase nada.

Hoje não me sinto confortável a receber presentes. Acho que pelo carácter temporário e impositor que as festividades ou datas especiais têm. Porquê presentes? Porquê um objeto ou uma qualquer outra traquitana que apenas vai acumular pó? Que raio de tradição é esta de substituir sentimentos por presentes?

Perdi o hábito de comprar e oferecer prendas e peço que me façam o mesmo a não ser que sejam objetos que tenham uma real utilidade. Nem toda a gente compreende.

Isto tudo para dizer que, excecionalmente, vou dar prendas neste Natal de vinte vinte. Algo original, feito por mim. Partilharei por aqui os meus projetos.

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