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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

14
Out20

Quais os meu Vícios?

Pergunta original: What Am I Addicted To?

Para além de açúcar... Sou viciada em pensamentos. Sou viciada em encravar e ficar num círculo vicioso de pensamentos.

E os vícios deveriam dar um kick de bem estar mas este não. Este não só não me faz sentir bem como me destrói tanto como outros vícios. E nunca permite uma pausa. Os pensamentos são constantes. Desde o momento em que acordo até aos últimos segundos em que estou acordada. E não me deixam adormecer rápida e descansadamente.

Sou viciada em pensamentos que me perturbam. Aqueles que apenas são memórias e despoletam os "devias ter feito" e os "devias ter dito". Fico a pensar como a minha vida teria sido bem mais diferente. E quando o passado não me assombra, o futuro preocupa. "Se isto acontecer" ou "se não acontecer", faço mil e um planos para ter a certeza de que tenho tudo controlado. Como se este desassossego não bastasse, até em sonhos me agito. Vejo pessoas do passado que comentam a minha vida e se riem às minhas custas, sou atormentada por cheias de águas sujas e visitada por sombras que me fitam do canto do meu quarto. Mas o pior tipo de pensamentos que tenho são os de teor imaginário. Os que não são úteis. Não me deixam avaliar o passado que foi real nem planear o futuro.

Já mencionei por aqui que sou um sentir humano e esta faculdade de sentir demais reflete-se no meu pensamento compulsivo. Penso o que sinto e sinto o que penso. Sou o que penso.

Num tom mais informativo, uma pessoa tem entre 60,000 e 80,000 pensamentos por dia, dos quais a grande maioria são inúteis. Raros são os pensamentos originais e que nos elevam.

Leitura

You are not a helpless victim of your own thoughts, but rather a master of your mind.

Louise Hay                        

daqui

05
Out20

Como posso manter a minha mente limpa?

Pergunta original: How Can I Keep My Mind Clear From Pollution?

Suponho que o objetivo da meditação seja esse. Ou algo do género.

daqui

Para mentes macacas como a minha, manter-me ocupada não funciona. Não há forma de ter pensamentos mais saudáveis ou menos intrusivos. Se me concentro em algo que não necessita de usar palavras ou pensamentos concretos, sou levada por memórias e revivo momentos dolorosos e assuntos inacabados.

Sou muito mais disciplinada com exercícios físicos, não tanto com a minha mente pelo que serei a pessoa menos indicada para falar do assunto. Há uns anos conseguia por breves segundos manter a mente limpa concentrando-me apenas no ar a entrar e a sair do meu nariz. Imaginava um plano fechado das minhas próprias narinas e os pelos a mexerem ligeiramente com o movimento do ar.

Se pensarmos bem, manter a mente limpa é um trabalho contínuo consciente que se torna inconsciente. Tal como a respiração diafragmática. Se já consigo controlar melhor a minha respiração, o mesmo não posso dizer da mente. E creio que qualquer pessoa que leia isto confirma que é um exercício extremamente difícil para as vidas que seguimos hoje em dia. Vivemos num caos mental e não conseguimos calar a nossa vozinha interior. Quando estou desesperadamente assoberbada com barulho interior e exterior, entro em curto circuito. Como introvertida, esta confusão retrai-me e dava tudo para ser um caracolinho.

Buddha dizia que a mente macaca é como ter na nossa cabeça uma árvore com muitos ramos. Os nossos pensamentos são macacos que discutem e saltam de ramo em ramo, atrás uns dos outros. Podemos dedicar meia hora do nosso dia a essas nossas inquietações e transpô-las para papel. Outra forma de "sair da nossa cabeça", é sair de casa. Os barulhos e todas as informações sensoriais exteriores, preferencialmente da natureza, fazem com que a nossa atenção se vire para fora. Uma dica que me ajuda em períodos mais difíceis é falar com os meus pensamentos. Não os nego. Simplesmente os deixo "falar" mas respondo quando sei que não têm razão.

Tenho um teste para fazer daqui a menos de 24 horas cuja matéria pouco me interessa e não me apetece estudar! Deixo-vos este link com mais informação.

Deixem os macacos viver!

24
Set20

Quem Sou Eu?

Quem sou e o que represento?

Pergunta Original: "Who am I and what do I stand for?"

Podia achar que a resposta à pergunta sobre quem sou seria fácil mas pode ser mesmo a mais difícil.

daqui

Definimo-nos através das nossas profissões, da nossa idade, de onde somos e pelo que temos. Mas somos mais do que isso. Nos últimos anos tenho-me definido pelo que sinto ser. É a forma como me vejo. Sou um sentir humano, mais do que ser humano. Passo muito do meu tempo a desenrolar emoções e sentimentos. O que sinto em relação a mim, em relação a quem me é próximo e menos próximo e em relação ao mundo. Tenho uma identidade mas não a sei descrever. Ou teria falar de mim e da perceção das minhas memórias durante muito tempo.

Há quem defenda que a depressão seja uma perda ou falta de identidade. Em parte acredito que sim pois foi assim que sempre me senti. Não faço parte do grupo dos que acreditam que a depressão poderá ser causada (entre outras coisas) por um desequilíbrio químico do cérebro. Acredito que o contrário aconteça. A depressão causa desequilíbrio ou o desequilíbrio tem causas mais profundas. Mas a depressão aparece sempre por um motivo nem sempre óbvio e esse motivo não tem de ser catastrófico. Basta algum acontecimento colocar em causa a nossa forma de ser e o que defendemos e com o que nos identificamos num momento em que estejamos mais sensíveis, ou algum padrão de acontecimentos que se estendam no tempo que nos afecte a longo prazo.

Sei que a depressão é uma condição bastante complexa e que envolve muito mais variáveis mas também acho que a complicamos demais.

Saber identificar aquilo que represento pode ajudar a responder à pergunta quem sou. Como ser individual não me consigo desligar da ideia de que faço parte de toda uma raça e que estou ligada de alguma forma a todos os seres humanos. Aquilo que defendo é a sobrevivência da comunidade humana e uma vivência pacífica, simples, consciente e sustentável.

O universo é complexo e há um universo em cada um de nós. Todos somos infinitamente complexos.

02
Set20

Propósito de Vida

Uma noite destas fiz uma pesquisa rápida no Google sobre propósito de vida porque não faço a mínima ideia do que escrever sobre o assunto. A verdade é que sonhei com isto de uma forma bastante filosófica e quando acordei surpreendi-me a mim própria por ter chegado a tais conclusões durante o meu sono.

Mas, como acontece com tantos sonhos, esqueci-me de tudo 

Vou escrever algo estranho mas que me faz sentido e que, infelizmente, não tenho capacidade de aprofundar. Há cerca de 10 anos li um livro (Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian Weiss) que me despertou para este assunto e tenho lido muita informação que converge nas mesmas conclusões. Acho que todos nós temos um propósito de vida kármico. A decisão de voltar a viver após a morte, é nossa. E a decisão da vida que escolhemos antes de voltar também é nossa. Por uma questão de pura evolução espiritual. A alma não é ego e não escolhe a vida em função de riqueza nem bens físicos.

Daquilo que compreendo, o propósito de vida de cada pessoa (alma) poderá passar pela ajuda e auxílio a terceiros (contratos kármicos) e não necessariamente de forma física, como poderá ser a superação de problemas e conflitos pessoais internos mas, tendo sempre em vista a nossa evolução espiritual.

Não me alongo mais porque não sou mesmo a melhor pessoa para desenvolver o assunto. É um tema que me apaixona mas é de muito difícil compreensão para mim (para a cultura ocidental no geral).

Deixo só este link sobre um exemplo de Thukdam (observado quando um corpo é declarado clinicamente morto mas não demonstra qualquer tipo de decomposição).

28
Ago20

Como vemos o mundo. Como agimos.

Vejo o mundo de forma clara? Ajo de forma generosa? Sou capaz de aceitar o que não posso mudar?

Pergunta original: "Am I seeing clearly? Acting generously? Accepting what I can't change?"

daqui

Será que há alguém que veja o mundo de forma clara? O que é ver de forma clara? Há pessoas que acham que compreendem tudo e poderão ter razão ou não. E o oposto, com certeza, também acontecerá. Não terá, cada indivíduo, um conceito diferente de clareza?

Se vejo as coisas com clareza? Talvez algumas. Outras nem tanto. Para mim clareza está ligada à empatia, compaixão e compreensão (e às vezes à sua falta!) e nem todos nós, nem em todos os momentos, temos essa capacidade.

Não posso dizer que ando por aí armada em Madre Teresa de Calcutá a dar a minha vida e tempo de forma generosa mas tento não fugir aos meus valores no meu dia a dia. Isto passa por, simplesmente, mostrar respeito aos outros. De vez em quando lá ofereço ajuda para carregar sacos ou carrinhos para uma ou outra senhora subir ou descer escadas, embora nem sempre aceitem. Já dei dinheiro a quem me apanhou em alturas mais sensíveis mesmo que o dinheiro não tenha sido utilizado da melhor forma (fico, ao menos, de consciência tranquila), já dediquei algum tempo em trabalho voluntário para o Centro Comunitário aqui da terra e espero poder voltar a fazer uns turnos num festival que se aproxima. Se isso acontecer, aviso. 

Acho que cada vez mais aceito aquilo que não posso mudar. Acontecimentos do dia a dia... Como já referi, o atrasar do comboio ou o ter de esperar pelo próximo metro. Greves. Mas um pequenina parte de mim ainda me custa aceitar que, para aceitar o que não posso mudar, tenha de fazer parte de um sistema com o qual não me identifico e não quero alimentar. Tenho andado entretida com um livro sobre geopolítica. É um assunto que me despertou interesse há uns anos atrás e embora me perturbe tudo o que esteja a ler, sei que não podemos combater os podres da elite política (e não só) e como as suas decisões apenas reforçam a ideia de que somos tratados como gado insignificante. É uma forma muito negra de ver as coisas mas, ao mesmo tempo, libertadora. Remete-me mesmo à minha insignificância e impotência para alterar o que não posso!

10
Ago20

Para que aprendo ou estudo?

(Pergunta original: what are you learning and studying for?)

Suponho que a pergunta não se limita às aprendizagens somente académicas mas àquelas a que nos sujeitamos diariamente, consciente e inconscientemente 

Acho que toda a gente procura ser a sua melhor versão e que trabalha para isso todos os dias da melhor forma que sabe. Cada pessoa tem a sua ideia individual de sucesso e procura-o de formas diferentes com os recursos que tem.

Focamo-nos em demasia nas aprendizagens académicas descurando as pequenas lições do dia a dia e a importância que estas têm no nosso desenvolvimento. As relações com os outros, no bom e no menos bom, são ótimas ferramentas para o auto conhecimento.

No meu caso, tenho uma grande vontade de aprender sobre quase tudo. Acho que esta vontade tem muito a ver com a minha baixa auto estima. Sou muito calada e em conversas gostava de ser mais participativa e assertiva. Fico sempre com a sensação de que me coloco de parte porque não percebo de nada. Sendo calada, absorvo muito as opiniões e os pontos de vista de todos à minha volta mas, como boa diplomata, não me coloco em discussões e sou capaz de compreender a posição de (quase) toda a gente.

Quanto às micro lições diárias, precisamos de muito mais tempo do que um par de anos para nos compreendermos. A nós e ao mundo. Até porque tudo está em constante mudança.

daqui

06
Ago20

O que está, realmente, sob meu controlo?

De alguém que vive com ansiedade desde que é gente, ter as coisas sob controlo é muito importante e houve uma altura em que, não sabendo, sofri imenso a tentar controlar tudo e todos. O mais difícil de admitir e aceitar foi a necessidade exagerada de controlar o que os outros pensam de mim. E, se hoje ainda o tento fazer, estou cada vez mais desapegada dessa necessidade.

O que podemos controlar não é novidade para ninguém. O maior desafio é mesmo aplicar a teoria no dia a dia. Não despender energia a controlar quem quero ser para que os outros gostem de mim, não entrar em pânico porque o comboio está atrasado e chego ao trabalho fora de horas, evitar confrontos e debates para não ouvir o que não quero e ver a minha auto estima afetada, os devias ter feito ou devias ter dito.

Tenho controlo sob as minhas reacções às minhas emoções e às emoções e comportamentos dos outros.

Tenho poder sobre o meu pensamento.

daqui

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