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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

26
Dez22

uma carta para a pessoa que foste este ano

bfff... deixem-me começar por dizer que este ano passou a voar. ainda me lembro nitidamente do mês de janeiro. e acho que o ano passou rápido porque cada mês se destacou por alguma razão em especial. em particular os últimos 6 meses têm sido intensos. parece que, de certa forma, a minha vida desbloqueou. não foi um ano particularmente difícil. creio, até, que qualquer momento mais difícil se deveu, apenas, à minha atitude mais desafiadora e hesitante.

há uma coisa que reaprendi este ano: a ser mais eu. não me preocupar tanto com o que os outros pensam de mim. não sou má pessoa. não desejo mal a ninguém e estou de consciência tranquila. a imensa mesquinhice com que lido diariamente faz-me perceber que há coisas que realmente não são importantes.

é este tipo de melhoria que se quer. de ano para ano.

em resposta do desafio da Ana de Deus

21
Dez22

sobre as escolhas



Ora, se estamos todos muito bem preparados para reclamar liberdade para nós próprios, menos dispostos parecemos para reclamar sobretudo liberdade para os outros ou para lhes conceder a liberdade que está em nosso próprio poder; se conhecêssemos melhor a máquina do mundo, talvez descobríssemos que muita tirania se estabelece fora de nós como se fosse a projecção ou como sendo realmente a projecção das linhas autocráticas que temos dentro de nós; primeiro oprimimos, depois nos oprimem; no fundo, quase sempre nos queixamos dos ditadores que nós mesmos somos para os outros; e até para nós próprios, reprimindo todas as tendências que nos parecem pouco sociais ou pouco lucrativas, desejando muito que os outros nos vejam como simples, bem ajustados, facilmente etiquetáveis. Mas nenhum mundo realmente novo, e está o velho a cair aos pedaços, poderá realmente surgir sem que tenhamos por ideal exactamente o contrário: que a complexidade, que provavelmente é o natural do homem, como espelho, semelhança e imagem da totalidade que Deus é, se afirme sobre a simplicidade e deixemos finalmente de crucificar, para depois lhes levantarmos templos, todos aqueles que ousaram ser completos e complexos, e se não limitaram, para sua comodidade, ou nossa, a arrastar-se molemente na vida, como larvas de gente.

 




Agostinho da Silva, SOBRE AS ESCOLHAS, in TEXTOS E ENSAIOS FILOSÓFICOS, II, Âncora Editora, 1999, p. 226.

19
Dez22

"A Obsolescência do Homem"

Para sufocar antecipadamente qualquer revolta, não deve ser feito de forma violenta. Métodos arcaicos como os de Hitler estão claramente ultrapassados. Basta criar um condicionamento coletivo tão poderoso que a própria ideia de revolta já nem virá à mente dos homens. O ideal seria formatar os indivíduos desde o nascimento limitando suas habilidades biológicas inatas...

Em seguida, o acondicionamento continuará reduzindo drasticamente o nível e a qualidade da educação, reduzindo-a para uma forma de inserção profissional. Um indivíduo inculto tem apenas um horizonte de pensamento limitado e quanto mais seu pensamento está limitado a preocupações materiais, medíocres, menos ele pode se revoltar. É necessário que o acesso ao conhecimento se torne cada vez mais difícil e elitista... que o fosso se cave entre o povo e a ciência, que a informação dirigida ao público em geral seja anestesiada de conteúdo subversivo. Especialmente sem filosofia. Mais uma vez, há que usar persuasão e não violência direta: transmitir-se-á maciçamente, através da televisão, entretenimento imbecil, bajulando sempre o emocional, o instintivo.

Vamos ocupar as mentes com o que é fútil e lúdico. É bom com conversa fiada e música incessante, evitar que a mente se interrogue, pense, reflita.

Vamos colocar a sexualidade na primeira fila dos interesses humanos. Como anestesia social, não há nada melhor. Geralmente, vamos banir a seriedade da existência, virar escárnio tudo o que tem um valor elevado, manter uma constante apologia à leveza; de modo que a euforia da publicidade, do consumo se tornem o padrão da felicidade humana e o modelo da liberdade.

Assim, o condicionamento produzirá tal integração, que o único medo (que será necessário manter) será o de ser excluído do sistema e, portanto, de não poder mais acessar as condições materiais necessárias para a felicidade. O homem em massa, assim produzido, deve ser tratado como o que é: um produto, um bezerro, e deve ser vigiado como deve ser um rebanho. Tudo o que permite adormecer sua lucidez, sua mente crítica é socialmente boa, o que arriscaria despertá-la deve ser combatido, ridicularizado, sufocado...

Qualquer doutrina que ponha em causa o sistema deve ser designada como subversiva e terrorista e, em seguida, aqueles que a apoiam devem ser tratados como tal

 

Günther Anders - "A obsolescência do Homem", 1956

19
Dez22

O que é para ti o Espírito do Natal?

O humor de um dia normal, honestamente. Curto e grosso.

Não dou especial importância a esta altura do ano. Perdemos o hábito de dar prendas só porque sim. Vamos oferencendo o que nos vai fazendo falta que, felizmente, é pouco ou nada.

Gosto da decoração da época e vou ajudando a compor o espaço do trabalho mas a casa está como está durante todo o ano. Vou dando um miminho aqui e outro ali a quem mais dá atenção ao Natal.

Confesso que, a um certo grau, sinto inveja de quem gosta destas festividades, de quem tem planos para juntar a família e de quem faz planos para decorar a casa.

Em resposta ao desafio da Ana de Deus

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