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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

30
Out22

algo que está a dar cabo de ti no momento

sempre que leio a frase do título lembro-me de algo novo e esqueço-me do que já tinha pensado para responder. algo que dê cabo de mim é mesmo a ansiedade. este ano, apesar de positivo até agora, tenho sentido uma ansiedade brutal. muita tensão muscular em sítios onde nunca a senti. o eczema tem-se espalhado e aumentado.

parece que este ano tenho analisado mais o que trago do passado e sinto-me mesmo numa fase de transição. o futuro preocupa-me imenso, honestamente. sinto que o que nos espera está perto da catástrofe. eu não vejo notícias, nem sequer ligo a televisão mas a posição observadora que tomo no meu dia a dia transmite-me muita ansiedade e confusão.

tenho medo de estar a sabotar a minha própria vida e a minha capacidade de me sentir bem. será? que tenho eu a ganhar com esta atitude?

Em resposta ao desafio da Ana de Deus.

confusion.jpg

criaado em Canva

23
Out22

Qual é a área da tua vida que queres melhorar?

Na semana passada fui a uma consulta com uma neuropsicóloga, por causa do meu sono. Ou da falta dele. Trouxe trabalho para casa para o próximo mês. Ou para sempre... Já sei que é tudo psicológico. Que a minha ansiedade me lixa o sono. Que há preocupações reprimidas mesmo quando me sinto relaxada, mesmo quando estou certa de não ter preocupações.

Então porque não consigo dormir?! Um dos exercícios a fazer consta numa micro análise do meu dia a dia em busca de razões, mesmo que insignificantes, que poderão tirar-me o sono. Pensei em fazê-lo numa retrospectiva semanal. Outro dos exercícios é uma macro análise da minha vida em geral e o que sinto que não está bem e que poderá estar a desestabilizar-me. Se parar para pensar e ser totalmente honesta comigo, nenhuma dimensão da minha vida me satisfaz a cem porcento.

O trabalho não me preenche. Não me dá nenhuma sensação de utilidade, para nem mencionar que ganho pouco. E quando me apercebi de quanto ganham as pessoas à minha volta, deixei de dar mais do que a posição merece, mas sempre com os meus dias preenchidos e tarefas concluídas. Faço parte daquela geração lixada que se graduou da faculdade no final da primeira década do século vinte e um, e levou logo na cara com escassez de trabalho. Saí do país e voltei para uma nação encarecida, vendida e proibitiva para quem quer uma vida independente. Ando a fazer uma alimentação movida a ansiedade, que se tem traduzido em mau estar geral. Sinto-me pouco presente, em modo automático, de casa para o trabalho e vice versa.

Nos últimos anos tenho tentado desenvolver o meu lado mais "infantil". Sinto, de forma muito profunda, uma necessidade de trabalhar com as mãos. E uma vez que não tenho um emprego que me permita ser criativa de forma artesanal, faço os possíveis para desenvolver algum tipo de habilidade. De vez em quando vou desenhando e colorindo, vou fazendo as minhas mandalas, gostava de me dedicar a mais projectos e experimentar mais coisas mas por vezes a minha necessidade de descansar e fazer nada é bastante superior.

A minha dimensão emocional tem sido abalada nos últimos 10 anos. Nunca tinha lidado com as minhas emoções, principalmente com a irritabilidade, e foi preciso um diagnóstico de depressão para, na verdade, fazer nada. Deixei-me tomar pela vitimização, pela incapacidade de agir por achar que era única a sofrer e achei-me no direito à pena dos outros. Hoje em dia tenho uma perspectiva tão diferente destes tempos que quase nem me reconheço. E apesar de ainda ser muito mazinha comigo mesmo, tenho muito mais paciência comigo e empatia com os outros.

Acho que a parte social da minha vida é onde mais peco. Não sou anti nem associal mas sinto menos necessidade de agradar aos outros e sou bastante selectiva. Há uns anos atrás andaria de um lado para o outro de sorriso parvo nos lábios para ver se caía na graça dos outros mas hoje em dia já não. Já levei com tanto coice, já vi os outros fazerem e deixarem fazer e a não me deixarem a mim que, a maior parte das vezes, já não me importa que passe por rude. Não o sou. Apenas têm de o descobrir. Há dois anos que me afastei de duas amigas e ainda tenho bastante consciente a necessidade de voltar ao contacto. Fazem-me uma certa falta. Faz-me diferença.

Espiritualmente, sinto-me totalmente à deriva. Não sei para onde vou nem para onde devo ir. Não sei bem o que fazer nem onde começar. Não pela falta de caminho mas antes pela abundância de escolha e não saber discernir o real do falso.

O meu plano físico, como já disse, tem estado negligenciado mas com indício de melhoras. Retomei o exercício físico há 2 semanas atrás. Melhorou ligeiramente o meu sono. Mas o que mais me afecta é a forma como me alimento. Demasiados doces e guloseimas. De tal forma que o meu estado natural é a comer já! Mas se tudo se desenrolar como planeado, as coisas irão começar a mudar. 🤞🏼

É fácil lamentar sobre o que nos falta ou sobre o que não é perfeito, mas a mudança começa sempre com a nossa atitude. Com coragem e espírito de sacrifício. Nesta era, que tanto clamamos ser moderna, há remédios rápidos para tudo. Desabituamo-nos de lutar e de sacrificar o não essencial, buscamos o conforto e fugimos de desafios, de problemas e de conflito. A alma murcha e definha porque não pensamos, porque não somos provados. A mudança para melhor parte sempre de nós e da nossa vontade.

There's no safe places... you want to be so weak that you want to be protected from threat? What the hell kind of life is that? You're a paralyzed rabbit in a hole.That's no life for a human being... the solution to the problem of tragedy and malevolence is the willingness to face them

Jordan Peterson

Em resposta ao desafio da Ana de Deus

10
Out22

pensa numa palavra, vai ao google procurar a imagem e escreve sobre

Olhei para o ecrã da televisão e estava a começar a Lista de Schindler. Vi uma vela a arder. Vi luz.

Palavra curta e complexa e não sei bem o que desenvolver. Transcrevo, antes, parte de um artigo do Prof. José Carlos Fernandez, Director Nacional da Nova Acrópole de Portugal. Com grande pena minha tive de deixar as aulas mas espero voltar em breve:

Mística e Simbolismo de um Raio de Luz

Um raio de luz: «É um símbolo da quinta-essência do amor, dando vida e calor a tudo quanto beija; da justiça, determinando a sua medida e proporção;

da bondade, trazendo-nos para a existência desde as sombras do esquecimento e condenando-se a quase morrer para entrar na substância dos seres vivos, sendo o “pão” que lhes serve de alimento;

da sabedoria, ao permitir que não percorramos o mundo às cegas, deixando de sermos prisioneiros dos fantasmas movediços das opiniões;

da inteligência, percebendo objectivamente a forma e a natureza, o verdadeiro significado daquilo que se aproxima da nossa alma e do caminho para chegar à realização dos nossos sonhos;

da vontade, pois não há nada mais perseverante, mais vivo, mais incessante e perpétuo do que um raio de luz;

é a imagem viva daquilo que nunca morre, simplesmente segue um rumo ou outro. Verás um raio de luz livre, chegando desde as estrelas no infinito, ou prisioneiro na matéria que graças a ele vive;

e outra vez livre ao arder esta no fogo… mas nunca o verás nem morrer nem renunciar a sua natureza.

(...)

Excerto de “Viagem Iniciática de Hipátia”

Creio, cada vez mais, que a nossa sociedade doentia se deve à falta de crença. De fé. Não me refiro a religiões. Falta-nos espiritualidade e misticismo nas nossas vidas. Estamos completamente desapegados da nossa essência e totalmente devotos e escravos do material. Sinto-me grata por ir conseguindo ter esta compreensão e por ir conseguindo agir conforme no meu dia a dia. Descobrir esta dimensão humana ajudou-me bastante a sacudir a sombra da depressão. Não significa que não exista, não significa que a vida corra sempre bem, mas o meu entendimento de tudo tem mudado bastante principalmente quando me apercebi que me tenho desapegado da necessidade de controlo.

Em resposta ao desafio da Ana de Deus.

04
Out22

Regresso ao Passado

Ontem à noite fui adolescente outra vez. Uma adolescente de 35 anos 

Doem-me a garganta de tanto cantar e os joelhos de tanto saltar.

Há cinco anos que não ia a um concerto e, embora os telemóveis não sejam uma tecnologia propriamente recente, foi algo que me incomodou ver durante o espectáculo. É verdade que não era a regra mas incomodou-me não conseguir ver bem o palco porque tinha pessoas a fazerem filmagens e sessões fotográficas à minha frente. A fazerem "directos" para quem estava em casa!

Perdoem-me mas não sou muito a favor desta forma de estar. Cada bilhete naquela zona era muito caro e não paguei nem para filmar e ter o telemóvel em riste muito menos para estragar o momento aos outros. Mas contive o mau humor e desfrutei bastante.

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03
Out22

Outubro Optimista

O meu mês de Setembro começou bem mas voltei a ter umas crises de insónia de levar à loucura!, muito choro e irritação. Um dia sem trabalhar e outros a chegar atrasada por causa de noites mal dormidas ou passadas em branco.

E não sinto mais ansiedade que o normal. Tenho coisas que me preocupam como sempre mas nada que seja extraordinário.

Neste mês de Outubro quero calma, orientação e mais exercício físico/ disciplina (recomecei a semana passada).

Esta semana estou de férias pelo que nada em particular me frustrou hoje. E apesar de ainda ter sido bastante produtiva, gostava de ter tido uma atitude mais pro activa e organizada. Tenho imensas coisas em mente para fazer e estou com medo de me assoberbar neste período que é suposto ser de descanso.

Quero ver se remarco a minha consulta de psicologia, quero marcar uma limpeza de pele para a qual tenho cupão. Quero fazer uma massagem de relaxamento. Gostava de continuar a minha produção de mandalas mas também quero ler. Não tenho conseguido ler por causa do meu nível de exaustão.

O meu Outubro optimista irá focar-se na minha saúde e bem estar. Respeitar-me e não trabalhar além das horas requeridas, e intensificar a quantidade e qualidade dos treinos. Não me considero uma pessoa vaidosa mas quero cuidar da minha aparência.

03
Out22

escreve sobre uma lição que aprendeste da maneira mais dura

Aquilo sobre o que vou escrever não sei se é uma lição nem sei se foi aprendida de forma dura. É uma opinião que fui formando ao longo do tempo e que se tem reforçado com o tempo.

Cada um está por si só. Ninguém pode sentir as nossas dores nem as nossas felicidades apesar de poderem ser partilhadas. Ninguém pode resolver os nossos problemas nem tomar as nossas decisões por nós. Apesar de nascermos, vivermos e morrermos rodeados (ou não) de pessoas, a nossa experiência no mundo é de solidão. Porém, solidão não tem de ser sinónimo de sofrimento.

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ilustração minha

Em resposta ao desafio da Ana de Deus

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