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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

31
Jan22

planos e esperanças

lista a tuas esperanças ou planos para o futuro

isto vai muito pouco a favor de um post que estará a sair daqui a uns dias. não sou pessoa de fazer planos. não por ser uma louca que se deixa ir pelo sabor da brisa mas porque não sei fazer planos concretos. na realidade, e se pensar bem, ter um plano bem definido mata-me de ansiedade porque eleva a fasquia. tenho de conseguir tanto em tal tempo só me aumenta o stress. sem planos não há lugar a frustrações nem decepções. para alguns de vós será um argumento fraquinho mas não me parece assim tão mau...

quero muito entrar na faculdade este ano, como já por aqui disse, mas ao mesmo tempo tenho muito medo de sentir que não tenho tempo nem energia nem intelecto para tal. e apesar de três anos passarem a correr, parece-me um espaço de tempo gigantesco quando penso no futuro.

ultimamente tenho-me sentido muito disponível - talvez até demais - para receber amor. do romântico mesmo. mas não conheço pessoas, não sei onde ir conhecê-las até porque cada vez mais vou aceitando as minhas estranhezas e cada vez mais me sinto alienada do mundo e das pessoas. e vou estando bastante confortável com este isolamento. mas sinto muita falta do toque humano. de um abraço sincero e de alguém que aceite abertamente o que tenho para dizer e para partilhar.

não quero riqueza, não quero bens materiais. não preciso de séries nem de filmes.

hopes + plans.jpg

ilustração em Canva

31
Jan22

os meus pais

há já algum tempo que penso em escrever sobre os meus pais. já tive um rascunho que acabei por apagar. acho muito difícil falar deles porque sinto que não os conheço como "pessoas". vejo-os como os meus pais. estóicos, toda a vida dedicados ao trabalho, a construir um futuro e cimentar um caminho mais seguro para mim e para o meu irmão. tanto se dedicaram ao trabalho que quase esqueceram tudo o resto.

os meus pais não se amam. acho que nunca se amaram. desde pequena que lido com as discussões e mau estar entre eles. em privado, em público, à frente de família, à frente de desconhecidos. testemunhei a frieza que os foi separando cada vez mais ao longo dos anos.

o meu pai é muito fechado, não mostrava qualquer emoção que não frustração, tristeza, desapego, muito distanciamento. nunca passámos férias juntos porque ele arranjava sempre algum trabalho que o fazia passar tempo longe de nós. ao meu pai só importava dinheiro. felicidade e bem estar eram secundários. sei que teve uma infância difícil, numa família pobre, prática, fria e dedicada ao trabalho. nunca conheci os meu avós paternos. aos 9 anos veio para lisboa e não parou de trabalhar até aos 67. mesmo depois de reformado necessitou dedicar-se a uma função para se sentir bem. estudou na casa dos 30 mas por conta de decisões mal pensadas, egoístas e orgulhosas, nunca conseguiu estabilidade profissional o que o frustrou ainda mais e cada vez mais. foi-se multiplicando, chegou a ter 2 empregos e a fazer biscates para conseguir pagar o nosso apartamento. que o fez em tempo record com, obviamente, muita ajuda da minha mãe. o meu pai é orgulhoso, roça a arrogância mas, no fundo, é pura frustração por saber que poderia ter conseguido mais e não conseguiu. talvez por achar que perdeu tempo com coisas que hoje acha não valerem a pena.

nunca presenciei um momento harmónico entre ambos. sempre senti muita tensão e mau estar. ressentimento? não sei... o meu pai quis deixar-nos e a minha mãe descobriu-o por terceiros. por não ter sido capaz de nos deixar, procurou trabalho no estrangeiro, onde esteve alguns anos, para ter o seu espaço. contudo, destruiu-lhe a saúde. o meu pai é o perfeito exemplo de como as emoções mal geridas dão lugar a doenças físicas.

a minha mãe é o oposto do meu pai. também de origens humildes, trabalhadora desde os 12 anos contudo, com memórias mais felizes. é sociável, faladora, quer fazer coisas. independente apesar de ter sido quase totalmente controlada financeiramente durante a sua vida com o meu pai. sinto-lhe a humilhação e tristeza por estar grande parte da sua vida associada a um homem que não a vê como igual (não tem nada a ver com machismos. o meu pai nunca me passou a mensagem de que mulheres são inferiores ou que não podem fazer o que os homens fazem). que a rebaixa por não ser estudada ou que, constantemente, lhe rouba razão e opinião. sente-se desvalorizada e agora, em idade de reforma, diz que já não se cala e que há de dizer tudo o que lhe faltou dizer. e as discussões prolongam-se, o mau estar ainda é constante. a conversa é parca e superficial. as memórias que vou tendo da minha mãe são de uma pessoa cansada, sem direcção, sem propósito. não poucas vezes chegava a casa do trabalho e recusava-me um abraço. mas não a condeno. não a culpo. eu poderia ter feito mais, ajudado mais.

como qualquer casal, como qualquer pessoa, os meus pais estão longe de serem perfeitos mas passaram-nos, a mim e ao meu irmão, valores que nos têm orientado muito bem na vida. distingo o bem do mal sem nunca prejudicar os outros. nós quatro somos um exemplo muito forte de relações kármicas. e não nos ficamos por esta vida.

resposta ao desafio da ana de deus

pas.jpg

ilustração minha

31
Jan22

Valete de Copas

31 Janeiro - 6 Fevereiro

O Valete de Copas usa uma túnica azul com um estampado floral e uma boina na cabeça com um lenço longo e esvoaçante. À beira de um mar ondulado, segura uma taça na mão direita. Um peixe coloca a cabeça para fora do copo e olha para o jovem. O peixe e o mar atrás dele representam o elemento água e tudo relacionado com criatividade, intuição, sentimentos e emoções. A aparição inesperada do peixe significa que a inspiração criativa geralmente surge do nada e somente quando a ela estamos receptivos.

Esta carta sugere que uma nova ideia ou oportunidade surgiu do nada. A energia criativa flui e a questão é como iremos expressá-la. Vamos transformá-la em algo ou deixar que outros a realizem? Convida-nos a ter uma mente aberta e curiosa, a estarmos abertos a qualquer coisa. É com uma mente curiosa que descobriremos novos aspectos da vida e de nós mesmos. Devemos abrir a mente para todas as possibilidades, especialmente aquelas de natureza criativa ou intuitiva. O Valete de Copas pede que abracemos a nossa criança interior e acreditemos que tudo é possível.

Cada Valete pede que exploremos uma nova faceta de nós mesmos. O de Copas pede que exploremos o nosso eu criativo e emocional. Podemos começar uma aula de arte, ler livros sobre como expressar sentimentos ou aprender sobre como desenvolver habilidades psíquicas. Aspirações sonhadoras percorrem-nos e sentimo-nos movidos por coisas simples. Esta carta aparece quando somos chamados a confiar na intuição e a estar aberto às mensagens intuitivas que surgem no nosso caminho. Sincronicidades e sinais da natureza nos guiarão. Podem vir de lugares inesperados e podem nem mesmo fazer sentido para a mente racional.

O Valete de Copas pode também indicar surpresas inesperadas e agradáveis. Os valetes são muitas vezes conhecidos como mensageiros e com o Valete de Copas podemos receber uma mensagem relacionada às emoções, intuição ou empreendimentos criativos. O nascimento de um bebé, um noivado ou casamento, um novo amor ou a oferta de um novo projeto. Não é uma surpresa que possamos antecipar ou forçar. Estejamos prontos para a receber quando chegar o momento.

Com o apoio de Biddy Tarot

30
Jan22

sorrisos

vê a quantas pessoas consegues sorrir hoje

um dia normal para mim compreende muitos e muitos sorrisos. uns falsos outros nem por isso. com o uso de açaime a que, infelizmente, nos estamos a habituar, a troca destes momentos calorosos parecem nulos.

este fim de semana estive a trabalhar. vénus voltou ao seu movimento directo e sinto-me mais leve. as últimas semanas têm sido carregadas de uma energia pesada e dominante. hoje sinto que o dever ficou em mais de 90% cumprido. mais importante que sorrir aos outros, tenho sorrido a mim própria hoje. e não precisei olhar-me ao espelho para ver esses sorrisos.

smiles.jpg

ilustração feita em Canva. que saudades de passar um batom nos lábios... para quando?

29
Jan22

aos vizinhos

diz olá a um vizinho e tenta conhecê-lo melhor

este desafio não combina com a dona desta blog... introvertida e tal... isto de sair de casa às 6h30 e voltar bem depois das 18h00 não me permite ver os vizinhos. sair de casa ainda de noite e voltar com o sol já posto. e apesar de hoje ser sábado, trabalhei outra vez em casa. não vi vizinhos. nem à janela. vivo neste prédio, neste bairro, à quase 32 anos. já conheço o que tenho a conhecer...

vizinhos.jpg

ilustração criada em Canva

28
Jan22

dos outros

pergunta aos outros sobre algo que tenham gostado recentemente

comecei o meu dia com esta pergunta mas fui ignorada. não o fizeram por mal mas apenas por estarem com imenso trabalho. tive um dia decepcionante. não me surpreendeu mas consegui não stressar muito.

após trabalhar hora e meia extra, saí novamente com o meu colega e aproveitámos para desabafar mais um pouco. gostei muito de conhecer um pouco mais a humildade dele. gosto de pessoas que não têm maldade e ainda ficam surpresas com a dos outros. ele falou-me um pouco do que tem sofrido com ansiedade por causa da morte do pai e contei-lhe a minha história com ansiedade e depressão.

blah blah.jpg

ilustração criada em Canva

27
Jan22

desafios

desafia os teus pensamentos negativos e procura um lado positivo

digo, com algum alívio, que o meu dia hoje foi bem melhor. ontem tive a oportunidade de sair do trabalho com um colega e ventar sobre tudo, ou quase tudo, o que me incomoda no trabalho. para minha surpresa - ou nem por isso! - ele tem as mesmas percepções que eu em relação a situações e pessoas. a que chamamos intocáveis. que ninguém questiona e que seguem seguras fazendo o que querem e como querem.

hoje não foi um dia mau. foi muito mais calmo. não tenho sido consumida por nenhum pensamento negativo ultimamente. tem sido mesmo assoberbamento, desespero e necessidade de descanso profundo. alguma confusão mental e sensação de estar metida num beco sem saída. tomei conta da "importância" que tenho no meu trabalho e que sou, de certa forma, uma referência ali, naquele espaço. eu não tinha essa percepção até esta semana. mas hoje uma conversa com recursos humanos colocou-me os pés no chão novamente. somos todos substituíveis (ou quase todos, dependendo das nossas origens).

esta manhã, em conversa com um professor, contei-lhe que tinha aqui o meu blog e conversámos sobre a necessidade de escrever. disse-lhe que, apesar do interesse, não me aventuro muito pela escrita criativa porque não me acho criativa, entre outras coisas. ele apontou que no caminho que fizemos em 5 minutos a pé, consegui "deitar-me abaixo" pelo menos duas vezes. e fi-lo sem ter essa noção. não tenho muita auto-estima e realmente, habituei-me e este tipo de discurso tornou-se inconsciente.

desafios.jpg

ilustração em Canva

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