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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

30
Abr21

Pelo Que Mais Estou Grata na Vida?

Por toda e qualquer oportunidade que me tenham dado quando menos esperei. Quando menos pensei merecer. 

Já falei por aqui do meu desagrado em relação à forma tão desvirtuada e leviana com que se tem proferido a palavra "gratidão" nestes últimos anos. Esta vaga de diários feitos em cima do joelho sem qualquer intenção e comentários nas redes sociais.

Mentiria a mim própria se dissesse que todos os dias agradeço por aquilo que tenho e dou por garantido. Nunca tive de as questionar e sei que sempre tive uma rede de segurança para qualquer possível queda. É-nos mais fácil analisar a nossa condição quando nos comparamos àqueles que se encontram em pior situação e, mesmo aí, encolhemos os ombros, movemos as sobrancelhas para expressar algum tipo de sentimento que nunca, ou raramente, é agradecimento.

Diria que sentimos agradecimento de duas formas possíveis: uma rápida, instantânea quando menos estamos à espera como uma resposta emocional a um gesto ou ação. E há a gratidão que se desenvolve e cresce em nós ao longo do tempo, com maturidade, quando temos empatia e conhecimento suficiente para agradecer os menores e mais importantes detalhes.

Não sei... É assim que o vejo. Não sei se vos faz sentido.

IMG_20210430_202120.jpg

Foto minha de uma pedrinha que trago sempre comigo na carteira. Há bocado fui contar os meus trocos e a pedra caiu na cama e percebi que é um símbolo para gratidão. Já a outra dizia que não existem coincidências!

30
Abr21

Tenho de Partilhar Isto

No último mês fiz um tratamento ayurvédico e esta música acompanhou-me em TODAS as 8 sessões! Deixei de ouvir a minha playlist para adormecer e passei a ouvir isto.

Sabem quando mal abrem os olhos de manhã e começam logo a cantar uma música na vossa cabeça? Hoje calhou-me esta. E cantei baixinho e para mim na minha cabeça. Foi comigo até à praia e ao supermercado. E aqui está ela.

29
Abr21

O Que Me Apaixona?

Um amigo meu que faleceu há uns anos dizia que eu sou uma pessoa apaixonada. Até pelos meus ódios. Eu tenho imensos interesses, incluindo ódios de estimação, mas não sei se alguma coisa me apaixona e nem sei como isso se descobre nem como me faria sentir.

Ontem, em conversa com uma pessoa, desabafava sobre o meu atual desnorte e falta de visão. Em como as gerações mais novas tiveram demasiadas opções. Ele aconselhou-me a olhar para o passado e relembrar o que me fazia sentir bem. Não quis ser demasiado negativa e não respondi o que realmente pensei mas, enquanto criança, na escola, gostava de jogar à apanhada, fazer o pino e a roda, jogar vólei, sempre falei muito e era muito ativa fisicamente. Mas em casa era o total oposto. Como passava muito tempo em casa, sozinha, via muita televisão mas não os programas dos canais generalistas... Via imensos filmes que o meu irmão gravava, vídeos de música que me emprestavam em VHS porque eu não tinha TV Cabo nem Internet, cantava no meu "microfone/escova de cabelo" , brincava com Barbies, gravava músicas em cassete a partir da rádio para poder ouvir e escrever as letras. Foi assim que comecei a aprender inglês... Quando comecei a ficar mais velha, costumava vestir a roupa da minha mãe. Fazia imensos bolos... Lia.

De que forma posso profissionalizar isto?! 

Hoje em dia gosto de andar de bicicleta apesar de não ter uma, gosto de caminhar, de ler (especialmente agora que me embrenhei num assunto que tanto me interessa). Tenho feito os meus trabalhos manuais. A criatividade é muito importante na nossa vida e deve ser canalizada de que forma for e vou procurando novas formas de criação para não a deixar esmorecer. Adoro animais e até já procurei cursos de técnica veterinária (mas não vejo muita saída).

Acredito que haja algo que me apaixona mas se calhar só não sei identificar essa paixão e como se manifesta. Também levei o assunto para um plano profissional porque estou mesmo numa encruzilhada e acho que nem no 9º e 12º anos me senti tão perdida para escolher um caminho.

imagem daqui

27
Abr21

Nova Produção

Fiquei bastante nervosa com o início do meu curso e achei que tinha de me dedicar ao estudo e menos ao lazer e, por isso, pus de parte a minha alma mandaleira.

Como contei por aqui, as coisas não correram bem. Não acho que não seria capaz mas simplesmente o formato não era o melhor para mim. Agradeço as palavras de todos os que me incentivaram mas quando, por frustração, se chora dias a fio, estando sozinha em casa sem ninguém com quem falar nem discutir nem desabafar as coisas são bem mais difíceis.

Voltei à mandalas para relaxar um bocadinho. Não estão nada bonitas porque tenho usado lãs feias e não tenho prestado atenção à conjugação de cores porque também já não tenho muitas lãs mas esta produção saiu-me apenas para ir praticando. Com excepção da mandala de 12 pontas com rebordo branco que é, neste momento, a minha menina dos olhos 

 

 

26
Abr21

Quem Sou Eu?

O que é isto do Eu? Quando leio esta pergunta, a minha cabeça dá-me sempre a mesma resposta: sou uma miúda de 14 anos. Com algumas oscilações que me podem fazer sentir menos ou mais, muito menos ou muito mais mas deito-me e acordo sempre com 14 anos. Mas o Eu tem várias dimensões além do ser, ter e fazer.

Em 2017, num final de tarde, deitei-me na minha cama e respondi a esta pergunta num bloco de notas.

"Sou uma pessoal de 30 anos normal excepto que não sou normal. Não faço o que é esperado de uma rapariga de 30 anos. Sou insegura, com baixa auto estima e desconfio de toda a gente. Sinto-me incapaz de amar, o que me afasta de toda a gente. Mas não me considero má pessoa. Só fria e distante para não magoar ninguém. Adoro o ar livre, o ar puro. Emociono-me ao perceber a pequenez do ser humano, do meu ser, quando num ambiente maior. A melhor forma de esquecer o que me apoquenta ainda que temporariamente. (...) Tenho baixa inteligência emocional e, acredito que, baixa inteligência no geral. Sou pessoa de emoções mas perco mais tempo a senti-las do que a percebê-las. Gosto de observar pessoas. Nem sempre o faço sem julgamento. (...) É-me imensamente difícil mudar os meus padrões de pensamento que ajudem os meus comportamentos a mudar. Por muito que me esforce, não consigo trabalhar nem estudar. (...) Hoje, sou uma miúda de 30 anos, deprimida, que procura uma mudança mas não sabe onde. Sou uma miúda de 30 anos que anda perdida e não sabe onde ir buscar inspiração."

Hoje, aos 34, sinto que nada mudou. Continuo sem identidade e, por isso, sem rumo.

Quando eu me pergunto quem sou eu, sou o que pergunta ou o que não sabe a resposta? Geraldo Eustáquio de Souza

daqui

21
Abr21

Pequena Fuga

Há dois anos atrás, em recuperação da crise de dois meses antes, pensei em fugir durante o fim de semana dos meus anos. Não tinha motivo para ficar em casa e decidi ser uma anónima por terras marroquinas. Nunca tinha visitado e reservei uns dias da minha vida para me passear pelas paisagens berberes. Costumo fazer os meus planos e andar sozinha mas desta feita procurei atividades ou agências para fazer algo diferente (que acabou por ser nada de especial mas muito divertido).

Voei para Casablanca, por ser mais barato, onde permaneci uma noite. Confesso que não aproveitei a cidade a 100%. Senti-me um tanto tímida, confusa e perdida. Nesse final de tarde fui até à Mesquita Hassan II e passeei-me ao longo da promenade até ao pôr do sol. À noite visitei a medina e conheci um senhor, artista, que deixou a sua tenda para me mostrar a medina e um antigo forte português. Ajudou-me a procurar um bom sítio para comer - que não desiludiu! Na manhã seguinte passeei-me novamente pela medina onde me lembro, nitidamente, de uma bancada com sardinha fresca. Voltei à Mesquita para relaxar antes da minha viagem até Marraquexe, onde já cheguei de noite.

Na medina de Marraquexe senti-me, pela primeira vez nas minhas viagens sozinha, um pouco assustada. Perdi-me e não queria dar muito mais nas vistas mas lá consegui dar com o hostel. O dia seguinte foi de muita chuva mas consegui visitar os Jardins Majorelle e o Palácio da Bahia. Confesso que não tenho muitas memórias desta viagem e, como não levei máquina, não tenho muitos registos fotográficos. Confesso também que estava muito concentrada na pequena aventura que me esperava no dia seguinte.

Pouco antes das oito da manhã já o Ali me esperava. Com os seus contactos (porque o mundo do Turismo é mesmo assim) consegui um pequeno almoço gratuito num hotel onde mais um casal da minha idade (americanos) e um grupo de 10 brasileiros com as hormonas aos pulos, se juntaram à nossa carrinha para duas noites e três dias de viagem. Deixámos para trás uma Marraquexe que tinha amanhecido soalheira e quente e ascendemos, pela estrada cada vez mais sinuosa, até aos picos invernosos e ainda cheios de neve onde o vento gélido nos apanhou totalmente desprevenidos. Ao nosso tour ainda se juntaram mais duas carrinhas de vinte lugares.

Entre tantas outras paragens para admirar as paisagens, almoços de comida marroquina e a óbvia compra do tão típico cheche, visitámos a antiga cidade Ait-Ben-Haddou que já foi pano de fundo para diversos filmes, explorámos o lindíssimo desfiladeiro Todra e, na tarde do segundo dia, demos entrada no deserto do Sahara. E ainda me lembro de todos os "aaahh" proferidos aquando do vislumbre das primeiras dunas no horizonte. De uma dormência elegante e quente, pareciam inalcançáveis e imperturbáveis. Saímos da estrada encavalitados em jeeps e rumámos mais tarde até ao nosso acampamento algures em Zagora com a preciosa orientação de um ancião berbere e o seu espanhol quebrado.

Subir dunas a pé é extremamente difícil e descê-las numa prancha de snowboard  é um must  Assisti a um dos pores do sol mais bonitos. No acampamento fomos recebidos por muita música e dança que se prolongou durante toda a noite. Os aniversariantes (éramos dois ou três) tiveram direito a bolo surpresa e acredito que isto aconteça em todos estes acampamentos, mas a máxima "o que acontece no deserto, fica no deserto" aplica-se a esta noite, ou não estivéssemos em Marrocos. Vi o céu noturno como nunca antes tinha visto, deitada, entre dunas, em colchões improvisados até o frio entorpecer os meus dedos dos pés. Conheci imensa gente de todo o mundo. Gente divertida e despreocupada que ali estava para esquecer o mundo para lá das muralhas de areia. Trocámos ideias, detalhes e histórias pessoais sem expectativas e sem medo. Fomos nós.

De volta a Marraquexe, procurei por um hammam e aconselho vivamente a experiência. Perdi-me a procurá-lo, perdi-me a sair de lá e voltei a perder-me para sair de Marraquexe. Mas a cidade é mesmo assim. Aqui, pela primeira vez, sentei-me numa mesa de restaurante, sozinha, para almoçar. Fiz algumas compras mas não me arrisquei a muito. Os marroquinos são atrevidos e não tenho fibra para embarcar nas suas brincadeiras e negociatas. Fui enganada? Claro! Mais que uma vez? Com toda a certeza!...

Não tive tempo para muito e o que tive podia ter sido gerido melhor. Quero voltar com mais calma e visitar este país de paisagens tão díspares, com tanto para ensinar.

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