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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

25
Jan21

Jardinagem - Parte 2

Passado dois meses de ter plantado os meus bolbos de tulipas, estão assim. Tenho para mim que não deviam estar tão "fora da terra". O vaso não tem a profundidade que deveria mas ainda assim experimentei. Coloquei-as a profundidades diferentes para terem um efeito mais interessante quando abrir a flor.

Estava um pouco apreensiva por causa das 2 semanas em que choveu torrencialmente mas acho que por o vaso estar na rua, vai correr bem e vou ter umas tulipas lindas na primavera.

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22
Jan21

perdida

Às vezes deambulo pelos blogs e pergunto-me o que faço por aqui?

Há tanta gente com tanto por dizer e tanto para contar e desabafar. Uns mais sérios e outros com imenso humor. Outros de uma originalidade que nem sabia existir e facilidade em exprimir-se. Muitos com um dom para se servirem da língua Portuguesa e se expressarem de forma cuidada.

Eu continuo sem saber desenrolar as minhas emoções e não lhes sei dar palavra. Não sei pegar num ação mundana e dar-lhe uma história com valor. Todos os dias tenho bloqueios enormes de memória e falham-me palavras básicas. Tenho de saltitar de dicionário em dicionário, muitas vezes de outras línguas, para conseguir chegar à minha própria língua.

Nos últimos dias tenho-me arrastado da cama para o sofá com passagens pela cozinha para comer um pãozinho e fazer um chá. Sou capaz de estar dias sem almoçar nem jantar. Deixei de assistir às minhas aulas ao vivo. Estou bastante desmotivada, demoro dias a fazer exercícios básicos de pesquisa...

Após vários meses de desconexão com amigos, decidi enviar um email a uma pessoa a explicar o porquê de me ter afastado. Mal consigo dormir porque a compreensão dos outros é tão importante para mim (especialmente desta pessoa por termos formas iguais de pensar e conversar) e, apesar de não aguardar uma resposta, vou verificando a minha caixa de entrada até perder realmente a esperança.

Será possível a desmaterialização de uma pessoa que está isolada?

daqui

19
Jan21

felpudices

Opah...  que saudades de ter um gatinho a meu lado...

Nas últimas semanas tenho considerado adotar um, uma vez que os meus pais fugiram com o Cocas e acho que uma casa fica mais acolhedora com um animal. Apesar de adorar cães nunca tivemos um e não quero adotar sem saber como será o futuro. Como já tenho noção das rotinas a ter com gatos, torna-se mais fácil optar por um ronron.

Se o meu plano de concretizar, partilho aqui uma foto da minha nova companhia.

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18
Jan21

O que me chateia?

Pergunta original: What jerks me around?

Vi-me grega para arranjar uma definição de jerk around... Mas acho que o termo inclui transtorno, perda de tempo, irritação, ilusão e engano.

Acho que todos nós temos um rol de coisas que nos tiram do sério. Que nos deixam tristes e dececionados.

Marco Aurélio dizia que quando nos deparamos com a falta de vergonha dos outros, devemos perguntar-nos se será possível um mundo onde não exista falta de vergonha? A resposta é clara. Não! Quando tinha de lidar com uma pessoa menos aprazível, repetia para ele próprio que tinha de haver pessoas idiotas no mundo e que aquela pessoa era uma delas.

Daqui

Com certeza já todos nós lidámos com alguém que, pela nossa perspetiva, era um(a) total idiota. Eu, por exemplo, considero-me uma pessoa calma. Odeio conflito. E acho que, por viver tão fechada na minha bolha, seja um alvo fácil para a maldade dos outros. Já ouvi comentários extremamente maldosos mas a história do Marco Aurélio lembra-me de uma pessoa com quem trabalhei que, acredito, seja boa pessoa mas era muito desagradável e preconceituosa. Tecia comentários maliciosos e desnecessários em relação a tudo. Tinha opinião para tudo com base em fundamentos tendenciosos e deixava-me super desconfortável ao ponto de não conseguir ter conversa nem olhar-lhe nos olhos enquanto subíamos, sozinhas, no elevador do piso -3 ao piso 9.

Há uns anos atrás trabalhei com uma pessoa que dizia o que, simplesmente, lhe apetecia. Um dia chateei-me e disse-lhe umas tantas verdades e deixou de me falar. Evitava-me até em situações profissionais onde tínhamos de interagir. Até um dia (aleluia!) me cheguei ao pé dele e lhe disse "então achas que me podes dizer o que quiseres e não aceitas o que tenho para te dizer?!" e a nossa relação melhorou. E já tive pessoas a dizerem-me que sou má pessoa e que ninguém gosta de mim.

Numa altura em que estava sob muita pressão e comecei a descobrir algumas histórias íntimas entre membros da minha equipa e em como estas relações eram usadas para benefícios em ambiente laboral, passei-me e contei a várias pessoas sobre uma história em particular. Lancei um boato e deixei o rastilho arder.

Existem boas e más pessoas por todo o lado. E faz bem recordar que, todos nós, a dada altura da nossa vida, já fomos os dois.

 Daqui

daqui

18
Jan21

auto-mutilação

Quando me comecei a cortar - e já nem sei quando foi - já estava bem adulta. Não conhecendo ninguém a passar pelas mesmas dificuldades que eu, procurei fóruns online para ler testemunhos de pessoas como eu. Descobri que a auto-mutilação pode ser mais comum na adolescência mas há muitos adultos (com 50 e mais anos) que nunca deixaram de o fazer porque nunca encontraram outra forma de lidar com a sua dor psicológica.

O termo inglês self harm é mais inclusivo e o artigo acima menciona a expressão auto-lesões para incluir outras formas de auto tortura.

daqui

18
Jan21

cancro da mama

Que me lembre e que saiba, não tenho nem nunca tive casos na minha família. A minha mãe tem uns quistos que nunca se revelaram em nada grave e apenas na parte do meu pai há um historial de cancro (acho eu) e outras doenças. Eu tenho uma crença de que doenças físicas estão relacionadas com doenças psicológicas e emoções e vou fazendo as minhas palpações.

Esta notícia, da Joana Cruz, deixou-me um pouco chocada pela história que ela contou. Por falta de conhecimento meu, não sei como é a evolução da doença e, até suponho, varie de pessoa para pessoa, mas ela diz na sua mensagem "disseram-me que podia ser um quisto mas que daqui a 6 meses voltaríamos a ver". Isto será normal? Estarmos, potencialmente, a lidar com um cancro e "falamos daqui a 6 meses"?

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