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A Introvertida

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

31
Dez20

2020 / 2021

Já sabemos que o ano de "vinte vinte" foi, na sua generalidade, uma agonizante bosta por várias razões, mas não deixa de ser importante apontar algo positivo que nos tenha acontecido  ao longo destes últimos 12 meses.

Espero não trincar a língua por dizer isto mas quero mesmo acreditar que o melhor que me aconteceu este ano foi ser despedida.

Desejo a todos um bom ano novo.

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30
Dez20

Bom Dia

Sou acompanhada pela mesma psicóloga há pouco mais de três anos. Não parece muito mas nunca estive com o mesmo terapeuta tanto tempo. Ela diz que eu estou bastante diferente. Quero acreditar que sim. Houve muitas luzinhas que se acenderam durante as sessões, houve umas menos produtivas e outras que foram além do tempo devido. Ainda não me abro por completo porque há muitos sentimentos e muitas características minhas que ainda me envergonham mas devagar sei que me vou folheando.

Este foi, sem dúvida, um ano de transformação e muita introspeção. Devo muito do meu desenvolvimento deste ano à medicação que tomo. Sempre resisti a ter de tomar o que quer que fosse por medo, por preconceito ou fraqueza mas não teria conseguido viver este ano da forma calma como vivi (calma e não zen!) se não fosse pelo santo valproato de sódio. Com grande sinceridade, não alimento grandes expetativas em relação a 2021. Vai ser um ano extremamente difícil mas fico contente com a possibilidade de desmame a partir de março.

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29
Dez20

Pós Pausa

Um Natal pouco normal. Não pela desculpa óbvia mas porque viemos passá-lo ao norte. À aldeia da minha mãe. Estou habituada a dormir com barulho e o silêncio absoluto da noite aterroriza-me. Nunca experienciei tanto medo do escuro como nesta última semana. Se conseguir adormecer antes de toda a gente enquanto ouço barulho, adormeço bem. Mas acordo demasiadas vezes ao longo da noite, no silêncio da noite que põe a minha imaginação a trabalhar. Ouvir e imaginar coisas que lá não estão. Que poderão estar mas nunca estarão. Este ano o medo intensificou e não houve uma única noite desde Março que não tenha dormido com luz de presença.

Não vinha à terra da minha mãe há já quase 6 anos. Desde o funeral da minha avó. A verdade é que esta aldeia é a minha segunda casa e, tal como a primeira, não me transmite um bem estar total que me faça apetecer estar aqui muito tempo. Sempre passei aqui os meus verões e a partir da adolescência, com muito pouco para fazer. Os meus pais apoderaram-se da casa centenária que era dos meus avós maternos, reabilitaram-na porque não tinha condições, e querem desfrutar dela durante as suas reformas. Querem paz e qualidade de vida na medida do possível. Estou bastante surpreendida com o rumo que o mundo está a tomar. Logo no início da pandemia, ouvi uma teoria a várias pessoas de que a vida iria mudar depois de 2020. Não só pelo vírus mas pelo rumo que o mundo está a tomar. Que iria haver um êxodo urbano e um retorno a um estilo de vida de auto-subsistência como fuga à gentrificação das grandes cidades e os desafios que esta apresenta aos locais. Já tinha ouvido, há uns 10 anos, esta teoria de retorno à terra. À Terra. E, como dizia, surpreendeu-me o número de casas à venda numa pequena e insignificante aldeia a caminho do Douro vinhateiro. Muitas das transações já feitas são para Turismo de Habitação (que, honestamente, serão tiros nos pés mas que, possivelmente, haverá outro tipo de interesses nesta restauração das casas e terrenos mas isso são contas de outro rosário) mas nota-se uma abertura dos filhos dos filhos da terra em querer fugir do tumulto das cidades. Entristece-me, ainda, a falta de investimento e falta de trabalho por estas zonas rurais e o preconceito que existe em morar em aldeias, vilas ou cidades do interior.

Deixo aqui umas recordações desta última semana. Um passeio numa tarde quente de inverno, visitas diárias à horta, as amendoeiras despidas e as vinhas secas pelo tempo frio.

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25
Dez20

Bom Dia e Boas Festas

Não costumo dar presentes e os que dou acabam por ser um pouco por obrigação. Este ano, decidi fazer os meus próprios presentes. Algo feito pelas nossas mãos tem um pedacinho de nós, do nosso tempo, que tirámos para fazer algo a pensar em alguém. Decidi dar esta mandala tecida porque não só ficou bastante simétrica cono utilizei cores natalícias. Não é nada demais mas a intenção conta. Todos os presentes que dei este ano foram acompanhados por um postalinho também colorido por mim usando materiais que tinha cá por casa.

Boas Festas a Todos.

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