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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

24
Out20

Conversa de Travesseiro

passapalavra: almofada

Acho que não corro o risco de mentir se disser que não há nada como a nossa almofada. Não apenas pelo conforto que proporciona, mas também pelo bem estar e estado de relaxamento que conseguimos atingir ao final do dia. Um perfeito porto de abrigo.

É na minha que me apoio para ler antes de adormecer ou ver filmes no sossego do meu quarto. É nela que descanso do mundo e busco silêncio e consolo quando nenhuma palavra me sai boca fora. É nela onde já chorei e voltarei a chorar quando ninguém estiver por perto.

Se a minha almofada fosse gente seria quem melhor me conheceria. O meu passado, os meus desejos e anseios, os meus mais profundos e negros pensamentos. Até os meus sonhos! São conversas silenciosas onde nada é dito e onde nada se esconde.

Desafio de escrita Passa-palavra da Mel e da Mula. Palavra da semana: almofada.

daqui

24
Out20

À Blogosfera

Não sei que fenómeno atingiu esta blogosfera ou, pelo menos, os cantinhos que vou seguindo mas houve uma avalanche de posts que me tocaram de uma forma muito pessoal neste últimos dias. Não me tenho sentido muito bem nesta última semana mas houve muitas publicações que me fizeram sentir um pouco mais normal.

Obrigada a todos

daqui

23
Out20

A Cultura Skinhead

Em jeito de prelúdio da playlist que apresento para a próxima semana (e talvez nas seguintes), gostava de partilhar as verdadeiras origens da cultura skinhead com quem ainda não as conhece.

Vivia-se, na década de 50, um período de expansão económica pós guerra. Com um aumento de salários, a camada mais jovem da sociedade londrina gastava o seu dinheiro em roupa e novas modas popularizadas por grupos de soul e R&B americanos. Esta subcultura ficou conhecida pelo nome mod. Tinham uma devoção ao consumismo, à moda e marcas de vestuário e às suas scooters. Os mods de classes operárias vestiam-se de forma mais barata e prática e que lhes fosse útil para um dia de trabalho - botas, calças de perna direita, camisa abotoada de cima abaixo, suspensórios e cabelos curtos (ou rapados). Quando lhes era possível, compravam peças de vestuário mais elegantes para os dancehalls, onde se divertiam a ouvir música ska, soul e rocksteady. Por volta de 1968, este grupo de "mods operários" ficou mais comummente conhecido como skinheads. O movimento teve o seu auge no ano de 1969 e ainda hoje os saudosistas se referem ao espírito de '69 como o mais autêntico. O movimento sentiu uma quebra no início dos anos 70 com a criação de muitos subgrupos com diferentes interesses e muitos deles ligados à política e, mais tarde, ao hooliganismo. Já durante a década de 70 o punk reavivou o movimento adicionando-lhe também um toque mais político.

De forma muito resumida, através da reunião de elementos mod e da influência jamaicana sentida na altura por uma vaga de imigração proveniente das Caraíbas, o movimento skinhead nasceu como resposta da classe operária à crescente classe média. A subcultura original só queria trabalhar e gastar o seu dinheiro em copos, música e roupa. Claro que qualquer cultura ou subcultura urbana é complexa e comporta uma multitude de dimensões e há sempre elementos bons e maus mas o objetivo aqui é focar-me nos bons. Esta é uma subcultura que ainda está muito viva e existem diversos grupos contra o racismo e xenofobia, que estão sempre presentes para relembrar a todos as verdadeiras origens dos skinheads.

Quis escrever este post porque adoro ska e a música é, provavelmente, o melhor veículo para a união e harmonia. 

uma skinhead, uma mod e um rude boy    daqui

Leitura e mais uma leitura.

22
Out20

Depois da Tempestade...

... um post de uma hater ...

Moro a, sensivelmente, três quilómetros da praia e a dois da estação de comboio. É certo que, se à noite ouvimos o comboio passar, é sinal que vai chover. Em dias de tempestade, no silêncio da noite, consigo ouvir o tumulto do mar.

Sim... moro naquela localidade onde foi construída uma universidade à beira mar. Onde ser surfista e skater é a coisa mais importante da vida e que dá likes e followers. Moro na localidade que se vende como a Califórnia portuguesa. Onde os cabelos estragados pelo sol e sal (e coincidentemente cada vez mais longos - deve ser uma coisa de surfistas e skaters) contrastam com a pele bronzeada, até no Inverno! A mesma localidade onde, aquela a que chamávamos por gozo de feira internacional de Carcavelos, tornou-se mesmo um espaço cosmopolita, de relevância e qualquer dia é elevada a uma daquelas categorias de Património Mundial da UNESCO.

Sou pouco dada a modas. Maria não vás c'as outras! Gosto de ser do contra. E se o areal carcavelense já estava mais pequeno, os banhistas têm de se desviar constantemente das zonas denominadas (de forma irregular, e demarcadas com bandeirolas para onde as ondas os levem) para as escolas e escolinhas e surfirstas independentes durante o verão e as enchentes de pinguins e focas na água que se atropelam na p*ta! da água!

Odeio ver como a minha terra foi vendida. Desenvolvida para estrangeiros. No caminho que faço de casa à praia não consigo ficar indiferente ao facto de não ouvir português. Esta é uma terra de contrastes. Uma mistura de casas velhas e mal tratadas com 10 inquilinos por metro quadrado com aquilo que considero mansões de vedações altas, algumas como nos filmes, e respetivos topos de gama à porta.

Deixa-me f*dida saber que não havia (e continua a não haver) interesse no bem estar da população antes de nos tornarmos no país "ganha prémios". É sempre tudo em função de atração e investimento estrangeiros. Deixa-me f*dida saber que a praia está sobrecarregada e que se planeia destruir mais espaço ao ar livre para levantar mais betão.

Perdoem-me o desabafo mas diz que há uma qualquer conjunção astrológica pouco favorável. Vamos acreditar que sim...

Hoje fui até à praia apanhar um solinho.

praia.jpg

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