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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

28
Ago20

Como vemos o mundo. Como agimos.

Vejo o mundo de forma clara? Ajo de forma generosa? Sou capaz de aceitar o que não posso mudar?

Pergunta original: "Am I seeing clearly? Acting generously? Accepting what I can't change?"

daqui

Será que há alguém que veja o mundo de forma clara? O que é ver de forma clara? Há pessoas que acham que compreendem tudo e poderão ter razão ou não. E o oposto, com certeza, também acontecerá. Não terá, cada indivíduo, um conceito diferente de clareza?

Se vejo as coisas com clareza? Talvez algumas. Outras nem tanto. Para mim clareza está ligada à empatia, compaixão e compreensão (e às vezes à sua falta!) e nem todos nós, nem em todos os momentos, temos essa capacidade.

Não posso dizer que ando por aí armada em Madre Teresa de Calcutá a dar a minha vida e tempo de forma generosa mas tento não fugir aos meus valores no meu dia a dia. Isto passa por, simplesmente, mostrar respeito aos outros. De vez em quando lá ofereço ajuda para carregar sacos ou carrinhos para uma ou outra senhora subir ou descer escadas, embora nem sempre aceitem. Já dei dinheiro a quem me apanhou em alturas mais sensíveis mesmo que o dinheiro não tenha sido utilizado da melhor forma (fico, ao menos, de consciência tranquila), já dediquei algum tempo em trabalho voluntário para o Centro Comunitário aqui da terra e espero poder voltar a fazer uns turnos num festival que se aproxima. Se isso acontecer, aviso. 

Acho que cada vez mais aceito aquilo que não posso mudar. Acontecimentos do dia a dia... Como já referi, o atrasar do comboio ou o ter de esperar pelo próximo metro. Greves. Mas um pequenina parte de mim ainda me custa aceitar que, para aceitar o que não posso mudar, tenha de fazer parte de um sistema com o qual não me identifico e não quero alimentar. Tenho andado entretida com um livro sobre geopolítica. É um assunto que me despertou interesse há uns anos atrás e embora me perturbe tudo o que esteja a ler, sei que não podemos combater os podres da elite política (e não só) e como as suas decisões apenas reforçam a ideia de que somos tratados como gado insignificante. É uma forma muito negra de ver as coisas mas, ao mesmo tempo, libertadora. Remete-me mesmo à minha insignificância e impotência para alterar o que não posso!

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