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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

29
Abr20

Sugestão

para quem gosta de aprender

Há muitos temas que me suscitam curiosidade mas acho demasiado complexos para me debruçar sobre eles (isso e falta de motivação). Procurar livros de introdução a esses temas são uma boa opção mas ficam em lista de espera, atrás de todos os outros que ainda há por ler (gosto de o fazer com tempo, sem pressas).

Através de uma rede social, tive conhecimento de alguns sites que disponibilizam mini cursos sobre as mais variadas áreas. É um mundo em si e eu sou uma criança com mil separadores abertos sem saber qual o melhor cursinho a fazer.

Para quem está em casa em layoff por tempo indeterminado (um bocadinho como eu), parece-me uma boa forma de passar o tempo. Muitos dos cursos (diria que a maioria) podem ser feitos a um ritmo próprio. Muitos também já terminaram e estão arquivados mas ainda abertos a inscrições com acesso ao material por algumas semanas. Há outros tantos com início em datas futuras, abertos a participação e discussões com outros alunos (de todo o mundo).

Refiro-me a cursos gratuitos, desenvolvidos por docentes de universidades de todo o mundo, com uma opção de pagar um certificado após conclusão com nota positiva.

edX, Coursera, FutureLearn são alguns exemplos.

Boas descobertas! 

27
Abr20

Inquietações

Tenho ouvisto muito sobre o aumento de ansiedades e ataques de pânico por causa deste tempo de quarentena.

A falta de ocupar o tempo (de forma produtiva ou não) aumenta a tendência natural à ruminação que advém destas circunstâncias. A ruminação mental é a espiralização de pensamentos. Em casos de depressão e ansiedade crónica, muitos destes pensamentos são negativos, de tom auto depreciativo e, tornam-se tão constantes e automáticos que os tornamos como verdades absolutas.

De alguém que tem aprendido a viver com isto desde sempre, só posso dar o melhor conselho que já me deram até hoje: ocupem o vosso tempo livre o mais possível, nem que seja vendo vídeos no Youtube. Nos meus momentos mais difíceis, é a única coisa que me apetece fazer apesar de chegar ao final do dia e pensar que não fiz nada de produtivo. Esta forma de pensar é, também ela, negativa. O conselho é da minha psicóloga e esta forma de lidar com o nosso dia a dia em quarentena é uma forma de prevenir a espiral de pensamentos que se assomam.

Claro que nem sempre é tão fácil. Bem sei disso, mas é uma estratégia que requer muita tentativa sem efeito imediato.

Só espero que não haja um aumento exponencial na prescrição de ansiolíticos e antidepressivos (que haverá). Felizmente a minha médica de família deixou de nos passar receitas para estes medicamentos e começou a focar-se em alternativas mais naturais.

Para quem não costuma ter ansiedade, suplementos ou chá de raíz de valeriana poderão ser uma boa solução. A valeriana cheira muito mal, é verdade, mas há muita gente que confirma os seus efeitos.

27
Abr20

Milagre na Cela 7

Aviso: não vejam o filme se forem chorões. Ou vejam.

Conheço muito pouco da Turquia mas é uma cultura que me suscita imensa curiosidade e ainda não tive oportunidade de conhecer melhor. Os turcos orgulham-se imenso do país (às vezes de forma cega) e têm uma produção musical enorme. Foi um guilty pleasure meu depois de ter visitado Izmir e ouvir dias a fio as mesmas músicas no rádio do carro.

Isto para dizer que a expressão utilizada no filme entre pai e filha "Lingo Lingo! Şişeler!" não tem qualquer sentido especial. É uma expressão utilizada em músicas tradicionais de tipo folclórico. Lingo Lingo é a forma turca do nosso "La, la, la".

Mais info aqui

26
Abr20

Incerteza

Para lá da janela, o tempo está como o futuro. Incerto.

Sol e chuva, vento e calor, trovoada e arcos-íris.

Mas a vida, ainda que desacelerada, continua. O mundo e a natureza, não param.

Manhãs cinzentas com folgas solarengas, animadas por melros e pardais e chuviscos casuais; tardes ventosas e rabugentas são pouco convidativas ao passeio higiénico mas não afastam os mais persistentes das suas pequenas jornadas. Com m sopro do vento chegam-me as gargalhadas dos mais pequenos que preferem a aventura do jardim ao conforto de casa.

À primeira ameaça de chuva, todos recolhem apenas para ficar à janela à espera que o sol volte a espreitar.

 

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Há uns anos comprei uma caixa de lápis aguarela. Nunca tinha ouvido falar mas têm cores tão vívidas por causa da alta pigmentação que os comprei para pintar os meus livros nas minhas crises de ansiedade. Na mesma altura comprei papel de aguarela e agora ando viciada nisto. Tenho aprendido alguns truques mas ainda tenho de investir em pincéis decentes e lápis de melhor qualidade. Por enquanto, vou conseguindo fazer coisinhas destas. Como o papel é muito espesso e rugoso, a cor não assenta como em papel liso. Quando se passa o pincel com água, a cor é ativada e as cores ficam mais vívidas.

23
Abr20

Introversão

O termo foi introduzido no nosso vocabulário por Carl Jung. Este acreditava que a nossa consciência se expressa através de uma atitude introvertida ou extrovertida.

Introversão e Extroversão fazem parte do mesmo espectro. Uma pessoa não é totalmente introvertida nem totalmente extrovertida mas tem sempre uma maior tendência a um destes traços. Ao longo da vida e mesmo ao longo do nosso dia a dia, adaptamos esta nossa atitude às diferentes situações com que temos de lidar e pode um introvertido apresentar traços mais extrovertidos e vice-versa.

Uma pessoa extrovertida busca energia e gratificação em estímulos exteriores, no contacto com os outros. Sente-   -se à vontade em ambientes agitados. São assertivos e sociáveis. Crê-se que a maioria da população mundial seja extrovertida, mas por uma margem bastante pequena.

Por seu turno, os introvertidos são mais reservados, contemplativos e buscam energia na reflexão, sentindo-se rapidamente esgotados em situações sociais. São os que falam menos e pensam muito antes de o fazer, são os "cabeça no ar" desta vida.

Algumas das caraterísticas mais comuns aos introvertidos são a necessidade (e gosto) por tempo a sós. Há muita coisa que conseguimos fazer na nossa própria companhia. Uma das razões pelas quais este assunto me interessa é o facto de até há uns anos atrás não conseguir compreender muitas coisas que fazia. Desde não querer ver quem  toca à campainha ou bate à porta de casa, a ter pavor de atender e fazer chamadas telefónicas, especialmente de e para números que não conheço. A conversa de circunstância...  Além de fugir a sete pés de ambientes sociais (quanto mais gente pior), nunca fui pessoa de falar nem dar opiniões. Prefiro escutar, atender às formas de ser e estar e falar dos outros à minha volta. Quando era mais nova, rever os meus amigos de escola depois das férias de verão era como rever pessoas que nunca antes tinha conhecido. Nunca compreendi a necessidade de falarmos uns por cima dos outros para ver quem fez ou sabe mais.

daqui

Até que numa daquelas infinitas pesquisas de Internet, descobri os tipos de personalidades e o conceito de introversão serviu-me que nem uma luva.

Como há relativamente pouco tempo entrei na casa dos 30, acredito que ainda estou na faixa etária que se quer extrovertida. Fazer e viver o mais possível como se o mundo acabasse amanhã. Esta introversão sempre me fez sentir bastante alienada do mundo. Muita gente a vê como uma não qualidade a ser abordada como algo que tem de ser mudado.

Estamos numa era de #movimentos e aceitação de diferentes formas de estar, transição para diferentes estilos de vida. Para os introvertidos que se sentem diferentes, está na hora de aceitar esta nossa forma de ser, e fazer aquilo que nos faz sentir melhor e que serve os nossos interesses e promove o nosso bem estar.

22
Abr20

Opiniões

Valem o que valem.

Ao ler este artigo (para ser sincera li-o na diagonal que de números e estatísticas estou eu farta! Já sabemos que o mundo vai bater no fundo) fui de imediato transportada à capital grega onde estive há 3 anos.

O estado da cidade (e de outras zonas) deixou-me francamente chocada e revi Lisboa na mesma situação num futuro não muito longínquo.

Qualquer cidade tem a sua beleza, nem que seja a que foi em tempos e de que guardamos na memória.

Sou profissional de Turismo mas não consigo aceitar a forma como a indústria se tem desenvolvido. Não apenas em Portugal como no Mundo. Acredito que a maior parte das pessoas não gosta de viajar. Fá-lo porque é socialmente aceitável ou pelo sucesso que as fotografias terão nas redes sociais e o prestígio que isso trará. O nosso status já não é definido apenas pelas roupas que vestimos ou pelas nossas posses, é definido também pelo número de países visitados. E quantos mais em menor tempo, melhor. Vejo nesta correria, uma fuga aos problemas do dia a dia com os quais não sabemos lidar. De repente viajar tornou-se sinónimo de crescimento pessoal e espiritual e todos queremos ser iluminados da noite para o dia.

Não quero que se deixe de viajar. A interculturalidade é, definitivamente, uma experiência riquíssima que dissolve fronteiras e preconceitos (contraditório a movimentos xenófobos e racistas cada vez mais presentes). Gostava apenas que o Turismo fosse feito de uma forma mais consciente, desde as companhias aéreas que escolhemos, ao alojamento e às atividades no destino. Deem preferência a empresas que se preocupam com os seus empregados e os tratem com respeito, reservem aquele alojamento familiar. Utilizem motores de busca para decidirem a vossa escolha mas tentem sempre reservar diretamente com o alojamento. Esses motores de busca cobram uma comissão e nem sempre os donos do alojamento ajustam os preços adequadamente. Se tiverem preocupações ambientais, é mais provável que pequenos negócios tenham esse cuidado em contraste com grandes cadeias hoteleiras (que tendem também a pagar salários mais baixos). Consumam o que seja local: tours de pequenas empresas poderão ter menos pessoas e proporcionar experiências menos convencionais e que fogem às massas.

Caso prefiram pacotes de meia ou pensão completas, utilizem agências de viagem das vossas localidades. São efetuados por operadores e agências, compostos através de trabalho árduo, procurando os melhores preços e negociando alojamento, transporte e guias intérpretes oficiais. Tem igualmente a vatagem do fator humano. Recorrer a um agente com quem possam falar cara a cara em caso de dúvidas, não correndo o risco de ficarem de mãos a abanar com agências online internacionais porque não leram as letras miúdas. E digo isto pelo contacto diário que tenho com viajantes que ainda não compreendem o que são termos e condições.

 

É a minha opinião. Vale o que vale.

20
Abr20

Viagens

Há 8 anos decidi partir. Fui de férias e não voltei.

Foi a minha fuga à vida em Portugal. Não fui em busca de um el dorado, fui simplesmente à procura de mim. Aprendi imenso sobre o mundo e o tanto que perdia e perdi a dar importância às coisas erradas.

Para contrariar as tendências modernas, nunca fui apaixonada por viajar. Nunca pensei no assunto, sequer. Do muito pouco que tinha viajado, lembrava apenas das piores partes as viagens de um ou mais dias em carro ou autocarro.

Há 6 anos, com alguma segurança financeira, decidi passar 9 dias no sul de Espanha, sozinha. Depois desta, vieram tantas outras mini aventuras. Gosto de parar e absorver o que de maior há além de mim.

A viagem obriga-me a abandonar as minhas rotinas e a enfrentar o que possa correr mal ou o que não estava planeado; obriga-me a saber defender-me, a lidar com pessoas e a corrigir formas de ser e estar. A sair da minha zona de conforto.

Sempre me considerei uma pessoa independente, sem vontade de dar satisfações e é apenas nestas alturas que o consigo fazer.

Viajar é enfrentar todos os meus monstrinhos mas conseguir disfrutar da minha independência.

De Lisboa segui para Faro de comboio numa manhã no final de Maio. Nessa noite dormi em Sevilha. Seguiu-se Córdoba, Granada, Málaga e Gibraltar de onde, já em Junho, voltei para casa.

Todas as fotografias são minhas. O Rochedo de Gibraltar, a cidade de Málaga, o palácio de Alhambra em Granada, a Mesquita-Catedral de Córdoba e a Praça de Espanha em Sevilha.

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