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INFP

Introvertida. Intuitiva. Sentimental. Perceptiva.

06
Ago20

O que está, realmente, sob meu controlo?

De alguém que vive com ansiedade desde que é gente, ter as coisas sob controlo é muito importante e houve uma altura em que, não sabendo, sofri imenso a tentar controlar tudo e todos. O mais difícil de admitir e aceitar foi a necessidade exagerada de controlar o que os outros pensam de mim. E, se hoje ainda o tento fazer, estou cada vez mais desapegada dessa necessidade.

O que podemos controlar não é novidade para ninguém. O maior desafio é mesmo aplicar a teoria no dia a dia. Não despender energia a controlar quem quero ser para que os outros gostem de mim, não entrar em pânico porque o comboio está atrasado e chego ao trabalho fora de horas, evitar confrontos e debates para não ouvir o que não quero e ver a minha auto estima afetada, os devias ter feito ou devias ter dito.

Tenho controlo sob as minhas reacções às minhas emoções e às emoções e comportamentos dos outros.

Tenho poder sobre o meu pensamento.

daqui

03
Ago20

Segundas-feiras

Segundas são, de longe, os dias mais stressantes para mim. Foi o dia da semana que decidi dedicar à procura de emprego. Ele é palpitações, mãos suadas e um sem fim de posturas desconfortáveis em frente ao portátil só para justificar o meu subsídio.

Além de não haver muitas vagas, como esperado, as que há recebem centenas de candidaturas pelo que a escolha do/a melhor candidato/a se torna mais morosa para o empregador e se traduz em silêncios para mim.

Há alguns anos que uso o LinkedIn para este efeito mas confesso que esta plataforma me encaganita cada vez mais. Os meus contactos são todos super estrelas, os melhores dos melhores com imensas postas de pescada servidas em folha de ouro para partilhar. São todos supra sumos das suas áreas e têm muito cuidado em alterar os seus status e anunciar aos sete ventos cada vez que decidiram aceitar um novo desafio profissional ou precisam partilhar com o mundo os seus altos níveis éticos e morais.

Mas falava eu das segundas-feiras... Estudei Turismo e Hotelaria e trabalho há mais de 10 anos na área. Foi das indústrias mais afetadas pela pandemia e, apesar de ter sido dispensada por outras razões, o timing foi péssimo mas uma boa oportunidade de mudar de área.

Neste momento, e um pouco por desespero de querer desprender-me da hotelaria, tenho 3 planos que espero me tragam algum benefício a longo prazo.

O dia está a acabar...

31
Jul20

O S e W do SWOT

Uma ex chefe minha, confrontada com a minha auto estima rastejante, pediu-me para fazer uma análise SWOT de mim. Identificar os meus pontos fortes, os meus pontos fracos, oportunidades e ameaças que constituo a mim própria. O exercício não correu bem mas desta vez estou mais confiante 

Quais os teus pontos fortes e pontos fracos? Mesmo sabendo que esta é a pergunta típica, quem nunca revirou os olhos e arquejou quando ouviu esta pergunta numa entrevista de trabalho? É uma questão bastante simples mas sempre tão torturante de responder.

daqui

Se há coisa que detesto que me façam é esperar. Acho falta de respeito. Dependo de transportes públicos e faço sempre contas para chegar a algum lado um pouco antes do tempo e, quando não me é possível, em cima da hora marcada (obviamente que isto também depende ao que vou e com quem vou ter). Pontualidade é uma característica minha da qual me orgulho. Apesar de não lidar muito bem com críticas e de me sentir abatida e desmotivada com facilidade, sou bastante resiliente. Há uns anos estava encarregue da formação de novos membros da nossa equipa e percebi que tinha jeito para a coisa. E gosto.

Tenho-me apercebido (da pior forma) de que me concentro mais na big picture e descuido detalhes o que pode ser uma fraqueza em certas situações. Por outro lado, essa negligência traduz-se num interesse por tudo. Tenho sempre uma vontade de perceber e aprender muitas coisas e por vezes sobrecarrego-me. Mesmo agora, em confinamento que para mim tem sido apenas tempo de desemprego, tenho feito cursinhos online dos mais variados temas que depois acabo por não terminar.

Tenho um sentido de humor sarcástico e negro (talvez um pouco desajeitado) que nem toda a gente compreende mas que me tem sido muito benéfico a lidar com público, no trabalho. No meu dia a dia não sou tanto assim.

Empatia é sempre a minha última cartada. E acho que quanto mais consciente estou desta minha capacidade, menos a jogo.

Já misturei uns senãos meus ali para cima, mas a minha maior fraqueza é a dificuldade de comunicação. Baixa auto estima é outro ponto fraco que é a base para tantos outros. Sou muito mazinha comigo e odeio fazer erros. Não os aceito bem e odeio que mos apontem. Tenho a mania que sou um espírito livre e também não lido bem com ordens. Gosto de começar coisas mas é muito difícil terminá-las. Exemplo disso são livros e telas por pintar por números (tenho uma a meio). Sou individualista e custa-me ouvir opiniões dos outros especialmente quando dirigidos a algo que diz respeito à minha vida ou às minhas tarefas no trabalho. E, muitas vezes por isto, falo sem qualquer filtro e passo por mal educada.

Ao escrever este post percebi que, dependendo das circunstâncias, há qualidades que podem ser defeitos e defeitos que passam a qualidades.

30
Jul20

Qualidade do que é grato

Gratidão deverá ser votada a palavra do século. E ainda agora começámos a década de 20. Já tentei fazer inúmeros exercícios de gratidão com milhentas aplicações mas torna-se demasiado automático e pouco sentido. O propósito do exercício perde-se e não me parece que cheguemos a esse estado tão zen de uma forma tão forçada.

Mas é em momentos de muita introspeção que me apercebo de que seria nada sem a minha família. Não só pela educação que me deram como o apoio forçado que me dão ao me aturarem em casa agora por tempo indeterminado.

Tenho tudo o que preciso para me sentir segura e as minhas necessidades básicas estão praticamente satisfeitas e estou grata por isso.